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Concelho de Alfandega da Fé
Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.

É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.

HISTÓRIA DO CONCELHO

Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que anteriormente a este período já existisse algum povoado de origem Castreja, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem muitos vestígios arqueológicos desse e até de períodos anteriores.

No entanto, a transformação em concelho medieval só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel, em 1510.

Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo, que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser o que resta do antigo castelo medieval.

Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado, a identificar ligações àquela família.

Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil de compreender porque razão o imaginário popular gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”, não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de situações não nos apareça.

Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma, com ligação a factos históricos, como é o caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”, que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência dos cristãos face à ocupação muçulmana e a “Lenda de Frei João Hortelão”, relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante, tenta explicar a existência, na localidade de Valverde, de uma importante cruz processional.

In: Alfandega da Fé




(Veja tambem em Câmara Municipal de Alfandega da Fé)

 
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Concelho de Alijó

História do Concelho

A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização e da ocupação mourisca.

Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.

Só a partir do primeiro quartel do século XII é que graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel I , já no século XVI (em Julho de 1514), recomeçou o seu povoamento.

Serviu de motivação para os que demandaram este concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em todo o Mundo.

No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora - primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens incorporados na Coroa após a execução dos Távoras, em pleno consulado pombalino.

Pelo Concelho de Alijó, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A própria hagio-toponímia evidencia que do século VII ao século XIII se manteve na área do concelho uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.

Alijó, cuja etimologia teria origem na existência da história Legio Spetima Gemina, outras teses nos indicam que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa do local naquela época, tem a sua monumentalidade representada pelo pelourinho, algumas casas solarengas e a igreja com o seu conjunto de alfaias, objectos de culto e várias imagens de relativo valor.

O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho;
A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes.


 
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Concelho de Armamar
Património arqueológico


Percorrendo o Município não é difícil perceber que a história da ocupação destas terras remonta muitos séculos atrás. São inúmeros os vestígios arqueológicos que têm sido postos a descoberto ao longos dos tempos, para já não falar dos que ainda estão escondidos, e que servem para comprovar que estas paragens foram servindo os interesses das diferentes civilizações que em distintos períodos da história por aqui estiveram e deixaram as suas marcas.

Os vestígios mais antigos da ocupação do Homem existentes no Município de Armamar remontam à pré-história. Já foram encontradas pequenas peças feitas em pedra que eventualmente terão sido instrumentos deste período.

Do período do Neolítico, e estendendo-se até à romanização, há uma imensidão de vestígios que comprovam o povoamento das terras de Armamar pelas tribos existentes neste período da história. Desta época chegaram até nós diversos vestígios de ocupação, uns mais identificados do que outros e, crê-se, muito outros locais de interesse existirão dos quais se não tem conhecimento: falamos dos castros, povoamentos fortificados posteriormente romanizados. Em Armamar terão existido diversos: em Vila Seca, no Monte Raso, entre Lumiares e São Martinho das Chãs, no monte de s. Domingos em Fontelo, etc. De todos eles o mais conhecido e melhor identificado é, no entanto, o castro de Goujoim.

Da ocupação romana chegaram até aos nossos dias, para além de traços de arquitectura existentes em diversos monumentos, uma rede de vias (estradas), que faziam parte da importante rede viária da penísula ibérica. De referir a ponte romana em Santo Adrião, assim designada muito embora a construção seja posterior, onde terão existido umas poldras (construção muito usada no período romano que se resumia a um conjunto de pedras enterradas no rio) para atravessar o rio Tedo.

Na Idade Média, o território do actual Município de Armamar terá estado integrado numa importante circunscrição administrativa civil designada território “Timillupus”. Este território iria desde o lugar de Bagaúste, hoje freguesia de Parada do Bispo e Município de Lamego, abrangia a parte norte do Município de Armamar, compreendendo as freguesias de: Armamar, Arícera, Coura, Folgosa, Fontelo, Queimada, Queimadela, São Romão, Tões e Vila Seca indo até à zona da actual freguesia de Santiago.

O CASTRO DE GOUJOIM

É a estância arqueológica mais conhecida do Município, muito embora o seu estudo e classificação estejam por fazer. Situa-se numa eminência rochosa sobranceira a Goujoim a cerca de 820 metros de altitude.

São bem visíveis restos de muralhas, algumas com bastante extensão e em bom estado de conservação. É possível ver também as ruínas de uma torre de vigia numa zona que se considera ter sido a entrada principal no perímetro protegido do antiga fortificação. Dentro do castro têm sido encontrados objectos diversos, nomeadamente fragmentos de cerâmica que a intervenção de curiosos tem feito dispersar sem que seja possível fazer uso desses vestígios para estudo.

Próximo do castro, e numa zona que se considera ainda de sua influência, situa-se uma necrópole. No espaço existe um conjunto de sepulturas e pequenas muralhas formando um conjunto arqueológico que carece de estudo.

Existe também um marco miliário, elemento delimitatório de territórios da época e é um dos três únicos exemplares existentes na Penísula Ibérica. Trata-se de um Terminus Augustalis já observado e estudado por arqueólogos que confirmaram a sua importãncia histórica.

Na zona é possível percorrer também alguns trilhos, restos de vias romanas que por ali passavam. De resto, pela região passavam na altura algumas das mais importantes vias romanas de toda a Europa.

No seu conjunto, o Castro de Goujoim é um complexo arqueológico de grande valor que muito pode esclarecer acerca dos povos que pelas terras de Armamar passaram em determinada época, ajudando-nos a conhecer os seus costumes que, certamente, se reflectem ainda hoje nas nossas tradições.



 

 



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Concelho de Boticas
Património e Arqueologia

O Guerreiro consiste num monólito antropomórfico esculpido, erecto e em posição de parada. Foi encontrado, juntamente com outro exemplar semelhante, provavelmente no sec. XVIII (tendo sido posteriormente encontradas, já no século XX, mais duas estátuas acéfalas) no grande castro do Lesenho, a altitude de 1075 metros, em Campos, Freguesia de S. Salvador de Viveiro e Concelho de Boticas, considerado o mais importante castro lusitano em Portugal e já classificado como imóvel de interesse público (D.R. n.º 29/90 de 17 de Julho). Este Guerreiro apresenta-se vestido com "sagum" (saio exuberantemente decorado com motivos geométricos de círculos concêntricos encadeados e axadrezados), com decote em V e manga curta, cingido por um cinturão com quatro nervuras paralelas. A cabeça é proporcionada, exibindo um cabelo curto e deixando livres as orelhas, barba e bigode. Austenta as seguintes armas: "caetra" redonda e plana (típico escudo redondo), com umbo, com decorações do tipo "labirinto", que segura na mão esquerda com correias cruzadas no antebraço, e na mão direita empunha um punhal triangular curto, com pomo discoidal, introduzido numa bainha com o conto de perfil circular e linhas transversais de possíveis travessas. Usa no pescoço um torque (peça de ourivesaria típica nos guerreiros da época), com aro aberto e em cada braço, uma "víria" de três toros (espécie de pulseira). O Guerreiro Calaico ou Castrejo é o expoente máximo da Arqueologia Nacional e representa, segundo os autores mais avalizados nesta matéria, a imagem da Divindade e o caracter guerreiro das civilizações castrejas que habitaram a nossa região. As quatro estátuas de Guerreiros Calaicos ou Castrejos que apareceram no imponente Castro do Lesenho encontram-se actualmente em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, onde as duas que se encontraram em melhor estado de conservação, são um verdadeiro "ex-libris" do referido Museu.

Terraço suportado por Abóbadas
Construção granítica de terraço apoiado em arcos redondos pareados. Na fachada encontra-se uma pedra com inscrições ainda não decifradas, existem ainda carrancas no friso da fachada. Possivelmente será construção medieval.

Igreja Paroquial de Dornelas
Igreja construída em cantaria de granito, de fundação antiga muito alterada no século XVIII. Possui valioso retábulo do altar-mor em talha dourada Barroca. No adro da igreja encontra-se uma dorna em granito, destinada a medir cera como forma de pagamento do imposto ao arcebispado de Braga.

Igreja Paroquial de Covas do Barroso
Templo de fundação românica , conserva a cachorrada em torno do edifício. A fachada principal é composta por um pórtico encimado por um óculo redondo. Na fachada posterior, abre-se um nicho com capitéis e aduelas lavradas. O interior é de uma nave com tecto de madeira e caixotões pintados, as paredes da capela-mor estão revestidas de frescos. No seu interior encontra-se um arcossólio com a estátua jacente de D. Afonso Anes Barroso, escudeiro do 1º Duque de Bragança.

Igreja Paroquial de Boticas
Igreja de traça sóbria construída em 1880.Templo de planta rectangular. A fachada apresenta portal de forma rectangular encimado por óculo oval. Superiormente o corpo da igreja é coroado por pináculos e uma cruz. A fachada é ladeada pela torre sineira de quatro faces com quatro rasgos sineiros. No centro da torre encontra-se um relógio do final do século XIX. Interiormente a igreja é de uma só nave. Em 1994 foi objecto de restauro, constando as obras de: levantamento e reconstrução da cobertura; reparação e limpeza de paredes exteriores e interiores, fornecimento e colocação de rufos. Igreja de Santa Bárbara

Igreja de Santa Bárbara
Antiga Igreja Paroquial. Na sacristia encontra-se um pelicano em madeira datado possivelmente do séc. XVII/XVIII. Ave que segundo a crença popular feria o próprio peito para com o sangue alimentar os filhos, simbolizando Jesus que dá o sangue a seu povo.

 



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Concelho de Bragança

O concelho de Bragança é atractivo pela riqueza das suas tradições e do seu artesanato. Assim, ao longo do ano, especialmente no Natal, no Entrudo e na Páscoa, o visitante pode contar com festas muito animadas. Duas das tradições que, ainda hoje, se mantêm e que mais se destacam são as Festas dos Rapazes e a Festa dos "Caretos" ou Máscaras.

O Artesanato de Bragança está a ser preservado e divulgado em algumas das freguesias do concelho, evitando que esta tradição tão antiga caia no esquecimento dos mais jovens. Desta forma, o turista que se interessar por este domínio poderá encontrar: trabalhos de cobre, burel, couro e madeira, assim como trabalhos de tecelagem, cestaria e olaria. As célebres máscaras são fabricadas com madeira, couro, lata e cortiça.

O visitante que tiver dedicado algum do seu tempo à descoberta deste acolhedor concelho, não poderá partir sem degustar as delícias gastronómicas típicas da região, representadas nos diversos restaurantes locais, salientando-se os enchidos (a alheira, o Salpicão), o presunto, o butelo com cascas, o cozido à transmontana, o folar de Bragança, o cabrito de montesinho, a posta à Mirandesa, as trutas e a caça (Perdiz, coelho, lebre e javali). Para acompanhar estes saborosíssimos pratos, aconselham-se os bons vinhos da região. Para a sobremesa, poderá contar com as súplicas, os pasteis do tipo conventual, o pudim de castanhas e os doces de ovos com amêndoa.

O concelho de Bragança, repleto de história e de património, merece, por todas as suas características e potencialidades, uma visita mais atenta que permita descobrir as verdadeiras riquezas desta região tipicamente transmontana.
Complementarmente, oferece um enquadramento paisagístico fabuloso, destacando-se, evidentemente, o Parque Natural de Montesinho, com um conjunto de paisagens e serviços de alojamento, desporto e lazer muito diversificado, ideal para um período de férias em contacto com a natureza.

Fonte: O nosso País - Portugal Século XXI

 

 
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Concelho de Carrazeda de Ansiães

Rota do Douro
O concelho de Carrazeda de Ansiães mantém muitos aspectos de interesse cultural e natural que continuam a justificar uma visita ao concelho, mas sem dúvida o facto de parte do concelho estar classificada como património da humanidade - o Alto Douro Vinhateiro, é sem dúvida uma obrigação dar um especial relevo a estas paisagens.
A Rota do Douro, com passagem por alguns dos mais importantes monumentos do concelho, por paisagens de cortar a respiração, com o apoio de gastronomia e vinhos de elevada qualidade, representa um dos ex-libris do concelho que merece uma visita pausada para se poderem apreciar estas "puras belezas".

Pontos de interesse especiais:


Início do percurso em Carrazeda de Ansiães, com passagem pela Câmara Municipal, pelo Centro de Apoio Rural, jardins da vila, fonte das Sereias e pelourinho, Biblioteca Municipal, Igreja Matriz...;

Seguindo pela estrada para a freguesia de Selores, aproveite para visitar o Castelo de Ansiães (e todos os vestígios deixados no tempo em que a sede de concelho era Ansiães);

Ao passar pela aldeia de Selores pare para apreciar a Casa de Selores, a Igreja Matriz e outros pormenores de interesse;

Não deixe também de passar pela freguesia da Lavandeira para apreciar a Igreja de Sta. Eufemia e a pitoresca aldeia;

A viagem continua por Seixo de Ansiães, Beira Grande por entre várias quintas até ao Douro, para se ancorar na Sra. da Ribeira;

Para finalizar a visita passe por Vilarinho da Castanheira e aprecie os seus monumentos históricos, com especial relevância para a Anta.

