A VISITAR | ALENTEJO e LEZÍRIA
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ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
 
 
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Concelho de Alandroal
História


Castelo de Alandroal
A fundação da Fortaleza de Alandroal deveu-se a D. Lourenço Afonso, 9º Mestre da Ordem de S. Bento de Avis, em obediência ao rei D. Dinis e a sua construção terminou no ano de 1298.

Castelo de Terena (Monumento Nacional)
As fontes tradicionais afirmam que a fortificação da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou o burgo no Padroado da Ordem de Avis.

Castelinho (Terena)
Povoado fortificado de dimensões exíguas, implantado num esporão rochoso sobre a margem esquerda da Ribeira de Lucefecit; a defensibilidade natural é muito elevada, excepto pelo lado SE, onde se encontram alguns troços de muralha de xisto. Uma curiosa série de gravuras de época recente num dos rochedos que afloram ao meio do povoado, revela-nos a existência de lendas sobre uma moura encantada neste local.

Fortaleza de Juromenha
A fortaleza ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques.
Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, a fortaleza passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.
No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Ermida de S. Bento (Alandroal)
É desconhecida a data da sua fundação mas encontra-se ligada à lenda de que um eremita de nome João Sirgado, se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento da Contenda e este salvou a vila dos males da peste de 1580, a troco da construção da ermida em seu nome.

Igreja da Consolação (Alandroal)
Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada em 1520.


(mais em breve)
 
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Concelho de Aljustrel

A vila de Aljustrel tem muito que se veja.
Passeie pelas ruas desta vila e descubra os sítios, as casas. E os pormenores, como só o Alentejo tem, das chaminés, das portas e janelas, das “tremelas”. Meta conversa com as suas gentes e oiça as suas histórias. Aprecie o tempo e a vida.
Aproveite para conhecer a oferta cultural.

Aljustrel tem espaços de lazer espalhados um pouco por toda a vila. Existe um conjunto de pequenos jardins e espaços ajardinados que são sítios agradáveis para estar tranquilamente ao ar livre, conversando com amigos ou lendo ou ainda deixar os seus filhos brincar um pouco mais à vontade. O JARDIM PÚBLICO é um espaço de maior dimensão, carregado de história e simbologia para a população local, situado junto ao coração da vila e que está na iminência de sofrer uma grande intervenção de requalificação.
Os espaços culturais são também espaços de usufruto fora dos momentos em que decorrem iniciativas. Usufrua deles.

Na BIBLIOTECA MUNICIPAL pode ler um jornal ou revista, ouvir um CD ou ver um filme em DVD. Este espaço tem ainda actividades para crianças. Pode visitar o MUSEU ou ver uma exposição no espaço OFICINAS. Ou simplesmente passear pela VILA, descobrir os seus recantos e pormenores, meter conversa com alguém que simplesmente esteja na rua. Aproveite a rua e o ar livre para seu próprio prazer.

A ZONA MINEIRA é o mais importante elemento patrimonial desta vila. Peça informações e uma visita guiada no Posto de Turismo.

A PISCINA DESCOBERTA é também um espaço muito agradável no Verão. Pela presença de água que atenua o calor, por aquele relvado com sombra a fazer lembrar um oásis no deserto, por aquela esplanada onde se está tão bem. Tem também um restaurante que lhe permite passar aqui todo o dia.
Mas por toda a vila há também um conjunto de cafés e bares onde pode estar, sozinho ou acompanhado, ou até fazer novas amizades.
Mas, para além destes espaços e equipamentos, PARTA À DESCOBERTA da envolvente da vila e das aldeias do concelho para um percurso a pé, uma caminhada ou uma “volta” de bicicleta pelos caminhos rurais. Vai ter oportunidade de descobrir a paz dos campos, a natureza, o ar puro. Enfim, “carregar as baterias”. Vá em grupo e aproveite para fazer um piquenique.
(Não se esqueça de ir com roupa confortável, levar água e protecção solar e evite ir sozinho ou, se o fizer, dizer a alguém para onde vai. Evite as horas do calor no Verão.)
Há ainda outros locais ou actividades de que pode usufruir ou participar ou que até lhe podem ser úteis. Estão neste caso, por exemplo, o POSTO DE TURISMO, que está aberto sete dias por semana e onde pode encontrar informação sobre Aljustrel, mas também algum artesanato local, produtos regionais e publicações sobre Aljustrel ou de temática mineira.