 
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Concelho de Chaves
Monumentos

PONTE ROMANA DE CHAVES
A Ponte Romana também conhecida por Ponte de Trajano foi construída entre o fim do século I e o início do século II d. C. Este foi, talvez, o melhor contributo que os romanos deixaram à antiga Aquae Flaviae. Tem cerca de uma centena e meia de metros de comprimento e uma dúzia de arcos, apesar de as obras de regularização efectuadas nos anos 30 tenham coberto alguns arcos.
Também se supõe que nas duas margens do Rio alguns arcos tenham sido subterrados para efectuar as construções que ali se implantaram. Ainda hoje se podem ler duas inscrições colocadas em duas colunas a montante e a jusante da Ponte Romana.
A primeira diz que “Imperando Cesar Nerva Trajano Augusto Germanico Dacico, pontifice máximo, com poder tribunício, cônsul a 5ª vez, pae da patria, os aquiflavienses trataram de fazer à sua custa esta ponte de pedra”; a Segunda diz que “”Imperando Cesar Vespasiano Augusto, pontífice máximo, com poder tribunício a décima vez, imperador a vigésimo, pae da patria, cônsul a nona vez, imperando também Tito Vespasiano Cesar, filho do Augusto, pontífice, com poder tribunício a oitava vez, imperador a decima Quarta, cônsul a sétimo (...) sendo legado do Augusto o propretor caio Calpetano Rancio Querinal Valerio Festo e sendo legado do Augusto na Legião Sétimo, Decio Cornelio Meciano e procurador do mesmo Augusto, Lucio Arruncio Maximo, a Legião Sétimo Gemina Feliz e dez cidades, a saber: os Aquiflavienses, os Aobrigenses, os Bibalos, os Coelernes, os Equesos, os Interamnicos, os Limicos, os Nebisocos, os Quarquernos e os Tamaganos (...)”.


CALÇADA ROMANA DE SÃO LOURENÇO
Na encosta ocidental da serra do Brunheiro existem restos do que se julga que foi uma das variantes da chamada VIA ROMANA de Chaves a Astorga.
Seguindo pela EN 213 que liga Chaves a Valpaços, antes de chegar a São Lourenço, próximo do miradouro sobre o vale de Chaves, um pouco abaixo da encosta, lá estão os vestígios do que foi aquela via romana que aqui tinha uma das vertentes mais difíceis. Subsistem vários troços de calçada.

PONTE ROMANA DO ARQUINHO DE SÃO LOURENÇO
Depois da povoação de São Lourenço, continuando pela E.N.213, há uma que atravessa a ribeira de São Lourenço.
É uma ponte pequena, de um só arco, à medida do curso de água, com cerca de 8m de comprimento e 4 de largura.

BARRAGEM ROMANA DA ABOBELEIRA
Localizada no termo de Abobeleira, freguesia de Valdanta.
São visíveis as ruínas dos muros de um grande reservatório de água. É uma construção muito invulgar.
Originariamente os muros da barragem teriam na base 5 metros de largura, atingindo cerca de 20 metros de altura.
A albufeira definida por esta barragem era muito grande, podendo ter-se estendido até à povoação de Sanjurge e a Outeiro Machado. Julga-se que este reservatório serviu para abastecer de água potável a cidade romana de Aquae Flavie.
Há quem defenda também que esta barragem serviu para fornecer água para lavagens nas minas romanas que teriam existido em Outeiro Machado.

VILA ROMANA DA GRANJINHA
Localizada junto da capela da Granginha, aldeia a um par de quilómetros de Chaves, na direcção poente.
No sítio onde existiu a “villa” há agora uma habitação, em cujas fundações foram descobertos restos da instalação agrícola romana.Também aqui foi encontrada uma ara dedicada à deusa protectora do município dos aquiflavienses, que está presentemente exposta no Museu da Região Flaviense.

(...)

 



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Concelho de Freixo de Espada à Cinta

Freixo de Espada à Cinta está situado no extremo sul do distrito de Bragança, inserido bem no coração do Parque Natural do Douro Internacional, fazendo fronteira com Espanha. Possui uma série de mais valias turísticas, oferecendo ao visitante diversas alternativas de lazer.
O concelho é banhado no seu todo pelo rio Douro, que se enrosca por entre agrestes desfiladeiros de arribas repletas com a maior mancha de Lodões (Celcis australis) da Europa, albergando em conjunto diversas espécies raras, cujo destaque vai para a protegida Cegonha Negra que nidifica em abundância neste local. O rio desafia a um revigorante passeio por águas calmas. Na praia fluvial da Congida poder-se-á embarcar num barco da Sociedade Transfronteiriça Congida – La Barca e usufruir um passeio ímpar por uma paisagem bela e sem igual.


MONUMENTOS

Como povoado, Freixo é muito antigo.
Foi invadido ao longo dos séculos por Romanos, Visigodos, Suevos e Árabes e, consequentemente, foi sofrendo a influência dos povos que se iam sucedendo. Daí que seja riquíssimo o legado histórico desta vila transmontana, que ainda hoje conserva muitos monumentos e vestígios da sua nobreza.

No princípio do séc. XVI, a vila era uma poderosa praça de guerra medieval, toda cercada de altos muros e três possantes torres mestras, das quais resta hoje apenas a Torre Heptagonal ou Torre do Galo.

Em Freixo, podem ser admirados monumentos de rara beleza e importância arquitectónica e arqueológica: não só construções religiosas, como igrejas e capelas, como também construções civis, desde casas solarengas e semi-palacianas até aos significativos pelourinhos, verdadeiros legados documentais da História de Freixo de Espada à Cinta. Há ainda, por todo o concelho, particularmente pelos montes mais ermos, em escarpas rochosas sobre o rio Douro, inúmeros e importantíssimos vestígios arqueológicos.

Mas talvez os mais fortes atractivos de Freixo sejam, por um lado, o facto de ser uma das vilas portuguesas com maior número de casas manuelinas, das quais muitas conservam ainda brasão; por outro lado, a beleza paisagística, de vales estreitos e serras escarpadas sobre o Douro Internacional, que contribui também para o deslumbramento dos visitantes.


 


(Veja Mais em Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta)

 
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Concelho de Lamego

O Douro é uma região de características únicas. Aqui se produz o genuíno VINHO DO PORTO, património exclusivo da região, e daqui saem alguns dos mais saborosos vinhos de mesa.

Mas a história do Douro escreve-se à custa de muito suor, de muitas vidas sacrificadas, de muitas batalhas e de muitas angústias.

Gerações e gerações de homens e mulheres entregaram-se de corpo e alma à terra, transformando uma paisagem agreste num tapete fértil e harmonioso, a transbordar de vida.

Foi assim que o Douro foi construído e foi assim que o Douro pôde fazer nascer esses vinhos de qualidade e sabor incomparáveis, que estão hoje entre os melhores do mundo.

O rio é a alma desta região.... o rio Douro que serpenteia desde a fronteira até à cidade do Porto, o mesmo rio que antigamente os barcos rabelos percorriam, carregados com o vinho que levavam ás Caves de Vila Nova de Gaia, para aí repousarem.

Mais do que os vinhos deliciosos e paisagens grandiosas, o Douro tem história e proporciona uma descoberta aliciante das nossas raízes ... as cidades são verdadeiros museus e revelam o que de melhor o passado nos deixou, através de um património de grande valor.

Nos lugares mais ermos e escondidos encontram-se túmulos pré-históricos, castros romanos, ruínas de lugares sagrados.
No coração das cidades e das vilas, a magia do passado ganha outras formas...
...castelos, torres e fortificações edificadas no tempo em que Portugal crescia e afirmava a sua independência.






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Concelho de Macedo de Cavaleiros
Património Natural e Paisagístico: Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, Sítio Morais da Rede Natura (Monte de Morais, vale encaixado do Azibo entre os Olmos e Limãos), Serra de Bornes (mata de exóticas no Vilar do Monte, etc.), Serra de Bousende/Soutelo Mourisco, Serra de Ala, Serros do Mogrão e de Meles, margem do Sabor.

Património edificado: igrejas, pelourinhos, solares, conjuntos habitacionais (Vale Pradinhos, Pinhovelo, Cortiços, Bousende), pontes (Vale da Porca, Limãos, Vale Benfeito, Banrezes, Paradinha de Besteiros, Nozelos, Azibeiro, Gralhós), cruzeiros e santuários, pombais, moinhos, adegas e lagares.

Património arqueológico: Terronha de Pinhovelo (este local está já semi-visitável), Fraga dos Corvos de Vilar do Monte, Mamoa de Santo Ambrósio (estes três locais estão já semi-visitáveis), estrada romana em Argana, Lamalonga e Vila Nova da Rainha.
Como arqueologia industrial, há as Minas de Murçós e outras, além dos fornos de cal e telha de Salselas e Vale da Porca.

Locais musealizados: Arqueologia no Núcleo Central da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo; Real Filatório de Chacim; Etnologia na Casa do Careto em Podence e no Museu Rural de Salselas; Monográfico-religioso no Convento de Balsamão.

Actividades: caça, pesca e tiro (há um clube em Macedo); pedestrianismo, ciclismo, btt e montanhismo; festas, feiras, mostras e romarias; artesanato; gastronomia; matanças do porco; parapente e asadelta; desportos motorizados (há uma pista em Lamas); remo e canoagem; educação ambiental; natação.

 
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Concelho do Mesão Frio
Património

Arcas tumulares românicas
O conjunto dos sete túmulo que se encontram encostados às paredes do átrio da Igreja paroquial de S. Nicolau de Mesão Frio, reveste-se de particular interesse, embora não tivesse despertado a atenção da maior parte dos autores que, ao longo do século XX, escreveram sobre a tumulária medieval portuguesa. São referidos pela primeira vez na Memória Histórica do Concelho de Mesão Frio (1866), da autoria de Álvaro Maria de Fornelos, e foram posteriormente estudados por Armando de Matos em "Arqueologia Artística", Museu, vol. IV, n.º 8, 1945.
Os referidos túmulos são constituídos por arcas sepulcrais e tampas rectangulares, esculpidos, a maior parte deles, em três faces, o que revela que foram concebidos para serem encostados a uma parede. É provável que originalmente estivesse colocados no nartex ou galilé e que posteriormente tivessem sido trasladados para o lugar actual.
Destacam-se dois dos exemplares pelos temas iconografados. Num deles, ainda podemos ver, enquadrada numa moldura pétrea, a representação de dois cavaleiros montados nos seus corcéis, avançando um contra o outro, com as mãos direitas levantadas e segurando espadas de lâminas curtas e pomos visíveis, enquanto que, com as mãos esquerdas, seguram pequenos escudos. Esta cena de batalha, ou justa, tem ao centro uma flor-de-lis e nos dois cantos superiores vieiras. Este último aspecto tanto pode estar relacionado com elementos heráldicos que integravam o brasão de armas do inumado, como ser uma referência ao santuário de peregrinação mais conceituado na época - Santiago de Compostela. Na tampa, releva-se apenas um pentalfa, elemento apotropaico, frequentemente repetido nos túmulos românicos nacionais, como são exemplos os do Museu Arqueológico de Barcelos.
O outro túmulo, muito desgastado como os restantes cinco, salienta-se pela presença de arcarias flor-de-lisadas e um leão muito bem desenhado.

Carla Varela Fernandes, 2003

Panorâmica da igreja de São Nicolau - Ver Imagem
Pormenor dos dois arcossólios na parede Sul da capela-mor - Ver Imagem
Alpendre, do lado Norte, onde estão depositados os túmulos românicos - Ver Imagem
Vista aproximada do conjunto de túmulos - Ver Imagem



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(informações aqui em breve)

 

(Veja ainda Câmara Municipal do Mesão Frio)

 

 

 
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Concelho do Miranda do Douro

Artesanato
Na área artesanal podemos contar com a tecelagem e os tapetes regionais.
Confecção de Traje Regional - Em saragoça, buréis e linho.
Confecção de Colchas, Tapetes, Carpetes, Alforges, etc - em lã de ovelha e linho. Encontram-se em Constatim, Duas Igrejas, S.Martinho, Sendim, Póvoa, e Picote.
Confecção de Gaitas de Foles - Miranda, Sendim, Constantim, Freixiosa e Vale de Mira.
Trabalhos de Madeira - Miranda, Sendim, Palaçoulo, Freixiosa, Teixeira.
Trabalhos em Ferro Forjado - Miranda e Paladouço.
Cestaria - Sendim, Miranda e Póvoa.
Rendas e Bordados - Sendim e outras Aldeias do Concelho.

Lazer
O concelho é ainda servido por um cinema com capacidade para 150 pessoas e por uma Biblioteca Municipal de Leitura Pública, concebida para dar resposta às necessidades da população, em termos de informação e ocupação dos tempos livres, ambos localizadas na sede concelhia.
É ainda de referir o Museu Nacional da Terra de Miranda que reúne colecções de arqueologia, Trajes Regionais, Cerâmica, Etnografia, Armaria, Ferro Forjado, Mobiliário Regional, Numismática, Época Romana e Século XX.


Pauliteiros de Miranda

Este conjunto é formado por 8 dançadores ( 4 guias e 4 piões), três tocadores músicos e um dançador suplente.
Como é sabido, na terra de Miranda, e entre os estudiosos do folclore, esta dança é quase tão antiga como a existência do homem sobre estas terras.
Trata-se das danças mais conhecidas na antiga Europa, seguindo opinião sustentada pelo Historiador e Etnólogo Mirandês Dr. António Maria Mourinho e outros folcloristas de nome, Espanhóis, Franceses , Ingleses e Alemães.
Terá nascido no centro da Europa e (região da Transilvânia) na 2ª idade do ferro, como dança de espadas, espalha-se logo pela Europa Central, Alemanha, Escandinávia, Ilhas Britânicas, Balcãs e Península Ibérica.
O Historiador Romano Plínio, fala destas danças de espadas no seu livro "DE GERMÂNIA", no século I.
No século III, segundo o Geógrafo Latino Strabão, os Celtibéros ribeirinhos do Douro, aqui na Península preparavam-se para os combates com danças guerreiras, para militares, e trocavam as espadas por paus, 0.45 para melhor executarem a dança, sem riscos de ferimentos.
Os povos autóctones da Espanha, Romanos, Suevos e Visigodos conservaram-nas nas suas festas agrárias de fertilidade, para celebrarem a feliz recolha dos frutos e cereais e as passagens dos solstícios do Verão e do Inverno.
Assim se mantiveram no paganismo, até que pelo sec. X, a Igreja Católica as começou a admirar nas festas dos Santos correspondentes às mesmas épocas solsticiais e das colheitas que passaram a celebrar-se em honra dos Santos padroeiros, N. Senhora, Santa Bárbara, S.João, S.Jerónimo, S.Silvestre, etc...
Os trajes parece que sempre acompanharam as danças nos seus séculos e milénios e correspondem segundo parece à natureza das danças guerreiras, - trajo para-militar.
Segundo os estudos levados a cabo, com firmeza e seriedade pelo já citado Dr. António Maria Mourinho e outros folcloristas Espanhóis, chegaram à conclusão fundamentada de que, são sucessores do trajo militar Greco-Romano, (ver Dr. António Maria Mourinho - "Cancioneiro Tradicional e Danças Mirandesas, 1984 - I Vol. pg.465" chapéu enfeitado - capacete militar, colete sobre os ombros e as costas - couraça e capa militar Romana - romanas; as saias com os lenços em tiras - o Ságum militar romano - sobrepondo-se-lhes uma cintura que era de correias múltiplas em volta dos quadris pendentes até por baixo dos joelhos. As meias de lã listadas de preto e botas grossas de cordovão - nas mãos um par de paus de 0.45m de comprimento e dois pares de castanholas.
Ao toque da gaita de fole que comanda o exercício de todo o conjunto acompanhado de caixa de guerra e bombo, ou de flauta pastoril executam os ditos dançadores um conjunto de danças diferentes e bailados que podem ir até a meia centena, todos diferentes e com letras apropriadas e música e coreografia ou passes diferentes.
Percorriam as povoações por ocasião das festas religiosas dos santos padroeiros para recolher as esmolas para a mesma festa e participavam nas procissões, no fim das quais, nas festas principais das Igrejas, faziam exibição geral do seu reportório e a seguir um jantar.
Esta é a dança comunitária dos Pauliteiros de Miranda na sua área geográfica, na antiga e medieval terra de Miranda e na maior parte de Espanha - hoje em declínio - sempre comunitárias, cada aldeia mantinha o seu grupo que se renovava nas festas sempre algum elemento saía por motivos óbvios.
Dada a espectacularidade e o colorido e movimento, cor e som deste conjunto que tem causado admiração e apreço de todo o mundo, estas danças saíram das fronteiras e participaram em festivais nacionais e internacionais no País e Estrangeiro em quatro continentes, conquistando prémios e nome para a terra que lhes foi berço, não esquecendo o Prémio Europeu de Folclore de 1981, dado pela Alemanha e recebido solenemente em Duas Igrejas em 12 de Julho desse mesmo ano, uma embaixada oficial e luzida que veio da Alemanha e de várias entidades oficiais Portuguesas desde a Câmara Municipal, ao seu Presidente, ao Governador Civil e Secretários Nacionais da Cultura e da Emigração e das Comunidades Portuguesas com seus Directores gerais.
Mas o folclore Mirandês não são só os Pauliteiros. Há uma riqueza inesgotável de canções e bailados que é preciso não deixar no esquecimento e acompanharam os Pauliteiros no Grupo Folclórico Mirandês de Duas Igrejas durante 50 anos, plenos de galardões e menções honrosas, cheias de tipismo e diferentes do Folclore misto de cada região.
Há dez anos a esta parte surgiram no concelho vários grupos de Pauliteiros e mistos sem direcção com responsabilidade, portanto sem grandes ou nulas probabilidades de êxito mais, que ao nível rural, sempre néscio e sempre concordante, com o que se lhes apresenta. Falta-lhes a verdade e autenticidade, a espontaneidade sem que haja quem seja capaz de separar o trigo do joio. O seu destino será a imobilidade, mais tarde ou mais cedo.
A Câmara Municipal num gesto de continuidade salvadora, de afirmação, promoção e manutenção deste ramo de cultura mirandesa que é o ex-libris desta terra tão rica de elementos culturais, quis organizar um grupo que esteja à altura das circunstâncias em qualquer momento preciso, na disponibilidade e no equipamento, sempre apto para se exibir, ligado à própria autarquia.

(...)

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Concelho da Mirandela

História do Concelho

Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.

Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.

Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.

Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.

De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.

Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.




Pelourinhos do Concelho de Mirandela

Segundo o Padre Ernesto de Sales na Obra «Mirandela: Apontamentos Históricos», os pelourinhos eram um distintivo da jurisdição e autonomia dos concelhos e erguiam-se na praça ou largo fronteiro dos Paços do Concelho. Compunham-se geralmente de um pilar ou coluna de pedra, com forma mais ou menos artística, encimada por um capitel, e servia-lhe de base um rectângulo elevado acima do nível do solo por duas ou três ordens de degraus. Alguns tinham quatro varões de ferro no capitel terminados em forma de gancho, sendo este por vezes substituído por uma argola móvel.

Antigamente tinham o nome de picotas e eram os locais onde os criminosos eram expostos à vergonha. Nelas se prendiam os criminosos e expunham os delinquentes, que não fossem réus de maior pena que açoites ou irrisão pública.

Em Portugal, os pelourinhos são todos no interior das vilas e cidades, e quase sempre diante da casa da câmara; ao contrário da forca, que estava fora da povoação, e em lugar alto para que pudesse ser vista e aterrar os malfeitores.

No antigo livro das fortalezas, que está na Torre do Tombo, feito por Duarte d'Armas, pintor del-rei D. Manuel, há muitos pelourinhos. Todos eles têm gaiola ou guaritas para a exposição dos criminosos. Todos os que tenho visto constam de uma coluna, donde saem quatro ganchos de ferro, tendo na extremidade uma argola e uma cadeia; em cima, uma coroa ou um capitel.

A palavra picota significa, em linguagem judicial e municipal, o sítio onde se expunham os criminosos, e se lhes infligiam as penas impostas pelas autoridades locais. Na Ordenação Alfonsina, livro I, título 28, mandava-se que os padeiros, carniceiros, regateiras etc., que furtassem no peso, fossem postos na picota. Uma postura da câmara de Viseu, de 1304, manda que todo carniceiro, padeiro etc., que tiver pesos falsos, pague cinco soldos, e "ponham-no na picota".

Era comum afixar nos pelourinhos os editais da gente da governança, os anúncios judiciais e fiscais, etc. Depois de 1834 muitos deles foram demolidos porque para muitos simbolizavam a opressão e o despotismo.

Mirandela também teve pelourinho, situado no local onde hoje funciona a Junta de Freguesia, ou seja, na Praça Velha. Ernesto de Sales desconhecia a data da sua construção mas acreditava que era anterior ao reinado de D. Sebastião, porque a coroa real que encimava o escudo das armas portuguesas era aberta, como se usou até ao reinado daquele soberano.

Em sessão da câmara foi resolvido apeá-lo com o pretexto de regularizar a Praça Velha e assim se fez no dia 6 de Maio de 1868. As pedras foram removidas para um pequeno jardim contíguo à parte superior dos Paços do Concelho e assim se perderam.

O Pelourinho de Mirandela assentava num pedestal formado por um rectângulo elevado sobre três ordens de degraus: a coluna erguia-se a três metros de altura e era encimada por um capitel quadrangular a que se sobrepunham quatro salientes, em cima dos quais assentava o escudo das armas reais portuguesas.

Luís Canotilho e Luís Ferreira escreveram a obra «Pelourinhos do Distrito de Bragança», uma edição do INATEL, importante para conhecer a importância, as características e a história desses símbolos da autonomia concelhia.


Conmheça ainda a
Toda a Zona Histórica e Antiga



(Veja Mais em Câmara Municipal de Mirandela)

Visite também http://www.mirandela-online.net

 
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Concelho de Mogadouro

Localização:
No Nordeste do território nacional, integrado no distrito de Bragança, o concelho de Mogadouro faz fronteira com Espanha ao longo do rio Douro. Encaixado entre o vale profundo do Douro e a bacia do Sabor, ocupa o prolongamento do Planalto Mirandês que, por sua vez, dá seguimento ao Planalto Leonês (região de Zamora e Salamanca).
Paisagem: Em toda a zona mais próxima do rio Douro alternam-se os grauvaques e os granitos, apresentando-se estes, ora em grandes blocos, ora sob a forma de areão proveniente da sua desagregação. O relevo, é constituído por uma sucessão de colinas onde predominam os xistos grauváquicos interrompidos por alguns afloramentos quartzíticos, que se elevam na paisagem formando serras. Já a Sul abundam os xistos pardos, que também são dominantes na bacia do Sabor. Estes solos, e as características do clima, proporcionam um coberto vegetal abundante e diversificado, que atribui à paisagem um manto de belíssimas colorações que se alteram com as estações do ano.

Clima:
Os Invernos são, aqui, relativamente rigorosos, sobretudo na zona central do concelho, mais sujeita aos ventos do que as zonas protegidas do vale do Douro e da Bacia do Sabor. As zonas mais elevadas, a Sul e Sudoeste, sujeitas a alguma influência atlântica, são mais húmidas, razão porque se encontra a Sul o castanheiro e a Sudoeste o carvalho cerquinho. O verão, relativamente curto, surge quente e seco. A primavera e o Outono, frescos e bem demarcados, emprestam à paisagem a beleza das cores matizadas dos matos floridos de branco, amarelo e violáceo ou das folhosas outonais em tons de cobre e ferrugem. Na riqueza do coberto vegetal, é bem patente, ao longo de todo o ano, o cruzamento dso climas continental e mediterrânico, com alguma influência atlântica.

População:
Neste contexto de diversidade e beleza paisagística vive uma população eminentemente rural, cujas principais actividades são a agricultura e a pecuária. Aqui cultiva-se o olival, a vinha, o trigo e algum centeio, as hortas junto às linhas de água e a castanha mais para o Sul. Na pecuária, o destaque vai para o gado bovino, actualmente sobretudo na produção de leite. Quanto à carne, salientamos a qualidade do gado Mirandês que deu origem, na gastronomia, à já célebre Posta Mirandesa. Para além do gado bovino, os caprinos e os ovinos assumem, também, neste concelho, uma relativa importância nas economias familiares, produzindo carne, lã e leite. Da origem remota desta população laboriosa, conhecem-se vestígios arqueológicos que nos fazem recuar até ao Neolítico. Quanto à história mais recente deste concelho, não podemos deixar de lembrar a importância do papel desempenhado pelas praças fortes de Mogadouro e Penas Roías na defesa da fronteira contra as invasões castelhanas, tendo constituído, por isso, e dada a sua localização, um apoio precioso na formação a nossa nacionalidade.
Concelho eminentemente rural, de uma beleza agreste e doce, povoado de gente sã, afável e laboriosa, herdeira de um carácter nobre e de uma história rica e antiga, assim poderíamos caracterizar este pedaço do território nacional.

 

 

 
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Concelho de Mondim de Basto

Mergulha na noite dos tempos a data da fundação de Mondim. Há quem diga que já os gregos e os assírios andaram por aqui, mas nada o pode garantir. Mais certos são os tempos castrejos, em que estes montes em volta de Mondim eram férteis em população. O aro mondinense abrange montes de impressionante relevo, a principiar pelo ondulado cerro do Monte Farinha, outrora coroado por três proeminentes castros. Aí respira-se um nítido aroma a vida pré-histórica. É nas eminências castrejas que tem de se procurar as origens do povoamento desta terra. Ali, a trezentos metros do cruzeiro de Campos, levanta-se o castro do Castroeiro, que também poderia apenas ser um género de atalaia ligada ao sistema defensivo do castro dos Palhaços, esse o centro político e militar de toda esta região.

No século II antes de Cristo, as legiões romanas sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto invadiram e conquistaram todas estas terras. Sabe-se que houve heróica resistência por parte das tribos montanhesas. No alto da Senhora da Graça poderá ter existido a célebre cidade de Cinínia, onde pontificava a belicosa tribo dos Tamecanos. Todos eles tiveram que se conformar com a imposição romana de virem povoar as partes baixas. Começava um período que se estenderia por quatro séculos. Era o tempo da romanização. As férteis terras desta freguesia íam em pouco tempo mostrar toda a sua produtividade. Tinham início as primeiras formas de organização civil e administrativa. Construíam-se estradas, que deixaram vestígios em Pedravedra, e pontes como a de Vilar de Viando, perto da vila. Foram explorados minérios e ensinada a arte de trabalhar a telha e o tijolo. Nascia a indústria de tijoleiras de Carrazedo.

Os povos germânicos que expulsaram os romanos não parece terem deixado grandes marcas em Mondim, tal como a presença mourisca. Estes continuam no centro de muitas lendas e histórias que nos falam de fabulosos tesouros e de mouras encantadas. Nada de concreto se poderá dizer quanto ao estado de Mondim durante a dominação árabe.

Nos princípios da Nacionalidade, as gentes que por aqui viviam, entregues às suas ocupações rústicas ou pastoris, não possuíam regalias que as defendessem dos usuais atropelos da “gente de algo”. D. Sancho I, a petição dos moradores, outorgou a Mondim uma carta de foral. Nos Paços do Concelho guarda-se esse documento em pergaminho. D. Manuel I concedeu-lhe foral novo em 3 de Junho de 1514. Pelo meio ficavam as Inquirições do século XIII, nas quais S. Cristóvão de Mondim aparece como pertencente à “terra” de Basto. Em 1350, aparece um testamento do conde D. Pedro, filho ilegítimo de D. Dinis, ordenando que os seus bens na vila de Mondim de Basto ficassem a sua “hóspeda” D. Teresa Anes “de Toledo”, que com ele vivia nos paços de Lalim, logo que o arcebispo de Braga estivesse pago da sua dívida. Depreende-se que os bens do conde teriam anteriormente sido dados em penhor de certos dinheiros que o arcebispo lhe emprestara. O passo do testamento é algo confuso (mais por não se conhecer na íntegra nesta disposição), mas não há dúvida significar o referido: “mando que dês que o Arcebispo de Braga for pagado e entregue das mil libras que de mim tem em penhor dos ditos dinheiros de Mondim e de seu termo assim como as eu hei, que todos fiquem e os haja a dita Dona Tareja Anes para sempre, sem encargo nenhum”. A não ser (o que não parece) que se haja dado o contrário: D. Pedro ter feito o empréstimo e ter em penhor dele os bens arquiepiscopais desta freguesia. Durante a crise dinástica subsequente à morte de D. Fernando, Nuno Álvares Pereira andou por aqui, caçando e recrutando homens para a Batalha de Aljubarrota. Tornou-o a fazer anos depois, aquando da Tomada de Ceuta. Em Novembro de 1483 foi a vez de D. João II, o Príncipe Perfeito, se deslocar a esta vila.