Em MESSEJANA pode começar pela Praça onde se situa o PELOURINHO e onde também se encontra o POSTO DE TURISMO, e o MUSEU ETNOGRÁFICO (para o visitar certifique-se de que está aberto através do telefone 284 655 177).
Depois suba até à IGREJA MATRIZ e veja, mesmo ao lado, a plataforma artificial de terreno onde se encontra a ruína do que foi uma torre de vigia.
Um pouco afastado encontram-se as ruínas do ANTIGO CONVENTO e, mais adiante, a IGREJA DE N. SRA. DA CONCEIÇÃO.
Mas, sobretudo passeie-se por esta bela vila onde D. Sebastião se deteve por três dias em Janeiro de 1573.

ERVIDEL é uma interessante aldeia rural onde pode visitar o NÚCLEO RURAL DO MUSEU MUNICIPAL, um LAGAR DE AZEITE que funciona durante os dias da Vin&cultura e a famosa ESCOLA DO CORONEL MOURÃO. Mas, sobretudo, aprecie as suas ruas e o seu ambiente e, se for no tempo disso, visite uma das adegas onde o vinho é feito em talhas de barro, prove o vinho e “tire” um petisco.
Em qualquer altura do ano, mas sobretudo na Primavera, descubra este concelho, de paisagens bonitas e calmas. E vá até à BARRAGEM DO ROXO, imenso e importante plano de água e que possui um Parque de Merendas nas imediações.

Aljustrel

2000 Anos de Mineração

A exploração de metais em Aljustrel, a mineração e a metalurgia, tiveram início em finais do 3º milénio a.C., durante a Idade do Cobre, tendo sido recolhidos materiais que o comprovam no morro de Nº Srª do Castelo, local onde se situava o povoado desse período. Este local está equidistante dos potentes chapéus de ferro de Algares e S. João do Deserto, sítios onde teria lugar a exploração mineira.
A ocupação da Idade do Bronze situava-se no morro de Mangancha, mais próximo dos filões de S. João do Deserto. Estando a investigação deste local ainda em curso, não podemos avançar muito mais considerandos sobre a exploração mineira neste período.
Em finais do séc. I a.C. tem inicio no morro de Mangancha a ocupação romana, tudo indicando que aí se terá instalado uma guarnição militar que terá dado início à exploração mineira e à construção de um novo povoado, Vipasca, situado mais próximo de Algares e com fácil acesso, no local hoje conhecido como Valdoca ou Vale da Oca. Esta exploração mineira durou até ao séc. IV d.C., com oscilações na produção coincidentes com as crises do Império, sendo então abandonada, pelo menos com o carácter industrial com que até aí tinha tido lugar.
Só voltamos a encontrar referência à existência de uma mina no Foral de 1252, em que a Ordem de Santiago da Espada reserva para si os rendimentos da mina, porventura um sinal de que a mina continuava a produzir. Mais tarde, inicio do séc. XVI, no rol de minas existentes no país do Regulamento Mineiro de Ayres do Quintal, vem mencionada a mina de Aljustrel. Em meados do mesmo século, num documento de D. João III, refere-se a existência em Aljustrel de um funcionário régio que afinava e vendia aos pintores, um pigmento conhecido como Azul de Aljustrel.
Novo hiato cronológico e, em 1848, é atribuída a primeira concessão de exploração mineira em Aljustrel a um cidadão espanhol, Sebastião Gargamala, que poucos trabalhos efectuou perdendo, assim, a concessão. A mesma é então atribuída à Lusitanian Mining Company que também só labora durante dois anos, pelo que a concessão é então transferida para uma firma portuguesa, a Companhia de Mineração Transtagana, que dá inicio a uma exploração em grande escala, durante quinze anos, com introdução de transporte ferroviário e tratamento do minério. Devido a uma conjuntura desfavorável no mercado internacional, a empresa acaba por falir e a concessão passa para a casa bancária Fonseca, Santos & Vianna. Este banco vai-se associar a uma empresa belga e criar a Société Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel, que vai explorar a mina até 1975, embora ao longo da sua existência se tenha associado com novos parceiros e assumido outras designações.
Em 1975 a empresa é nacionalizada passando a designar-se Pirites Alentejanas, nome que perdurou até 2009, embora tenha mudado diversas vezes de dono. Actualmente pertence novamente a um grupo português (Martifer) assumindo o nome de Almina - Minas do Alentejo.