Por volta dos meados do século XVII vamos encontrar D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva, como donatário desta vila de Mondim. Foi agraciado com aquele título por D. João IV, depois de ter sido um dos primeiros a aclamá-lo em 1 de Dezembro de 1640. Seguidamente prestou relevantes serviços ao País durante as guerras da Restauração. Pelos inícios do século XVIII, a Câmara de Mondim, juntamente com as de Atei, Cerva e Ermelo apresentaram uma de criação de um Juiz de Fora nestes quatro concelhos. Esta criação era possível, segundo a exposição daquelas câmaras ao marquês de Marialva, porque o território era rico e tinha população suficiente para sustentar um magistrado. Foi escolhida a vila de Mondim para albergar a sede, por ser a melhor e maior povoação, local onde havia bons edifícios, comércio e uma feira todos os meses. Nessa época Mondim tinha-se já tornado o império dos curtumes, fornecendo todo o País de couro e calçado. Em 1758, na sua memória original, o pároco da freguesia de S. Cristóvão diz ter o título de vigário com uma renda anual de 350 mil réis.

O século XIX começou mal e quase que acabava de maneira ainda pior. Logo a 11 de Janeiro de 1811, no decorrer da 2.ª invasão napoleónica, uma coluna destacada do exército de Soult, saiu de Guimarães para Fafe e daí seguiu para Mondim. Aí chegada, antes de continuar para Amarante, o destacamento francês aproveitou para saquear a vila. Deram-se vários recontros e escaramuças entre os invasores e a resistência local. Pelos finais do século, a vila de Mondim perdia momentaneamente o seu estatuto de sede de concelho, por supressão do mesmo, sendo anexada como freguesia ao de Celorico de Basto. Com a restauração do concelho, em 26 de Janeiro de 1898, voltava tudo à forma inicial.


[editar] Património
A igreja matriz, totalmente modificada, apresenta da primitiva traça um portal lateral gótico. O corpo da nave é coberto por um tecto de caixotões (ao todo 75 molduras). O altar-mor enquadra um sumptuoso retábulo de talha dourada do século XVIII. Algumas peças de prata, um turíbulo e uma naveta, de oficinas do Porto, valorizam o conjunto das suas alfaias. A Capela do Senhor é um belo e pequeno templo de granito, de estrutura românica, com decoração barroca. O tecto, de madeira, é esquartelado e pintado. As molduras dos caixotões são de grande relevo. Entre as imagens conserva-se uma do século XVI.

A Casa do Eiró, edifício brasonado do século XVIII, destaca-se do casario da vila e segue o tipo comum das residências regionais da época.

IN: WIKIPEDIA

 

 

 
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Artesanato no Barroso

Nado e criado na paisagem serrana, acantonado nas fraldas dos montes ou nas margens dos arroios tributários de rios já com direito a nome no mapa, o povo barro são habituou-se, na sua história longa, a uma relação com a Natureza caldeada na luta pela sobrevivência. Ainda hoje, em muitas aldeias, o calendário que regula o trabalho continua a ser marcado, nos limites, pelo cantar do galo e o baixar do crepúsculo.
O quotidiano áspero e rude endurece os corpos e, a contraponto, solta a imaginação em devaneios ditados pela necessidade material mas, também, por imperiosa vontade criativa, coisa do espírito, manifestada num artesanato abundante e rico. Das mãos do homem barrosão nascem, assim, autênticas preciosidades de arte popular, objectos que subsistem, povoando-os, entre usos e costumes seculares, mantidos na quase totalidade das aldeias.
Ditado pelo meio ambiente e pelo trabalho, o artesanato do Barroso é essencialmente agrícola. Dos jugos, arados, socos e cestos aos carros de bois, passando pelas capas de burel - abrigo indispensável nos rigores invernosos - e pelas croças de juncos usadas pelos pastores ou, ainda, pelos labores mais delicados das rendas e bordados em linho, o artesão utiliza a sua capacidade criadora como arma importante para a construção e defesa da sua sobrevivência.

Sinais do tempo, proliferam, na vila de Montalegre e numa ou outra aldeia, centros comerciais e lojas de pronto-a-vestir, mas permanece, arreigada, a tradição de fazer em casa muito do que se precisa para agasalho do corpo ou enfeite da casa. Ainda hoje se fazem croças e não são poucos os lares onde existe um tear, a trabalhar ou parado, com urdideira. Com paciência e carinho se vão tecendo lençóis, cobertores, colchas, aventais, capas de burel e mantas de trapos. Relíquias de outros viveres, nas casas se topam os utensílios do linho e da lã, numa sucessão de nomes - como tantos outros já referidos - de sugestão lírica, a roca, o fuso, a espadela, o rilo, as canelas, o caneleiro, o maço, a dobadoura ou a cesta da meia.

A crescente e progressivamente generalizada apetência, sobretudo dos citadinos, pelos objectos rurais levou à implantação e expansão de um artesanato mais elaborado, mais artístico, desenvolvido por pessoas que a ele se entregam como passatempo e, não raro, como actividade complementar ou, mesmo, exclusivo modo de vida.


Como ocupar os tempos livres?
Lazer em Montalegre

As várias albufeiras do concelho (Pizões, Venda Nova, Paradela, Tourém e Sezelhe), ricas de espécies piscícolas como o escalo e a boga, cativam, ainda, os pescadores desportivos vindos de perto e de longe, enquanto nos rios Cávado - com um troço concessionado - e Beça o principal chamariz é a saborosa truta "de pinta vermelha".
Os veneradores de Santo Huberto beneficiam, em Montalegre, da coexistência dos regimes livre, associativo e turístico, e têm muito por onde escolher. A variedade cinegética manifesta-se, sobretudo, nos alcantis serranos do Barroso, onde proliferam o coelho e a lebre, a perdiz, a codorniz e o pato bravo. O amante da caça grossa não pode, por seu lado, queixar-se da oferta de um pequeno paraíso de animais selvagens vivendo em perfeito equilíbrio com a natureza: abundam, no Barroso geresino, o javali, o corço e as cabras "inverniças". A caça ao poderoso e esquivo javali anima, no Inverno, centenas de devotos, sendo que, às quintas-feiras, sábados e domingos se realizam batidas promovidas por mais de uma dúzia de associativas cinegéticas.

Para os menos dados aos saltos e sobressaltos, o Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma boa escolha. Nada de admirar, pois, que milhares de pessoas incidam e reincidam em visitas altamente gratificadas pelo esplendor da paisagem e pela variedade de actividades recreativas ou de lazer, com relevo para a pesca nas águas puras de rios e barragens onde saracoteiam trutas, escalos e bogas. Fazendo campismo ou não, pode o turista usufruir de espaços de apoio como o Parque de Lazer de Penedones, a Zona de Lazer de Lagoa, em São Vicente, o Parque de Lazer de Sezelhe ou o Parque de Campismo de Cabrito Sítios igualmente recomendáveis para alívio do stress ou o convívio gastronómico são o admirável espaço arborizado junto à praia fluvial do Torrão da Veiga, em Salto, e a praia fluvial da Barragem da Venda Nova.

E não ficará nada mal, para terminar, referir o complemento proporcionado, no esquema da animação nocturna, pelas adegas, bares e discotecas existentes na vila de Montalegre, em Vilar de Perdizes e em Salto.

 

 

 
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Percursos Turísticos numa Terra de Encanto


Castro de Palheiros

Esta é uma fortificação castreja tipicamente celta. Estes povos entraram na Península Ibérica no século VI a.C., trouxeram aos povos indígenas aí existentes a técnica do ferro e escolheram lugares altos para se instalar, arejados e com grande visibilidade, onde fosse mais fácil a defesa contra os seus inimigos.
São cabeços graníticos enormes, à volta dos quais os celtas construíam muralhas altas, dentro das quais edificavam habitações circulares com pequenos muros de pedra, cobertos de colmo, argila ou madeira.
Sai-se de Murça para Este, a caminho da freguesia de Palheiros, e no ponto mais alto lá está o Castro que se vê de todo o Concelho.


A Via Romana e a Ponte Velha Filipina

São muitos os vestígios da romanização portuguesa. Quando chegaram ao território da Península Ibérica, a que hoje chamamos Portugal, em finais do século III a.C., os romanos tiveram sempre uma estratégia de domínio e de comunicação. Para progredir no terreno e para que as legiões pudessem caminhar, construíram vias de acesso, calçadas e pontes, que ligavam pontos estratégicos do território. Por Murça passa a grande via romana que ligava Astorga à foz do rio Douro, atravessando o rio Tinhela e que depois da ponte que aí construíram, se divide a caminho de Braga ou a caminho do vale duriense.


Porca de Murça

A “Porca de Murça” é, provavelmente, dos mais antigos vestígios da cultura indígena e castreja. É, aliás, um porco de cobrição, ou Berrão, em tamanho natural, a estátua zoomórfica que encontramos no largo principal de Murça. Terá vindo de outro local do concelho, um castro, onde draganos e zoelae, povos pré-celticos, se instalaram. Era normal a existência destas estátuas rudes, simbolizando machos adorados como divindades capazes de proteger e manter a fertilidade da espécie, cuja celebração se fazia no masculino. Existem algumas dezenas de Berrões em Portugal e Espanha, e onde existem geram lendas e transformam-se em ex-libris das terras e orgulho da cultura popular.


Monumentos da Vila de Murça

O edifício dos Paços do Concelho é um solar do século XVII, com dois pisos e janelas de sacada no primeiro andar, cujo telhado é interrompido por um arco contracurvado, ao centro. Ocupa toda a ala Norte da Praça 5 de Outubro – a Praça Velha – onde estão os símbolos da autonomia, do poder, e dos afectos, onde se percebe o convívio dos moradores e a visita afectiva dos emigrantes, que fazem da “Praça Velha” uma âncora para fundear as saudades.
Ainda edifício da Câmara Municipal, é o antigo Mosteiro das freiras beneditinas, cuja origem e acção social marcou profundamente a vila de Murça.
O Pelourinho de Murça é do século XVI, manuelino, portanto, e não está por acaso na Praça do Município, olhos nos olhos com a casa da Câmara. Este marco de pedra, com base, fuste e capitel, significava o poder e a autonomia do povo sobre o território do concelho – uma espécie de brasão do povo e símbolo de liberdade.
A Igreja Matriz de Murça é uma antiga capela de Nª Sª da Assunção. Embora não se saiba a data da sua edificação, foi a escolhida no século XVII para substituir a velha igreja de Santiago, dos arredores da vila, por esta ter deixado de reunir condições para ser a matriz da paróquia de então.
Numa das ruas antigas de Murça, onde as sombras dos edifícios ainda se cumprimentam no empedrado, a Capela da Misericórdia impõe-nos o respeito pelo tempo. Carregada de história e de monumentalidade, lá está a velha capela onde excepcionalmente impera Nª Sª da Conceição, que nos cumprimenta do seu nicho, no frontispício do século XVII, onde se percebe uma decoração de transição, ao gosto do proto-barroco – pares de colunas pseudo-salomónicas e pilastras decorada com elementos vários da vegetação vitícola e campestre, encimadas por capitéis de anjos alados. Embora gasta pelos séculos, mantém indeléveis as mensagens, especialmente a que se lê no eixo da frontaria – “ Como é terrível este lugar: esta é a casa de Deus e a porta do Céu!”

A "Porca de Murça"
“Segundo a lenda, era no século VIII esta povoação e seu termo assolados por grande quantidade de ursos e javalis. Os senhores da Vila, secundados pelo povo, fizeram tantas montarias, que extinguiram tão danina fera ou a escorraçaram para muito longe. Entre esta multidão de quadrúpedes, havia uma porca (ursa) que se tinha tornado o terror dos povos, pela sua monstruosa corpulência, pela sua ferocidade, e por ser tão matreira, que nunca poderia ter sido morta por caçadores.(...)"


in http://www.municipiodemurca.web.pt/

 

 

 
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Concelho de Peso da Régua

Peso da Régua desde sempre deu a conhecer ao Mundo a grandeza dos homens que a criaram. O sacrifício, a coragem e a paixão de um povo que esculpiu, com mestria, um berço de prodigiosa beleza.

Chamar o País e o Mundo à razão para que lugares como Peso da Régua deixem de ser esquecidos no espaço e no tempo é um desafio. Ganharão com isso todos os reguenses e todos os que visitam Peso da Régua, querendo admirar e tocar de perto uma paisagem e uma realidade que enchem a alma.

Razões acrescidas terão sobretudo todos aqueles que, dispensando o roteiro das nossas palavras, se disponham a fazer sua a nossa casa e nela se encontram, num comum encontro da vida.

À descoberta dos mistérios do Vinho do Porto

Nasce do reconhecimento nacional e internacional do valor e da qualidade incomparável do vinho generoso, caracterizado como um fiel reflexo da nossa cultura e da nossa personalidade como um povo. Uma história viva que queremos partilhar com todos, uma história que pretende revelar os aspectos mais envolventes da forma como nos relacionamos uns com os outros, com as coisas e com o nosso vinho.

Pressentimos que o melhor caminho é sempre em frente e que devagar se vai ao longe. Mas calma, que o vinho ensina-nos a lição de arranjar tempo para o apreciarmos. Um porto velho ensina-nos o exercício da paciência. “O meu amado é para mim como um cacho de Chipre, que se acha nas vinhas de Engade. A figueira começou a dar os primeiros figos; as vinhas estando em flor, lançaram o seu cheiro. Levanta-te, amiga minha, formosa minha e vem”. Apaixonados, como no Bíblico “Cântico dos Cânticos”. Vivos. Como os melhores vinhos generoso, sol engarrafado. Que nos acendem as luzes da alma em tempos desesperançados e noites de invernia. Verta-se de uma faiscante garrafa de cristal um vinho generoso antigo.

Como os melhores e mais antigos vinhos que retêm e revelam os segredos da terra. Da Mãe – Natureza: Terra e Sol. Mais a alquimia que há no tempo que passa e no génio humano, que transforma uvas em requintada tradição. Filho da terra e do sol, o vinho educa-nos o gosto, liberta-nos o espírito, ilumina-nos a inteligência. O respeito pelo tempo que devemos dar ao tempo é uma das lições do vinho. “Numa velha garrafa há mais de mil anos de História”. O tempo precisa de tempo para se apropriar da maravilha do olhar e do gosto.

A região do Douro recebeu a sua primeira demarcação em 1756, pelas mãos do Marquês de Pombal, adquirindo ao longo dos anos um lugar de destaque entre as regiões. Considerada como uma das mais grandiosas e belas paisagens vinhateiras do mundo, o Douro apresenta-se como um anfiteatro gigante de xistos e videiras, uma das mais prolifícas regiões produtoras de vinhos em Portugal. Num tal cenário moldado à força do trabalho humano, só poderia nascer um dos melhores e mais fascinantes vinhos de toda a terra.

O Vinho do Porto nos anais da história

O Vinho do Porto foi bebido durante a batalha de Trafalgar e saboreado por Nelson; levado pelo General Soult, foi bebido por Napoleão e Josefina, no palácio de Malmaison; foi bebido por Wellington antes de começar a batalha de Waterloo e no fim para festejar tão importante vitória; era muito apreciado por Catarina da Rússia na sua corte. Da Casa do Canto, na freguesia da Cumieira, foi engarrafado um vinho da pipa da Meca, nome esse de uma criada que sorrateiramente o ia beber, para as comemorações da prisão do Régulo Gungunhana; Gago Coutinho e Sacadura Cabral, na sua viagem heróica de avião para o Brasil, levavam na sua bagagem uma preciosa garrafa deste néctar; na Conferência dos Quatro em Munique, onde se encontraram Chamberlain, Daladier, Hitler e Mussolini, também se bebeu; Winston Churchill bebia-o regularmente; o famosíssimo vinho do Porto é o único servido pessoalmente pelos membros da família real inglesa e sempre pelo lado esquerdo... pelo lado do coração.


Património Edificado

É na cidade do Peso da Régua que encontramos os edifícios de instituições que foram determinantes para desenvolvimento do concelho e da região. São exemplo, o edifício da Companhia Geral da Agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro, fundada em 31 de Agosto de 1756 por Marquês de Pombal, cuja função primordial foi a demarcação das vinhas que poderiam produzir vinho do Porto, fazendo nascer a primeira região demarcada do mundo: a Região Demarcada do Douro; e a Casa do Douro criada em 1932 como entidade reguladora dos vinhos da região e que, no seu interior, podemos admirar um tríptico de vitrais da autoria do mestre Lino António que retratam a labuta diária da vinha na região duriense.
Do vasto e diversificado património do concelho, recomendamos-lhe a visita à Estação Arqueológica da Fonte do Milho (Canelas) testemunho da presença romana na região e classificado como monumento nacional pelo IPPAR; o Cemitério Paleocristão (Galafura) com sete campas cavadas em xisto, provavelmente dos séculos VII/VIII; o Santuário da Nossa Senhora das Candeias (Canelas); e admire a Cruz Santa de Poiares, uma cruz de Malta, em pau-santo revestida de ornatos com lâminas de prata com várias figuras do século XIII.

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Parque Ambiental de Ribeira de Pena

   O Parque Ambiental de Ribeira de Pena, localizado no lugar do Bucheiro, à entrada da vila, vem no seguimento de uma estratégia do Município centrada na preservação, promoção e divulgação dos recursos naturais e ambientais do concelho, tentando fazer de Ribeira de Pena uma referência no panorama do Turismo de Natureza. Nos 18 hectares do parque podemos encontrar várias espécies de fauna e flora, devidamente identificados, zonas arbóreas de espécies autóctones (pinheiro bravo, carvalho, vidoeiro, choupo, freixo, castanheiro, entre outras), dois centros de interpretação e uma oficina ambiental. Este parque, único no distrito de Vila Real, põe ainda à disposição do visitante uma área com plantas aromáticas e medicinais de várias espécies, que oportunamente serão secas, higienizadas e embaladas de forma adequada e postas à disposição do público, que as poderá adquirir a preço simbólico.
    A cultura do linho, tão característica do concelho de Ribeira de Pena e que leva à realização de um grande certame anual, também assume lugar de destaque no espaço do parque, tendo uma área destinada ao seu cultivo e passível de ser visitada.
    Irão ainda ser criados vários circuitos pedonais e equestres, estes últimos realizados com animais da raça Garrano, espécie típica do Minho e das zonas mais elevadas do Vale do Tâmega. Poderão ainda ser observadas várias réplicas de elementos patrimoniais do concelho como a ponte de arame e um moinho. Este último, movido a água, e irá dar origem à criação de um circuito ligado ao ciclo do pão.
    A par das suas valências turísticas, este projecto apresenta uma grande componente pedagógica pelo que é objectivo do Município a sua dinamização junto das comunidades escolares.


Turismo - Percursos Pedestres

No actual contexto da procura de actividades que englobem a natureza, cultura, exercício físico e lazer, o concelho de Ribeira de Pena oferece um conjunto de Percursos Pedestres peculiares. Pela riqueza paisagística e pelo conjunto de edifícios arquitectónicos carregados de história, uma das melhores formas de conhecer o concelho é por meio desta actividade. Aliando o exercício físico ao conhecimento ambiental e cultural, os percursos do “Caminho do Abade” e de “Levada de Santo Aleixo” permitem ao caminheiro a visita a notáveis pontos de interesse, que de outra forma, passariam despercebidos.

O “Caminho do Abade”, mediante opção, pode começar na Igreja Matriz de Santo Aleixo de Além Tâmega ou na Igreja Matriz de Ribeira de Pena (Igreja do Salvador). Ao longo deste percurso passamos por locais emblemáticos e carregados de história tais como, o Lugar da Sobreira, percorrendo a Rua Camilo Castelo Branco e o antigo caminho de Friúme muitas vezes calcorreado pelo escritor quando ali vivia em meados do século XIX. Em Friúme, um dos locais de paragem obrigatória para contemplação da paisagem é a “Ilha dos Amores”, local que sempre fez jus ao nome! Ao percorrer a margem do Rio Tâmega salta-nos à vista uma azenha em ruínas, testemunho dos afazeres agrícolas ligados ao cultivo do milho. No seguimento do nosso percurso passamos por um dos monumentos de maior interesse do concelho de Ribeira de Pena, a Ponte de Arame que atravessa o Rio Tâmega e que foi mandada construír pelo Padre Albino Afonso para permitir a ligação mais eficaz entre a Ribeira e Santo Aleixo. É uma ponte suspensa, engenhosamente construída, que lhe confere a particularidade de ser um monumento viário muito importante que manteve as funções de ligação entre a ribeira e Santo Aleixo até ao ano de 1963. Depois de a atravessarmos e seguindo o caminho à nossa frente passamos pelo solar da Aldeia e o da Fecha, encerrando o percurso em plana aldeia de Santo Aleixo.

O caminho da “Levada de Stº Aleixo” encontra o seu nome associado à existência de um conjunto de levadas distribuídas pelo concelho, sendo que esta é a mais recente e a que apresenta maior calibre e extensão. A construção destes canais de regadio encontra-se associada ao cultivo do milho, muito exigente em termos de regadio. È um percurso que se caracteriza pela imponência de paisagens fabulosas como o Vale Escuro, o Vale do rio Beça e do rio Tâmega, as encostas montanhosas dos concelhos de Cabeceiras de Basto, Boticas e do próprio concelho de Ribeira de Pena e ao fundo o Alvão. Este percurso tem início no núcleo de moinhos da Santo Aleixo de Além-Tâmega e a par do património natural apresenta-nos igualmente um vasto conjunto de edifícios de valor arquitectónico inestimável como é o caso de solares, casas antigas de traça tradicional (muitas delas valores representativos de uma vida e trabalho rural) como é visível ao longo do caminho do Vale da Lança e no lugar de Serrado.

Actualmente, é também realizado o “Percurso pelo Rio Póio”que tem início em Cabriz e como principais pontos de interesse a Foz da Ribeira da Vinha, a fascinante cascata “CAI D’AlTO”, o Poço do Inferno e o Poço Escuro. É um percurso fascinante para quem gosta de verdadeiros desafios uma vez que, o nível de dificuldade é bastante elevado.

 

 
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Alto Douro Vinhateiro - Património Mundial da UNESCO

«O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a acção ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta.»
Instituto Português do Património Arquitectónico
Admite-se que a vinha tenha chegado ao território actualmente português por volta de 500 a. C., anteriormente à romanização da Península Ibérica. Os fenícios terão penetrado nos rios Guadiana e Sado e atingido o estuário do Tejo em 600 a.C., pelo que não será abusivo aceitar terem sido eles quem proporcionou o primeiro contacto com o vinho aos povos que aí habitavam.
A cultura da vinha foi alvo de um grande incremento na península Ibérica durante o domínio romano, o que levou o imperador Domiciano (séc. I a. C.) a ordenar o arranque de metade dos vinhedos existentes, como forma de protecção aos vinhos de Roma.
Suevos, Visigodos e Muçulmanos ocuparam sucessivamente a Península após os Romanos. A vinha perpassa por todos estes reinados e atinge com alguma importância económica no dealbar da nossa nacionalidade.

A importância da cultura do vinho no início da nossa nacionalidade (1143) era acentuada na região e evidenciou-se esta certeza através dos inúmeros forais concedidos no decorrer dos tempos a várias vilas situadas nas margens do rio Douro, onde é referida a obrigatoriedade dos habitantes pagarem uma contribuição em vinho.

A partir do século XIV há notícias seguras da exportação de vinho. D. Fernando (1367) obtém as principais receitas para os cofres do Estado através dos impostos sobre a sua exportação. Dada a fama do vinho português, as exportações começaram a surgir e a serem muito importantes para a época. Eram feitas principalmente para França.

Os ingleses têm um papel preponderante no nosso comércio de vinhos a partir do século XVI, exportando de Caminha. No século seguinte, instalam-se no Porto para exportarem através da barra do Douro os vinhos de Lamego, de Riba Douro e de Cima Douro como eram então designados os vinhos oriundos do Douro. Em 1675, Ribeiro de Macedo refere-se a vinhos com denominação de Vinho do Porto e passados 3 anos há registo alfandegário da primeira exportação desse vinho pela barra do Douro.

A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, surge em 1756, justificada pela concorrência na Inglaterra dos vinhos de outras regiões portuguesas, pelo desenvolvimento do comércio vinícola com as colónias (Brasil em especial), o que estimulava intensamente a cultura da vinha na metrópole, pela crise de produção de 1750-1755, pela preocupação de arrancar os vinhos do Douro ao controle dos mercadores ingleses e pela defesa da integridade dos seus dotes como bebida.
« […] Têm concordado entre si formarem uma Companhia, que sustentando competentemente a cultura das vinhas conserve ao mesmo tempo as produções delas na sua pureza natural.»

Eram objectivos da Companhia a definição de limites de uma região vitícola (Região Demarcada), a realização de um cadastro e a classificação das parcelas e dos respectivos vinhos (vinho de feitoria e vinho de ramo) e a criação de mecanismos institucionais de controlo e certificação, apoiados num vasto edifício legislativo.
Foi feito um desenho da região onde foram assinalados os limites das zonas autorizadas a produzir vinho de feitoria (o de melhor qualidade que servia para exportação). Estava desta forma demarcada a primeira região vitícola do Mundo. Muitos países, nomeadamente do centro da Europa, reclamam a existência de zonas perfeitamente identificadas como sendo produtoras de vinhos com características especiais. A reclamação poderá ser justa, mas a primeira demarcação, que incluía uma classificação das parcelas de vinha e uma hierarquização dos vinhos produzidos foi feita, de facto, no Douro.