 
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Concelho de Almeirim
Locais de interesse
Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval
Em 1937 foi inaugurada a primeira Biblioteca Pública de Almeirim, iniciando-se, então, o acesso ao livro para leitura domiciliária.....


Espaços Internet no Concelho de Almeirim
Nestes Locais poderá aceder gratuitamente à Internet


Galeria Municipal de Almeirim
Exposições Temáticas, Pintura, Escultura, Fotografia e Outras


Igreja Matriz
A Igreja Matriz de Almeirim é datada de meados do século XVI. No seu interior, podemos contemplar a famosa imagem do Senhor Jesus dos Passos...


Jardim da República
Fazia parte dos Largos que existiam em Almeirim, com o particular interesse de ter ali o Terreiro do Paço Real


Parque Zona Norte
Zona Norte de Almeirim, ideal para passear com a família, praticar diferentes desportos, lanchar


Piscinas Municipais
Se visitar Almeirim durante o Verão, poderá ponderar dar um mergulho nas belas piscinas municipais de Almeirim!


Pórtico de Paço dos Negros
Na Raposa, a 13km do centro, encontramos os restos do Paço refeito por D. Manuel I, no século XVI. Sobrou uma magnífica portada que daria acesso ao pátio, coroada por seis merlões marcadamente manuelinos e cujo arco é coroado pelo escudo real e ladeado de rosetas...


Praça de Toiros
Conheça a História da Praça de Toiros de Almeirim


Rota do Vinho
Almeirim possui excelentes condições a nível geográfico e climatérico para que o vinho seja um dos seus principais produtos agrícolas.

 

Gastronomia


Sopa da Pedra - Receitas
Curioso/a para saber como se prepara este delicioso prato regional? Saiba a receita da Sopa da Pedra e como prepará-lo passo a passo.


A Lenda da Sopa da Pedra..
Tal como quase todos os costumes, tradições e também gastronomia regional, a Sopa da Pedra tem uma lenda associada....


Coscorões
Deitar a farinha com o fermento num alguidar, fazer um buraco ao meio, tipo vulcão, e colocar os ovos, as gemas, a raspa e o sumo de laranja, o vinho branco, sal e amassar ....


Massa à Barrão
Refogar em azeite e alho picado, a cebola ás rodelas e a folha de louro e pimentos em tiras.
Refrescar com vinho branco, adicionar o tomate ás rodelas

 

 
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Concelho de Almodôvar

A Visitar na Freguesia de Almodôvar


Igreja Matriz de Almodôvar

A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento.
Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados.
O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da Contra-Reforma.
D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o maior templo desta
comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz.
Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela, representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.
A paróquia de Almodôvar conserva na igreja um importante acervo de alfaias litúrgicas, em parte oriundo do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da mesma vila, que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.

JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO



Convento de Nossa Senhora da Conceição

Situado a este da vila, pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680, por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada, dos finais do século XVII e princípio do século XVIII. O tecto da capela-mor está pintado, esta capela tem ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos de cor, predominantemente azul. À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental. Esta igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.