O sector do vinho do Porto conheceu, nos últimos vinte anos, mudanças significativas. Surgiram novas formas de organização da vinha. Na fase de prosperidade dos anos oitenta, verificou-se um novo movimento de expansão do vinhedo, com particular incidência no Cima Corgo e no Douro Superior.
O oídio, a filoxera e o míldio, deram origem a uma completa reorganização fundiária no Douro. O facto de a filoxera ter destruído os vinhedos franceses antes dos portugueses fez com que os nossos vinhos (os do Douro e de outras regiões do país) não tivessem dificuldades em encontrar comprador. Tanta gente a querer comprar e o vinho de qualidade a rarear teve como consequência a adulteração do produto, a mistura de vinhos do Sul vendidos como vinhos do Porto, a utilização de álcool em vez de aguardente. Ao chegar aos finais do século XIX, as exportações estão a níveis elevadíssimos, aproximando-se das 100 mil pipas.
As grandes mudanças vão dar-se a nível social e na relação entre os grupos sociais e a terra. É que, a partir da filoxera e do enorme abandono que se vai verificar em seguida, tornou-se claro que havia novos grupos com poder económico para fazerem investimentos no Douro. Várias quintas mudam então de mão, há novas plantações a serem feitas e há novos interesses no Douro. Muitas firmas anteriormente ligadas à exportação começam a investir em propriedades no Douro e a burguesia portuense começa a interessar-se pelas vinhas durienses.
A própria região alarga-se: com a navegabilidade do Douro até à fronteira e com a chegada do caminho-de-ferro até ao Douro Superior, esta zona passa, por direito próprio, a ser produtora de vinhos cada vez mais reconhecidos.
O uso do bacelo americano implica também uma reformulação das técnicas de plantio da vinha e, desta forma, toda a paisagem sai renovada da crise. O efeito destas pragas fez-se também sentir ao nível das práticas culturais. A partir de então tornaram-se obrigatórios os tratamentos contra o míldio e o oídio, o que se mantém até hoje, e a necessidade de usar um bacelo obrigou, desde então, a que a enxertia fosse prática corrente, o que também acabou por implicar alguma selecção das castas a enxertar.

Os efeitos da crise filoxérica, agravados pelas falsificações e pelas dificuldades comerciais, conduzirão ao regresso ao proteccionismo. Logo em 1886, o governo retomava medidas de protecção da qualidade da marca, decretando o controlo dos stocks e das exportações de vinho do Porto, mas os negociantes reagiram, defendendo que lhes cabia o direito de definir os tipos de Porto de acordo com as indicações do mercado. Os lavradores do Douro, por seu turno, opondo-se aos interesses dos negociantes exportadores do Porto e dos viticultores de outras regiões, em especial do Sul, reivindicavam a exclusividade da marca Porto para os vinhos do Alto Douro, a restauração do exclusivo de exportação pela barra do Douro e uma nova demarcação.

Ao longo do século XIX, reforçara-se o domínio do sector comercial sobre o sector agrícola, acentuando-se a dependência da região do Douro face ao Porto. Tal situação de dependência justificava a posição do comércio exportador de requerer o exclusivo da denominação Porto para os vinhos fabricados em Gaia. Num documento de 1906, a Associação Comercial do Porto considerava que a posse e o direito de uso da denominação «Porto» cabiam «exclusivamente» à «indústria vinícola que se exerce em Vila Nova de Gaia, e que espalha e valoriza o seu produto por intermédio do comércio e do porto desta cidade, sendo por isso e só por isso, - que se chama “vinho do Porto”», pertencendo à região duriense apenas a denominação dos vinhos correntes «Douro».

O sector do vinho do Porto conheceu, nos últimos vinte anos, mudanças significativas. Surgiram novas formas de organização da vinha. Na fase de prosperidade dos anos oitenta, verificou-se um novo movimento de expansão do vinhedo, com particular incidência no Cima Corgo e no Douro Superior. Modernizaram-se, onde foi possível, as práticas vitícolas e as técnicas de vinificação. A cultura enológica regional, pode dizer-se, passou da fase empírica à fase científica, para o que contribuiu a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 

 

 

 
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Concelho de Santa Marta de Penaguião

A Concha Vinhateira

Quando subimos do rio para Norte, ou descemos das Serras para Sul, passamos sempre a fronteira entre o xisto e o granito, mas vamos sempre ao encontro dos montes e dos planaltos que desenham as bacias do Douro e dos seus afluentes. Aí, a pele da montanha de xisto é feita de cepas, nuas ou cobertas de parras e uvas, dando à paisagem a capacidade de ao longo do ano se comportar como camaleão gigante, mudando de cor em cada estação. Aqui e ali, lá estão os aglomerados de telha vã cobrindo casinhas de cal onde a vida se resguarda e assinala com sinais de fumo, ou, templos de fé que ao domingo se enchem de corpos cansados de trabalho sem horas. São os oásis onde nascem, vivem e morrem os artífices do bordado duriense – os homens e as mulheres que desafiam a dureza da pedra para lhe extrair a ambrósia dos deuses – o vinho fino do Douro, a que o mundo chama “Vinho do Porto”.

Por dentro de cada um destes “Lobrigus” de vida há inimagináveis relicários de história e beleza – Santa Marta de Penaguião é um desses paraísos, abraçada por duas serras e dois rios que a transformam na mais bonita concha duriense.

O que Ver
Neste espaço apresentamos o que pode visitar no Concelho de Santa Marta de Penaguião, desde o Património Classificado passando pelos principais Monumentos e Locais de Interesse no Concelho. Tem a possibilidade de conhecer alguns dos Miradouros, de onde se pode obter uma vista ampla e belíssima de todo o Concelho e Região.

Pode também conhecer e visitar o “Forno Cerâmico e Romano”, que é um outro grande monumento com dois mil anos e da qual as pessoas muito se orgulham. Bem como os Moinhos que fizeram parte da paisagem (humanizada) do Concelho, da sua história, e do seu património construído. Na sua visita tem a possibilidade ainda de conhecer as Quintas e Casas de Quintas que se podem encontrar por todo o Concelho. Não esquecendo da mais conhecida Praia de Fornelos que é um belíssimo espaço de lazer e de agradável frescura.

Por fim, pode passar pelas Caves Santa Marta que são uma autêntica referência na história, na produção e na economia da Região do Douro.

 

 

 

 
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Concelho de São João da Pesqueira
HISTORIA DO CONCELHO

O Topónimo do Concelho derivou, certamente, da importante "pesqueira" no rio Douro, à qual fazem alusão documentos antigos.

O povoamento deste território remonta a tempos ancestrais tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos visíveis nos diversos castros e castelos (Castro de Paredes da Beira, Castelo Velho, Castelos da Chã, de Reboredo, da Fraga de Alcaria, de Chã de Trovisco, Castelo Alto, Castelinho, Castelos de Gramejo, da Senhora do Monte, da Cocheira, Monteiras, da Sra. Do Viso e do Vento).

No período alto da Idade Média, a Vila era acastelada, devendo-se um dos primeiros repovoamentos a Afonso III das Astúrias, que conquistou a fortaleza aos mouros.
O primeiro Foral que S. João da Pesqueira recebeu remonta ao reinado de Fernando "O Magno", entre 1055 e 1065, sendo, desta forma, um dos mais antigos do país. Posteriormente, outros monarcas concederam forais ou confirmações, nomeadamente D. Afonso Henriques ainda Infante, em 1110, D. Sancho I em 1198, D. Fernando em 1376 e aquando da reorganização dos municípios empreendida por D. Manuel I, no ano de 1510.

Sabe-se que a poderosa linhagem de D. Pedro Ramires, rico-homem de Ribadouro, deteve terras nesta região, tendo o couto de S. Pedro de águias ultrapassado os limites do actual Concelho.
Soutelo do Douro, Várzea de Trevões, Paredes da Beira, Trevões, Valongo dos Azeites e Ervedosa do Douro foram, outrora, "Villas" e terras importantes do " Julgado de Sanhoane de Pescarias", apesar de Paredes e Trevões terem sido julgados próprios.

Pela sua localização geográfica e pela sua história, o Concelho de S. João da Pesqueira é detentor de um vasto, diversificado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos.


Património Construído

Paço Episcopal

O Paço Episcopal, erigido em 1777, pelo Bispo D. Manuel Vasconcelos Pereira, é um edifício vasto, de grandiosas janelas e salas, com as armas dos Vasconcelos na fachada.(Freguesia: Trevões)

Fraga d’aia e Dólmen de Areita
A Estação Arqueológica da Fraga d'Aia (pinturas rupestres), e o Dólmen de Areita (nas proximidades), com outros vestígios visíveis ao redor da antiquíssima povoação, são a prova dessa ocupação. Este Dólmen corresponde a um dos maiores monumentos do género existentes na Beira Alta, sendo composto por uma câmara poligonal, de sete esteios, e corredor de acesso de médias dimensões. (Freguesia: Paredes da Beira)

Palácio de Sidrô
A Quinta apalaçada de Cidrô (ou Sidrô) pertenceu a Luís de Soveral Vassalo e Sousa, avô do Marquês de Soveral. O Marquês nasceu na Quinta mas o actual palácio é construção característica da segunda metade do século XIX. O Rei D. Manuel II (e certamente seu pai, D. Carlos) algumas vezes convidado de honra do influente e prestigiado Marquês, gostava de passar aqui a época das vindimas com a embaixada real. As recepções aparatosas com bailes de gala e lautos banquetes, faziam-se na Casa do Cabo. (Freguesia: S. João da Pesqueira)

Igreja Paroquial de S. Bartolomeu
A Igreja Paroquial, de boa talha dourada do período barroco, é notável pela antiguidade, e acredita-se em local de mesquita mourisca. A raiz do valioso templo é, seguramente, românica, embora tenha sofrido sucessivas reconstruções. (Freguesia: Paredes da Beira)



(entre outras propostas)

 

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Concelho de Tabuaço

A principal riqueza turística de Tabuaço são, sem dúvida, as suas variadas e sugestivas paisagens, que a Natureza resolveu privilegiar. Região ainda pouco explorada a este nível, possui muitos atractivos que proporcionam uma visita muito interessante aos turistas.

A criação de estabelecimentos hoteleiros de qualidade, de piscinas e praias fluviais, de parques de campismo, de casas de espectáculos e de calendários de animação cultural ao longo do ano, particularmente no Verão.

O desenvolvimento do turismo de habitação é um dos maiores trunfos de que Tabuaço dispõe, já que possui uma grande variedade de solares e casas senhoriais.

De particular interesse são os monumentos e vestígios romanos que, por toda a parte, se encontram em grande quantidade e qualidade, a culinária tradicional e os esplêndidos vinhos, o artesanato, as festas, feiras e romarias e as emoções da caça e da pesca.

Património

Esta terra, velha de séculos, está repleta de motivos de interesse. Por todo o concelho, há vestígios arqueológicos riquíssimos. Comprovados pelas ruínas que se mantiveram no tempo, estão os povoados fortificados de Longa, Sabroso, Quinta dos Pinheiros, da Senhora do Calfão, e de S. Mamede. Na Porqueira e no Cabeço de S. João, há abrigos pré-históricos e, em S. Domingos, há um dólmen. Da Pré-História, restam-nos ainda o santuário rupestre do Cabeço das Pombas, as pinturas rupestres do Lugar do Calvário, a figura zoomórfica da Pedra do Cavalo, em Paradela, ou a Estátua-menir do Alto da Escrita, descoberta em Vale de Figueira e que é agora a peça principal da exposição permanente de arqueologia concelhia patente na Galeria Municipal de Turismo de Tabuaço. Não devemos esquecer o recém-descoberto Menir da Chã, em Longa, ou uma cabeça granítica de guerreiro, em Vale de Figueira.


Do período de ocupação romana, existem também muitos vestígios, como o altar de S. João, a via romana de Vale de Vila / Sendim, entre outras que atravessam, agora apenas em pequenos troços, o concelho de Tabuaço. Refiram-se, também, as necrópoles de Passo Frio e de Sendim, o santuário de Santa Maria do Sabroso e de São Pedro das Águias e os sarcófagos de S. Pedro das Águias, de Arcos e da Seara. Curiosamente, encontram-se lagares de vinho e de azeite, escavados na rocha, em Arcos, na Eira do Monte, em Fontelo, na Quinta de S. Martinho e em muitos outros locais do concelho.


Em termos arquitectónicos, o tempo conservou muitos monumentos fascinantes e valiosos. As igrejas, muitas, com origens românicas na sua maioria, são ricas. Como exemplos, temos as Igrejas Românicas de S. Pedro das Águias, de Barcos e de Nossa Senhora do Sabroso. Há muitos pelourinhos importantes como os de Arcos, Granja do Tedo, Sendim ou Valença do Douro. As pontes romanas e românicas foram, na sua maioria, destruídas, mas ainda podemos ver alguns exemplares, entretanto reconstruídos, em Granja do Tedo, Távora e Santa Leocádia. Há muitas casas solarengas, com brasão, desde o majestoso e proficuamente decorado solar até ao singelo palacete, sóbrio mas altivo.


Mas, talvez a maior riqueza patrimonial de Tabuaço seja o seu património natural. Paisagem sem igual, forte nos seus contrastes entre a serra e o vale, entre os tons de verde e amarelo da vinha e os azuis da água e do céu, as encostas de vinhedos e socalcos a perder de vista ou as amendoeiras em flor, no início da Primavera, saúdam e fazem as maravilhas dos locais e dos visitantes.

 

 

 
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Concelho de Torre de Moncorvo

Artesanato

Olaria

De "Oleirinhos" se terá formado o nome de Larinho, mas foram os oleiros do Felgar que mais se distinguiram no trabalho do barro vermelho da região fabricando utensílios domésticos ou peças decorativas .

Cera e Velas
Em Felgueiras, no Lagar Comunitário fabricam-se anualmente mais de 2000 Kg de cera em "pães" de 30 Kg cada um. O Fabrico de velas é igualmente importante, em termos de economia paroquial.

Tapetes de Urros
Na freguesia de Urros, mãos habilidosas de mulheres do povo tecem os apreciados tapetes e carpetes, em pura lã de ovelha, de corres garridas e com desenhos de inspiração espontânea de quem os tece.

Cestaria
A industria artesanal da cestaria, fixou-se em Carviçais, onde é admirada pelas técnicas que são usadas e que se evidenciam não só pela perfeição da obra, mas também pela rapidez



Gastronomia


Os Pratos típicos desta região são semelhantes aos de outros concelhos transmontanos, entre os quais, a bola de carne ou a caldeirada de feijão frade.

Não foi nesta área que Torre de Moncorvo se destacou, mas com a sua doçaria regional, conhecida alem fronteiras, principalmente a afamada amêndoa coberta.

A amêndoa coberta apresenta-se no mercado em três tipos:
- à Bicuda branca (só açúcar)
- à Morena (açúcar com chocolate ou canela ou só chocolate)
- à Peladinha (o grão é coberto de uma camada muito fina de açúcar)

Existe, ainda, uma qualidade "Amara", amarga que, dizem os entendidos, é óptima para fazer desaparecer, quase instantaneamente, a acção de uns "copitos a mais".

Recorde-se que este fruto possui um grande valor medicinal (sedativo e purgativo) sobre dores de estômago e azia, acção esta reforçada pelo açúcar.

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Concelho de Valpaços

Percursos Pedestres - Vias Augustas XVII

O percurso pedestre “ Vias Augustas XVII”, está inserido no trajecto das Vias Augustas XVII, a rota romana tem uma extensão de 800 km e abrange um total de 18 cidades (Portugal e Espanha). A via Augusta XVII foi integrada numa grande Rota de Percursos Pedestres, sob o número 117, tendo por objectivo a promoção do património natural e cultural dos municípios envolvidos, contribuindo desta forma para o incremento do Desporto e Turismo de Natureza e por consequência o desenvolvimento das comunidades rurais.
O troço que percorre o concelho de Valpaços tem uma extensão de 19 km e atravessa as freguesias de Friões (Mosteiró de Cima e Barracão), Ervões (Sá), Vilarandelo (Vilarandelo), Valpaços (Lagoas) e Possacos (Possacos).
O percurso está repleto de história, despertando um sentimento de regresso ao passado, onde as calçadas e pontes romanas nos convidam á evasão. A paisagem compartimentada entre espaços agrícolas e pequenas matas reflecte a elevada biodiversidade de fauna e flora, onde é possível observar, e sobretudo ouvir, uma elevada diversidade de espécies. A aguarela de cores da paisagem está presente ao longo de todo o ano, sendo um espaço com um cenário de natureza ímpar.

Ficha Técnica do Percurso Pedestre das Vias Augustas
Tipo de percurso: Grande Rota por núcleos rurais
Distância a percorrer: 19654 m
Duração do percurso: Aproximadamente 6 horas
Nível de Dificuldade: Médio
Desníveis: Mediamente acentuados
Altimetria: Ponto mais alto – 808 m
Ponto mais baixo – 330 m
Especificidades: O percurso pedestre está homologado de acordo com as normas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. É portanto um percurso pedestre sinalizado permitindo orientação ao longo de todo o troço.

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Concelho de Vila Flor

Turismo

Declarado imóvel de interesse público, que solicitará o interesse de qualquer visitante, é a famosa Fonte Romana, antiga Fonte do poço. É uma fonte quinhentista, com quatro pilares e seis colunas jónicas que suportam uma cúpula de tijolo.

Por ordem de D. Dinis é edificada, por altura da criação da vila, em seu redor uma cinta de muralhas com cinco portas em arco, restando apenas uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis, sendo hoje um dos símbolos de Vila Flor, tendo sido construída, às portas da freguesia, uma estátua em homenagem ao mesmo Rei.

A Rua Nova é uma das ruas mais antigas de Vila Flor, situando-se nas imediações do Arco de D. Dinis. Foi em tempos habitada pelos judeus, onde desenvolviam os seus negócios. Perto da Rua Nova, encontra-se a Rua do Saco, também muito antiga, onde podem ver-se algumas casas tradicionais. Ambas foram alvo de intervenção recente, quer a nível de iluminação quer do pavimento.

A Biblioteca e o Museu Municipal completam este bem, que é a cultura. Trata-se de um exemplar raro de habitação senhorial, actualmente transformado em Museu Municipal, é o Solar dos Aguillares, primeiros donatários de Vila Flor, do século XII/XIV, com as Armas Reais na fachada principal e a Flor de Lis na fachada poente. Este museu, nascido da paixão de Raul de Sá Correia por tudo o que dizia respeito à sua terra, é justo orgulho de Vila Flor e até do distrito, estamos em crer, pelas suas colecções de pintura, de arqueologia e etnografia, artesanato africano, arte sacra, numismática e medalhística. Já lá esteve instalada a câmara municipal, a repartição de finanças e o posto da guarda, sem nunca ter perdido a traça inicial. O seu recheio, oferta dos vilaflorenses ao longo dos anos, é hoje património do povo local, para que se mantenha vivo o seu "ontem", e as gerações vindouras saibam que Vila Flor tem um passado que é necessário preservar.

A Igreja Matriz, dedicada a S. Bartolomeu - o padroeiro - foi edificada em substituição de uma anterior que em 1708 foi demolida, é essencialmente barroca, sendo os altares colaterais em talha dourado século XVII, trazidos da Falperra, em Braga. Possui um painel de Manuel de Moura, pintor vilaflorense do século XIX. No seu interior sobressai a Capela da Senhora da Piedade, onde estão sepultados os Condes de Sampaio - donatários de Vila Flor após D. João I - com o respectivo brasão, existem ainda peças de valor incalculável, algumas delas expostas já no Vaticano. Com "uma frontaria muito elegante e bem ornamentada", a igreja é, no seu conjunto, "uma das mais sumptuosas do distrito".

A Igreja da Misericórdia situa-se no Largo do Rossio. No local onde existe agora esta igreja parece ter existido, quase desde o tempo da fundação da vila, uma capela, construída não se sabe ao certo quando. Sabe-se que essa capela ruiu, tendo sido reconstruída e tendo ruído de novo em 1882. Ao que parece, em tempos antigos, os terrenos em que as sucessivas construções assentaram tinham demasiada água, tornando-se pouco estáveis. Presentemente, com a proliferação de furos para captação, essa característica terá desaparecido. Reconstruída e ampliada em 1895, tem recebido benfeitorias várias e serve o culto religioso do Concelho.

Perto do centro histórico da freguesia, encontra-se o Largo do Rossio, onde podem ver-se alguns solares brasonados, a Igreja da Misericórdia e ainda o poço no centro da praça, que data de 1861 e, depois de alguns anos “escondido” foi recolocado em 1999, dado que o espaço teve obras de remodelação.

Casa de família de Raúl Sá Correia, é considerado o melhor solar joanino do concelho de Vila Flor e um dos mais belos do distrito. É uma joia arquitectónica do Séc. XVIII, que embeleza todo o núcleo histórico, onde se insere.

O edifício da Câmara Municipal, construído por volta de 1940, situa-se na Av. Marechal Carmona, avenida principal da vila. Neste local pode ver-se o Centro Cultural, diversas esplanadas e é ainda um local onde muitos vilaflorenses passeiam, especialmente nas agradáveis noites de verão.

Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço.

No que concerne à cultura, é de assinalar o Centro Cultural de Vila Flor, que confere à freguesia e ao concelho uma situação privilegiada em termos de acolhimento de actividades culturais muito diversificadas ao longo do ano. De salientar que nestas instalações se pode também assistir a sessões de cinema regulares.

A Capela de Santa Luzia foi mesquita árabe, serviu de templo quando a Igreja Matriz Ruiu. Foi renovada em meados do séc. XX e, mais recentemente foi alvo de nova intervenção, quer na própria capela, quer no bonito jardim que a rodeia. Em tempos, no mesmo local onde se encontra a capela, funcionou uma escola primária.

O Complexo Turístico do Peneireiro, onde está incluído o parque de campismo, a piscina municipal, o parque de merendas, o circuito de manutenção e um pequeno zoo, são também pontos de referência. Enquadrado por uma paisagem lúdica de fraguedos e floresta, em que sobressaem os pinheiros e carvalhos, salpicados aqui e ali pelos giestais, urze e rosmaninho, dão-lhe um colorido e odor tão característico. Nesta zona existe ainda a barragem do peneireiro, que abastece de água quase todo o concelho.

No campo paisagístico há a salientar o Monte de Nossa Senhora da Lapa, de onde se obtém uma surpreendente panorâmica e que é o orgulho dos vilaflorenses, já que foi palco de obras de embelezamento recentemente. Um calcetamento condigno, um parque de merendas, uma boa iluminação e um parque infantil, fazem dele um local digno de visita

In Site da Freguesia de Vila Flor



Veja ainda http://vilaflor.blogs.sapo.pt

 

HISTORIA

Capital do Azeite, no coração da Terra Quente Transmontana, a Sul do Distrito de Bragança, Vila Flor conta com cerca de 8 mil habitantes, distribuídos por 19 freguesias, numa área total de 272 Km2. D. Dinis, Rei Poeta, aquando da sua passagem por este burgo até então denominado por "Póvoa d´Álem Sabor", ficara encantado e rendido à beleza da paisagem e, em 1286, carinhosamente a re-baptizou de "Vila Flor". Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer, em seu redor, em jeito de protecção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos. Resta o Arco de D. Dinis, monumento de interesse público.

A Idade Média deste “ramalhete de cravelinas e bem-me-queres”, como lhe chamou Cabral Adão, é florescente, recebendo especial impulso com o acolhimento de famílias judaicas fugidas às perseguições europeias e que aqui foram desenvolvendo a agricultura, o comércio e as indústrias de curtumes e ourivesaria. D. Manuel I viria, mais tarde, a atribuir novo Foral a Vila Flor, reformulando o anterior, em Maio de 1512, o qual pode ser apreciado no Museu Municipal D.ra Berta Cabral. De carácter anti-judaica, a politica de D. Manuel I significa a expulsão dos judeus do Concelho mas ainda podem ser apreciadas ruínas de habitações e pedras da calçada das Ruas Nova, do Saco e da Portela, herança deste período remoto.


Rico em história, tradições, monumentos e gentes, o Concelho é também referência pela excelente qualidade dos seus produtos agrícolas que brotam do fértil Vale da Vilariça. Empresas como as Frize e a Sousacamp, conhecidas dentro e fora das fronteiras lusas, também fazem parte do património desta terra. Famosos na arte de bem receber, os alojamentos em Vila Flor incluem, para além de um Hotel, Agro Turismo e Turismo Rural. No verão, este "burgo alpestre" é procurado por centenas de turistas oriundos de vários cantos do país e estrangeiros, pela riqueza verdejante do seu Parque de Campismo.



 

 

 
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Concelho de Vila Nova de Foz Coa

Património Arquitectónico e Arqueológico

Se há Municípios com um grande acervo de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa está entre os primeiros. E se quisermos fazer um pormenorizado inventário do seu património arquitectónico e arqueológico, muitas páginas seriam necessárias. Trata-se de um Concelho formado por vários outros antigos concelhos, a que a Reforma Liberal veio dar a sua actual configuração. Por tal via, a extraordinária monumentalidade dos concelhos extintos agregou-se à da sede do concelho-nuclear - Vila Nova de Foz Côa -, constituindo um conjunto notoriamente invulgar.

No caso das terras de Foz Côa, que estas possuem, na sua área, os mais raros testemunhos do passado, que têm merecido aprofundados estudos pelos mais distintos arqueólogos, desde as centenas de gravuras rupestres aos lugares onde tem sido possível documentar a multi-secular presença humana. Encontram-se, por exemplo, neste Concelho, já descobertos e classificados, cerca de 195 "sítios" de interesse arqueológico (v. "Carta Arqueológica do Concelho de Vila Nova de Foz Côa", de António N. S. Coixão - 2ª edição, da CM - 2000).

Castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, fazem só por si uma relação que dignifica qualquer concelho. Bastará olhar para a enumeração que se segue, na qual se não esgotam todos os valores do Concelho. Aqui teremos excelentes sugestões para umas visitas a todas as freguesias, cujos naturais, a par das riquezas que querem que apreciemos, são suficientemente hospitaleiros para nos deixarem agradáveis recordações.

Almendra - Ruínas de Calábria, Caliábria ou Calábriga;
- Igreja Matriz (séc. XVI);
- Solar dos Viscondes do Banho (barroco);
- Casa dos Condes de Almendra;
- Pelourinho;
- Igreja da Misericórdia (séc. XVI).

Castelo Melhor - Castelo (do período Lionês);
- Gravuras rupestres paleolíticas da Penascosa.

Cedovim - Casa Grande (estilo barroco);
- Pelourinho;
- Capela de S. Sebastião.

Chãs
- Gravuras rupestres paleolíticas da Quinta da Barca;

Custóias - Capela de N.ª Sra. da Graça (raiz românica).

Freixo de Numão - Igreja Matriz (de raiz românica);
- Solar Da Casa Grande (barroco) com museu de Etnografia e ruínas arqueológicas;
- Capela de N.ª Sra. da Conceição (1654);
- Capela de Sto. António (1622); Santa Bárbara (capela roqueira);
- Pelourinho (1789) ex-Domus Justitiae/1601)/; ex - Domus Municipalis (barroco, com armas de D. Maria I);
- Arquitectura rural;
- Complexo Arqueológico (Castelo Velho, povoado do Calcolítico e Bronze);
- Prazo, ruínas neolíticas, romanas e medievais;
- Calçada romana, entre outros.

Horta - Povoado pré-histórico do Castanheiro do Vento;
- Pelourinho.

Mós - Solar dos Assecas (com pedra de armas).

Murça - Igreja Matriz;
- Bairro do Casal (arquitectura rural) com a Capela de S. João (séc. XVII).

Muxagata - Cruzeiro (cúpula piramidal); Fonte da Concelha (séc. XVI);
- Solar dos Donas Boto (séc. XIX);
- Igreja Matriz;
- Pelourinho e antiga casa da Câmara e Tribunal;
- Gravuras rupestres paleolítico da Ribeira de Piscos;
- Museu e ruínas da Quinta de Santa Maria.

Numão - Castelo (de raiz anterior á Nacionalidade);
- Igreja Matriz; Capelas de Sta. Eufêmia e Sta. Teresa;
- Casas judaicas;
- Sepulturas antropomórficas no Castelo;
- Inscrições rupestres romanas do Areal, Telheira e Conde (Ribeira Teja; lagares romanos no Arnozelo.