Igreja da Misericórdia
Capelinha do Sr. do Calvário - Praça da República

Notável templo, erguido na Praça da República, o altar-mor é em talha dourada e, sobre a parede do mesmo altar, está pintado o escudo real. As paredes são revestidas de estuque e pintadas com temas decorativos, constituídos por flores enquadradas por cercaduras coloridas. Na face lateral do templo, voltada para a Praça da República, está uma capela dedicada ao Senhor do Calvário, de grandes e antigas tradições, restaurado por Severo Portela
Interessante também o imponente pórtico voltado para a Praça da República.


Museu Municipal Severo Portela jr.- (Pintura)

Situado na Praça da República foi outrora Paços de Concelho. Consta que, neste edifício, pernoitou D. Sebastião, aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de 1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve. Com a mudança dos Paços do Concelho para o Convento de S. Francisco foi, o primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente, está instalado neste edifício o Museu Municipal, dedicado a Severo Portela, ao qual doou parte do seu espólio artístico.



Ermida de Santo António

Edifício do Séc. XVII , constituído por uma capela e o respectivo alpendre rasgado por arcos. Cobertura de duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi alvo de restauro em 1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos os arcos transversais quebrados que apoiavam o telhado, tipo de apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior restos de frescos nas paredes.

Freguesia de Gomes Aires

Igreja paroquial de S. Sebastião
Monumento originário do Séc XVI, como documenta a fonte baptismal e o portal lateral, o edifício foi remodelado no Séc XVII, quando foi construído o retábulo-mor. Depois do terramoto os estragos levaram á recuperação da fachada principal e da torre sineira, de tradição tardo-barroca. O retábulo do altar é maneirista, merece especial atenção as quatro pinturas sobre madeira. De destacar o relógio de sol exterior que remonta a 1702.

Dólmen / Anta de Baixo;
Necrópole da Idade do Ferro - Antas de Cima;
Rio Mira - Colchão dos Mouros.



Sr.ª da Graça dos Padrões
Igreja paroquial de Sr.ª da Graça dos Padrões
Monumento do Séc XVI, o portal e a torre são de 1623, o altar da capela-mor é dos finais do Séc XVIII, de arquitectura tradicional Manuelina popular característica dos finais do reinado de D. Manuel. Destaca-se pelas pinturas murais da capela mor de características tardo-pombalinas, a nave interior é dividida em cinco tramos separados por arcos-diafragma ogivais, o baptistério é coberto em cúpula.



Freguesia de Rosário

Igreja paroquial de Rosário
Monumento construído provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, de arquitectura religiosa, possui fachada ladeada por uma torre sineira. Fachada lateral direita e simples marcada pelos volumes da torre e da sacristia e por contrafortes com remates prismáticos. Interior de uma só nave, com 3 tramos separados por arcos transversais, quebrados, capela baptismal cupulada, aberta para a nave, por arco redondo sobre pilastras. Arco triunfal, em asa de cesto, sobre pilastras; capela-mor coberta por abóbada de berço, assente em cornija. Nas paredes encontra-se importantes pinturas morais de variada policromia;

Menir (Monumento Megalítico) - Monte Gordo.



Freguesia de Santa Clara a Nova

Igreja paroquial de St.ª Clara
Monumento provavelmente edificado entre os Séc. XVI e XVII, de realçar no seu interior os altares de talha barroca de cariz popular, a torre sineira foi remodelada no Séc XVIII como ilustra o traço arquitectónico do campanário, no exterior existe uma lápide comemorativa da sua construção;

Estação Arqueológica Mesas do Castelinho;

Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara a Nova;
O Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara -a- Nova tem como principal objectivo divulgar a todos as tradições, profissões e actividades rurais e tradicionais da freguesia de Santa Clara -a- Nova, através de uma série de objectos e ferramentas expostas.
Com efeito, numa visita ao museu podemos observar a actividade económica principal da freguesia - a agricultura, através dos objectos e processos agrícolas; as profissões tradicionais da freguesia, tais como: o abegão, a tecedeira, o sapateiro, o ferreiro, o barbeiro, o latoeiro e o alfaiate. Por outro lado, podemos também encontrar a venda/taberna, a escola, a casa do povo, a cozinha tipicamente alentejana e o forno, bem como o processo de fabrico do pão.
Encontra-se também no museu de Santa Clara -a- Nova uma sala dedicada à arqueologia, com algum do espólio encontrado na Estação Arqueológica das Mesas do Castelinho;

Miradouro / Moinho de Vento - Monte da Boa Vista;
Dólmen / Anta da Boavista.




Freguesia de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz
Construída no Séc. XVI este monumento, apresenta algumas referências a 1681 no lavabo da sacristia, o remate da torre sineira e a sacristia são do Séc.XVII. É um monumento Manuelino, constituído por três naves, a capela mor é coberta por uma abóbada estrelada, o portal manuelino está decorado com motivos naturalistas bem como os capitéis das colunas. As pinturas morais da capela-mor são seiscentistas e os esgrafitos renascentistas de grande qualidade. De realçar os retábulos de talha dourada de cariz barroca de grande qualidade;

Igreja paroquial de Santa Cruz
Monumento de cariz popular , com traços arquitectónicos bastante simples, provavelmente construído entre os finais do Séc XVII e inícios do Séc XVIII;

Igreja de Corte Figueira
Monumento do séc XVII de arquitectura simples, apresenta como principal referência o arco triunfal e o altar-mor, a cobertura da nave original de madeira foi substituída por uma placa de cimento;

Cascalheira - Praia Fluvial;

Palheiros de Veio (Estruturas primitivas circulares);

Monte Branco do Vascão.



Freguesia de São Barnabé

Igreja paroquial de S. Barnabé
O edifício original remonta ao Séc. XVI, embora com intervenções sucessivas nos Séc. seguintes, como é o caso do retábulo do altar do Séc. XVII e a torre sineira do Séc. XVIII. É um monumento de raiz Maneirista e Barroca popular. Com uma só nave a capela-mor é coberta por uma cúpula,e a torre sineira é de estilo barroco. De salientar o magnífico retábulo da capela-mor;

Igreja paroquial de Santa Susana
Construída provavelmente entre os Séc. XVI , (para a pia baptismal), e Séc. XVII (para os retábulos dos altares). É um monumento de estilo Maneirista e Barroco Popular de uma só nave, com cobertura em cúpula na capela-mor. Os altares são de talha dourada e policromada de arreigada tradição., interessante além dos alteres de talha, é o arco triunfal de estilo maneirista;


 

 
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Concelho de Alpiarça
Locais de interesse
:: Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça::.
A Casa dos Patudos que a imensidão da Lezíria engrandece, é o Museu que a Vila de Alpiarça abraça por entre o verde dos vinhedos e o sentir das Suas Gentes.


:: Praia Fluvial - Aldeia do Patacão ::.
A Aldeia do Patacão foi, em tempos, uma aldeia de pescadores com edificações palafíticas em madeira, construídas a pensar nas cheias de Inverno.


:: Reserva Natural do Cavalo do Sorraia ::.
Orgulhamo-nos de poder dizer que este é o único sítio da Internet dedicado exclusivamente a esta raça.


:: Vala Real de Alpiarça ::.
A Vala Real é um património natural e paisagístico de elevada riqueza e diversidade.


:: Monumentos ::.
A Casa dos Patudos -Museu de Alpiarça, é sem dúvida, em termos de monumentos, o ex-líbris de Alpiarça. No entanto, mais alguns monumentos se poderão visitar. Destacamos a Igreja Paroquial de Alpiarça, não esquecendo os mais recentes trabalhos do escultor Armando Ferreira, natural de Alpiarça, que através da sua obra muito tem contribuído para a divulgação do concelho.