Santa Comba - Fonte da Mó (1829);
- Arquitectura rural (séc. XVIII).

Santo Amaro - Arquitectura rural.

Sebadelhe - Solar dos Donas Boto;
- Brasão da família Sampaio e Melo;
- Capela de S. Sebastião;
- Igreja Matriz; Fonte de cima (Cúpula piramidal, séc. XVIII); Fonte de Baixo (com brasão).

Seixas - Igreja Matriz;
- Solar dos Aguilares (barroco);
- Fonte dos cântaros;
- Castelo Velho (Bronze e Ferro).

Touça - Pelourinho;
- Casa dos Albuquerques;
- Forno comunitário da telha;
- Arquitectura rural.

Vila Nova de Foz Côa - Igreja Matriz (fachada manuelina);
- Pelourinho (manuelino);
- Caza Municipal;
- Capela de Sta. Quitéria (provável antiga sinagoga);
- Casa dos Andrades (com pedra de armas);
- Torre do Relógio, no sítio do Castelo;
- Capelas de S. Pedro e Sta. Bárbara;
- Capela de Sto. António (estilo barroco);
- Gravuras paleolíticas da Canada do Inferno;
- Gravuras paleolíticas da idade do ferro em Vale Cabrões e Vale José Esteves.


 

 

 
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ALFÂNDEGA DA FÉ RIBEIRA DE PENA  
ALIJÓ SABROSA  
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CARRAZEDA ANSIÃES TORRE DE MONCORVO  
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F. ESPADA À CINTA VILA FLOR  
LAMEGO VILA NOVA DE FOZ CÔA  
MACEDO CAVALEIROS VILA POUCA DE AGUIAR  
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MIRANDA DO DOURO VIMIOSO  
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MOGADOURO    
MONDIM DE BASTO    
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Concelho de Vila Pouca de Aguiar

 

Como locais de interesse turístico são de mencionar no concelho de Vila Pouca de Aguiar o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, a Barragem do Alvão e a Vila Pouca dos Pequeninos; também de mencionar são as galerias de Tresminas que são das mais impressionantes instalações da indústria mineira romana; tratam-se de galerias de grandes dimensões em forma de túneis, que avançavam a partir da encosta do monte possibilitando desse modo um acesso horizontal às jazidas.

A nível patrimonial destacam-se também em Vila Pouca de Aguiar os relógios de sol e os vários moinhos existentes por todo o concelho.

São várias as estâncias termais aqui existentes, destacando-se a este nível as termas de Pedras Salgadas. Inseridas num vasto parque, equipado com várias infra-estruturas de entretenimento e lazer e com fontes termais, com água mineral naturalmente gaseificada, ou para tratamentos medicinais.

A vida associativa neste concelho é bastante activa, existindo múltiplas associações e colectividades, entre as quais três associações de caça e pesca.

Venha conhecer as propostas turísticas do Município de Vila Pouca de Aguiar, disponíveis a todos aqueles que escolham a região como destino.

Percorra os trilhos naturais, conheça as Igrejas e os Monumentos, suba ao Castelo de Aguiar, desça às cortas do Parque Arqueológico de Tresminas…

 

 

 
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Concelho de Vila Real

Monumentos


Capela de São Brás (MN) » Vila Velha
Atribuída à época de transição do séc. XIII para o XIV, é um pequeno templo romântico-gótico, coevo da fundação de Vila Real. Adossada à Igreja de São Dinis, sofreu profundas alterações no séc. XVIII, mas guarda ainda no interior duas arcas tumulares, uma das quais de estilo manuelino. Na outra é tradição que está sepultado Lourenço Viegas, o Espadeiro, companheiro de armas de D. Afonso Henriques.
Existem na parede fundeira, dignos de registo, frescos que representam São Brás.

Capela da Misericórdia » Rua da Misericórdia
A sua construção iniciou-se em 20 de Março de 1532, por ordem do Abade de Mouçós, D. Pedro de Castro. No interior, tem quatro retábulos nas paredes laterais, em talha barroca. Dois deles escondem outros anteriores, de granito dourado, muito mais valiosos devido à sua origem maneirista, rara na região.

Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (IIP) » Lugar da Ponte, Mouçós
Construída no séc. XV. É globalmente românica, embora a fachada principal e o arco cruzeiro pertençam ao gótico. Tem no interior sepulturas datadas dos sécs. XVI e XVII, e podem apreciar-se alguns frescos num das paredes da capela-mor. Revela ainda vestígios mudéjares do antigo tecto, nos caibros do coro.

Igreja de São Domingos (MN) » Avenida Carvalho Araújo
Era a antiga igreja do convento do mesmo nome, que foi sagrada Sé de Vila Real em 1924. É um templo espaçoso, de três naves, construído no séc. XV. A torre sineira foi erguida em 1742 e a capela-mor reformulada em 1753. Sofreu um grande incêndio em 1837, tendo sido reconstruída na década seguinte.

Capela Nova » Rua dos Combatentes da Grande Guerra
Também conhecida por Igreja dos Clérigos, a Capela Nova é uma obra atribuída a Nicolau Nasoni. De feições tipicamente barrocas, exibe no interior azulejaria com representação de cenas da vida de São Pedro e São Paulo, sendo o retábulo da capela-mor de talha renascentista, do início do séc. XVII. No largo fronteiro, realiza-se entre 27 e 29 de junho de cada ano a tradicional Feira de São Pedro, ou dos Pucarinhos (barros pretos de Bisalhães e linhos de Agarez e Mondrões).

Igreja de São Pedro » Largo de São Pedro
De origem barroca, A Igreja de São Pedro foi construída em 1528 a mando de D. Pedro de Castro, Abade de Mouçós, que nela tem sepultura. Em 1692, Domingos Botelho da Fonseca, fidalgo da Casa Real, que também ali jaz, manda revestir de azulejos a capela-mor.Em 1711, a igreja é objecto de restauro. São de notar a riqueza da talha e o tecto em caixotões.

Igreja de Constantim, incluindo as Capelas Anexas e o Altar-Mor de Talha com Sacrário Giratório (IIP) » Constantim
Datada de 1726, sobressai pela sobriedade e elegância do conjunto, enriquecido por uma capela exterior adossada à frontaria do edifício, no lado direito. Classificada como Imóvel de Interesse Público, abriga no interior, em talha de madeira dourada do séc. XVII, um sacrário rotativo com quatro esculturas representando a prisão de Jesus Cristo, a flagelação, calvário e ressurreição. Na capela exterior guarda-se o crânio de São Frutuoso, que é tradição beijar a 20 de Janeiro e no último domingo de Julho.

Igreja de Folhadela » Folhadela
Apesar da sua suposta origem no séc. XIII, a igreja denuncia diversas alterações efectuadas no séc. XVII, com a construção de uma nova fachada principal, novas casas para as confrarias e novo torreão sineiro. Em obras realizadas em 1999, ficaram à vista os frescos da capela-mor e do arco cruzeiro.

Igreja de Mondrões (IIP) » Mondrões
A ligação da Igreja de Mondrões ao Mosteiro dos Jerónimos é testemunhada pela abóbada gótica da sua nave, assim como pela casula pelo pluvial, paramentos dos finais do séc. XV. A construção da fachada principal e dos retábulos, embora já do período barroco, foi coadjuvada pela Igreja de Belém, conforme se prova documentalmente.

Igreja de Vila Marim » Vila Marim
É a igreja mais antiga do Concelho. Foi construída no séc. XII, em pleno românico, embora descaracterizada no séc. XVII. Foram recentemente postos a descoberto belos frescos (em vias de classificação) que revestiam grande parte do seu interior, em camadas sucessivas.

Arca Tumular Românica Anexa à Igreja do Salvador, Paroquial de Mouçós (IIP) » Mouçós
Adossada à igreja paroquial de Mouçós, existe uma interessante capela do séc. XV, que contém a arca tumular do seu fundador, Abade Fernão de Brito, monumento classificado, ricamente decorada.

Casa de Mateus (MN) » Mateus
Na estrada que liga Vila Real a Sabrosa, a Casa de Mateus, do séc. XVIII, atribuída a Nicolau Nasoni, é um dos mais belos exemplares de arquitectura civil barroca em Portugal. Para além da actividade cultural que aí se desenvolve regularmente, a Casa acolhe um valioso acervo museológico que pode ser visitado. A capela e os jardins são também dignos de visita.

Casa de Diogo Cão (IIP) » Avenida Carvalho Araújo
Localizada bem no centro da cidade, é um edifício de traça medieval, com construções contíguas da mesma feição arquitectónica. Nela terá nascido, segundo a tradição, o navegador português Diogo Cão, que descobriu a foz do Zaire no séc. XV.

Casa dos Brocas » Rua Camilo Castelo Branco
Casa senhorial construída pelo avô de Camilo Castelo Branco. Tem na fachada uma lápide que evoca o escritor, mandada colocar pela Região de Turismo da Serra do Marão.

Casa dos Marqueses de Vila Real » Av. Carvalho Araújo
Casa onde habitou a família dos Marqueses de Vila Real, caída em desgraça pelo seu envolvimento na conjura contra D. João IV, em 1641. Conserva ainda as ameias e a janela geminada de estilo manuelino.

Torre de Quintela (MN) » Quintela, Vila Marim
Oito balcões com parapeitos ameados saltam à vista na Torre de Quintela, de estilo gótico, construída na segunda metade do séc. XIII. Camilo Castelo Branco faz dela, fantasiosamente, um dos cenários do romance «O Anátema».


Fragas de Panóias (MN) » Assento, Vale de Nogueiras
O mais famoso santuário rupestre da época romana existente na Península Ibérica encontra-se em Panóias, Vale de Nogueiras, tendo cerca de dois mil anos de existência. Este conjunto de penedos graníticos arredondados constitui um serapeum, templo dedicado ao deus Serápis, cujo culto se iniciou no Egipto.
Responsabilidade:
IPPAR Direcção Regional do Porto
Casa de Ramalde | Rua Igreja de Ramalde, n.º1
4149-011 Porto
Tel. 226 197 080 | 226 179 365
Fax: 226 179 385


Mamoas de Justes » Justes
O conjunto de quatro sepulturas megalíticas conhecido por Mamoas de Justes foi construído há cerca de 6 mil anos para servir de túmulo às famílias dominantes.

Mão do Homem » Escariz, Adoufe
O único testemunho conhecido até agora em Vila Real, da época do Bronze Final, é o altar rupestre da Mão do Homem, constituído por um penedo granítico em cuja superfície superior podem ver-se diversas representações em baixo-relevo de mãos, assim como figuras zoomórficas e outros sinais de significado desconhecido.

Necropolis de São Miguel da Pena » São Miguel da Pena
Na Serra do Alvão, a aldeia da Pena guarda os vestígios de um santuário da proto-história, cujos degraus ainda se podem ver escavados na pedra. Partindo de uma vala circular com duas cavidades rectangulares, o sangue das vítimas escorria por um conjunto de sulcos para honrar o deus Reva que habitaria no Marão.
(...)

 

 
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Concelho de Vimioso

Não esquecer de ver em Vimioso - Torre da Atalaia (posto de vigia ou castro neo-godo)

Trata-se de uma torre de observação de planta circular, que controlava as fronteiras com o reino de Leão e que se inseria no sistema defensivo do Castelo de Vimioso. A estrutura, de cerca de 6 m de altura, é constituída por xisto argamassado com barro. A norte da Atalaia existe um afloramento granítico onde se adossa a torre. A rodear a edificação encontra-se um fosso, talvez da época romana.

Acesso: Está implantada a este da vila de Vimioso, num cabeço com cerca de 600 m de altitude. Nas imediações existe uma escola primária e um bairro camarário.

Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 40 361, DG 228 de 20 Outubro 1955.
(in Bragança Net )

 

 

 

(informação aqui em breve)

 

 

 
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Concelho de Vinhais

Parque Biológico de Vinhais

Toda a área envolvente é um local privilegiado em termos de fauna, flora e de geologia, uma vez que está inserido no Parque Natural de Montesinho.
O PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros de altitude, a vegetação aí contrasta com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade pelo efeito orográfico e aí os carvalhos e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha quase contínua, que impossibilita vislumbrar os verdadeiros limites do parque biológico. Caminhando umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4 hectares de parque alcançamos um pequeno lago, onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores, sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos das árvores, as pedras, a água, é uma entrega total a uma natureza pura.


Percursos Pedestres

Via Augusta XVII
O traçado da Via XVII no Concelho de Vinhais compreende cerca de 18 km iniciando-se no limite da Freguesia de Agrochão passando a sul do Cabeço de Marco, topónimo de clara alusão a um miliário. Na aldeia de Agrochão pode-se visitar o Museu Etnográfico Rural, e o Museu do Azeite, localizado numa antiga unidade de produção de azeite (lagar), onde o visitante toma conhecimento do processo de fabricação desse condimento alimentar.

A Caminho da Ciradelha
A Caminho da Ciradelha, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Vinhais. Apresenta uma extensão de 9km com altitudes compreendidas entre os 650m e os 1000m e um nível de dificuldade médio, correspondendo a cerca de 3:30 horas de caminhada.

Moinho do Perigo
Moinho do Perigo, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Vinhais. Apresenta uma extensão de 4,8km com altitudes compreendidas entre os 610m e os 720m e um nível de dificuldade médio, correspondendo a cerca de 2 horas de caminhada.

Fragas do Pinheiro
Fragas do Pinheiro, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de Pinheiro Novo. Apresenta uma extensão de 12 km com altitudes compreendidas entre os 830m e os 1149m e um nível de dificuldade médio/ alto, correspondendo a cerca de 5:00 horas de caminhada.

(...)

 

 

 
 
 
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