 

 

 
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Concelho de Alter do Chão
Património

Castelo de Alter do Chão: Castelo residência mandado construir por D. Pedro I em 1359. Planta quadrangular com torres e cubelos cilíndricos coroado de ameias, coruchéus cónicos e portais góticos, torre de menagem quadrada. Pertence à Casa de Bragança e está classificado como monumento nacional.
Igreja da Misericórdia: Fundada no séc. XIV modificada nos séc. XVII/XVIII, interior de uma só nave, altar-mor em mármore de Estremoz, altares laterais de madeira com baldaquinos em talha dourada e pintada, arco do cruzeiro revestido por azulejos azuis e brancos, trabalhos em madeira entalhada é de salientar o pórtico. Serviu como Igreja Paroquial.

Capela de Santana: Edificada no séc. XVII, renovada no séc. XVII/XVIII, pinturas murais actualmente cobertas com cal.

Igreja de São Francisco: construída no séc. XVII, interior de uma só nave, altares em talha dourada, púlpito com grade de madeira torneada do séc. XVII, imagens do séc. XVI e finais do séc. XVIII, em madeira, pedra e terracota.

Igreja de Nossa Senhora da Alegria: Construída nos finais do séc. XVI, reconstruída no séc. seguinte, destaque para o pórtico de estilo renascença, decoração em massa. Pertenceu aos Convento do Espirito Santo, fundado pelos frades carmelitas descalços. Assenta sobre o que parece ter sido a primeira igreja que se edificou em Alter do Chão. o Convento está em ruínas. Frente á igreja um cruzeiro sobre dois degraus.

Igreja do Senhor Jesus do Outeiro: Edifício do séc. XVII/XVIII de proporções elegantes, o mais erudito barroco de Alter do Chão, portal em mármore de Estremoz, fachada de concepção classicizante, torre sineira de quatro faces, planta quase centrada, altar-mor e quatro altares laterais, decoração em azulejo, mármore, madeira dourada e policromada e em massa. Em termos de esculturas é de salientar a imagem de Nossa Senhora do Carmo, quanto a pinturas é de referir a tela setecentista representando Sant’ana.
Igreja do Convento de Santo António: Fundada em 1617 pelo Duque de Bragança D. Teodósio II, modificada no séc. seguinte. O interior é de uma só nave com azulejos, trabalhos em madeira pintada e entalhada, capela lateral mandada construir em 1784 por João Alves Barreto. As esculturas em pedra e madeira. Várias sepulturas brasonadas do séc. XVII/XVIII em massa. O edifício do Convento tem projecto de adaptação turística. Classificado como imóvel de interesse público.

Capela de Santo António dos Olivais: Construída no séc. XVI e mais tarde parcialmente reconstruída, dista 1 km da Vila de Alter do Chão. Interiormente Capela-mor, azulejo policromo do séc. XVII.

Palácio e Quinta do Álamo: Moradia brasonada mandada construir em 1649 por Diogo Mendes de Vasconcelos. Importantes alterações no séc. XVIII/XIX. edifício rectangular com larga fachada de dois andares com nove janelas de sacada de ferro forjado, com frontões alternadamente curvos e rectilíneos. Riqueza decorativa no interior com azulejos. Repartição de espaços conforme a época - piso térreo utilitário, residência no andar nobre. O portal, encimado pelo escudo de armas, que dá entrada para a quinta é da segunda metade do séc. XVIII. A quinta é típica desse século, destacando-se um pequeno tanque com decoração de alvenaria e o jardim de buxo. Foi adquirido pela Câmara Municipal, funcionando aí o Serviço Sócio-Cultural, com os seguintes serviços abertos ao público: Biblioteca, Sala de Exposições Temporárias e o Posto de Turismo.

Fonte da Praça da República (Fontinha): Mandada construir em 1556 pelo Duque de Bragança D. Teodósio I. Situada primitivamente noutro local do largo foi removida para o actual em meados do séc. XVII. Estilo renascença, é constituída por uma alpendrada em forma de cúpula dupla sustentada por três colunas, tudo em mármore de Estremoz. No interior os medalhões heráldicos dos Duques de Bragança (Armas de Portugal) e da Vila de Alter. As bicas e o tanque já não são da construção primitiva. Classificado como imóvel de interesse público.

Chafariz da Barreira: Mandado construir pela Cãmara Municipal em 1799, junto à entrada principal do Castelo, estilo barroco. Interessante trabalho de alvenaria ao gosto popular, com trabalhos em massa, escudos com brazão de Portugal e de Alter. Tem 2 bicas laterais jorrando de pirâmides recortadas. Foi removido no inicio dos anos 60, do local primitivo para o Largo "Os Doze Melhores de Alter".

Chafariz dos Bonecos: Mandado construir pela Câmara Municipal em 1799. Semelhante ao Chafariz da Barreira, mas mais complexo, tinha nas extremidades e no coroamento cinco pequenas esculturas que lhe deram o nome, das quais resta parte de uma delas Escudo com as armas de Portugal e de Alter, em baixo relevo e muito obstruído por cal presume-se que seja a efingie do Príncipe Regente D. João. Tanque rectangular e 2 bicas laterais, interessantes trabalhos em massa.

Pelourinho: Construído no 1º. quartel do séc. XVI, estilo manuelino, composto de coluna torsa, com decoração vegetalista. Monumento Nacional. Estação Arqueológica de Ferragial D’El Rei: Ruínas romanas, imóvel de interesse público.

Igreja Matriz: Séc. XX - Arquitectura "Estado Novo"

Coreto: Princípios do Séc. XX

Janela Manuelina: Séc. XVI

Castelo de Alter Pedroso: Construído no séc. XIII, doado por D. Afonso III aos Cavaleiros de Avis, reconstruído por D. Dinis e destruído por D. João D’ Áustria em 1662. De traça primitiva só resta um portal gótico, partes de muralha em ruínas e a porta da Capela de S. Bento no interior. Imóvel de interesse público.


Igreja Paroquial de Alter Pedroso: Fundada no séc. XV, dedicada a Nossa Senhora das Neves, alterada do séc. XVII. Interior de uma só nave, altar-mor em talha dourada, portal e torre de raiz medieval. No altar-mor, retábulas e imaginária. Trabalhos em massa decorando o interior do templo.

Ponte de Vila Formosa: Construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II D.C. sobre a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Consta de 6 arcos iguais entre si e compostos nas frentes por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico. Monumento Nacional.

 

 


 
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Distrito de Beja
     
     
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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
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BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Alvito
Percursos

Alvito Manuelino


" Alvito é uma curiosa vila Alentejana que conserva quase intactas as suas construções manuelinas, entre as quais avulta o castelo maciço e imponente. Foi povoação de algum relevo e ponto de referência bastante nomeado do Alentejo, servindo até o seu topónimo para distinguir, de outras vilas do país, as de Viana e de Vila Nova da Baronia, porque tanto uma como a outra foram antigamente mais conhecidas por Viana de a par de Alvito e Vila Nova de Alvito.


Apesar de tão velho uso, que muito divulgou o nome da povoação, do aspecto arquitectónico do castelo e do grande número de peças quinhentistas dispersas pela vila, que embelezam as portas e janelas do seu modesto casario e reflectem o acentuado empenho que então houve em adoptar nas construções a feição manuelina, ligeiras são as referências que os cronistas e escritores até hoje lhe fizeram.


Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto especial nesta vila afastada e tão pequena”.


In A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, de Luiz de Pina Manique, 1949.


O Município de Alvito aprovou em Outubro de 2007, um Programa de Requalificação de Portais Manuelinos, que prevê a substituição, reparação ou conservação de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido interesse patrimonial.

 

A Rota de Sant’Águeda


O Percurso dá a conhecer uma das mais belas regiões da planície Alentejana.


Vila Nova da Baronia, freguesia do Concelho de Alvito, apresenta passeios e história dignos de registo.


A Praça da República, com o seu Pelourinho, é o ponto de partida para este percurso, que concilia a paisagem humanizada e o património edificado, com a paisagem natural e o património rural.


Destacam-se ainda no centro histórico, alguns monumentos como a Capela de Nª Sr.ª da Conceição e a Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção.


A paisagem de planície vai depois apresentado as suas surpresas e particularidades: trilhos com sombras e riachos, veredas com rouxinóis, garças, peneireiros e coelhos, caminhos com alecrim e rosmaninho e algum sobro e azinho.


O ponto culminante do percurso é a seiscentista Ermida de Santa Águeda (que dá nome a esta Rota). Neste local, somos convidados a momentos de aprazível repouso em harmonioso convívio com o edifício religioso e com a paisagem envolvente

 

Rota do Fresco

" O Projecto Rota do Fresco pretende democratizar o acesso ao património cultural e natural do Alentejo e promover o seu conhecimento.

Para isso, foram criadas diferentes Rotas e Experiências temáticas subordinadas à matriz da pintura mural alentejana – os “frescos” – nas quais pode aceder a património arquitectónico usualmente fechado, assistir ao vivo às tradições etnológicas, provar a gastronomia regional e perceber a paisagem envolvente.

Consulte as Rotas e Experiências existentes, lembrando-se que também construímos percursos especialmente à sua medida.

O Projecto Rota do Fresco abrange os concelhos de Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira e crescerá, em breve, para Beja e Évora."

 

 
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Distrito de Évora
     
     
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Concelho de Arraiolos
Arraiolos terra dos tapetes é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.

Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo que em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos...”
Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolitico são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à actual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos".

É ainda Cunha Rivara que nos transmite as referências do padre António de Carvalho da Costa, na Corographia Portugueza (tomo2º Pág 525) e do Padre Luís Cardoso no Diccionario Geographico (tomo 1º pág. 590) onde atribuem a fundação de Arraiolos a Sabinos, Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão Rayeo, nome grego.
Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis, Rayeopolis, Arrayolos e hoje Arraiolos.
Porém, é em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.
Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com com o Rei o contrato para a sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira - 2º conde de Arraiolos - a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.

Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel.
Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898).
Situado no interior sul do país, na vasta região alentejana , Arraiolos é hoje um concelho com 684,08Km2, para uma população de 7616 habitantes (censos de 2001) distribuídos por 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro, Igrejinha, S. Pedro da Gafanhoeira, Sabugueiro, S. Gregório e Santa Justa.

ARRAIOLOS TERRA DOS TAPETES é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.
A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida está no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita a existência de hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis.
Certo é ainda que as escavações arqueológicas realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc. XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves, sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada, induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos para uma fase anterior ao Séc. XV.
O concelho, a par da riqueza da sua paisagem, é detentor de um vasto património edificado que a Câmara Municipal tem procurado preservar e valorizar.
Deste conjunto destacam-se diversos monumentos nacionais e outros imóveis, nomeadamente:
Templo Romano - Santana do Campo
(Ruínas Romanas de São João do Campo*)
Cronologia : Séc. 2 / 3 d. C. - templo romano cujas ruínas ficaram incorporadas na cabeceira da Igreja; Séc. 15 - fundação do templo cristão, deduzida do vestígio mais antigo, imagem da padroeira (ESPANCA, 1975); 1534, após - reforma geral do templo cristão; 1715 - data aposta no dintel do pórtico, correspondente a reforma integral da fachada e interior.

Bibliografia : PREREIRA, Gabriel, Antiguidades Romanas em Évoa e seus Arredores in Estudos Eborenses, Évora, 1891; CORREIA, Vergílio, Monumentos e Esculturas, Coimbra, 1924; ALARCÃO, Jorge, Portugal Romano, Lisboa, 1973; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora, Vol. 8, Lisboa, 1975; ALARCÃO, Jorge, Roman Portugal, London, 1988.

Observações : *A designação está incorrecta. Não se conhece qualquer afectação do lugar ao topónimo São João de Campo. Chamou-se primitivamente Santana da Franzina e agora Santana do Campo.

 

 

 
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Distrito de Portalegre
     
     
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ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
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Concelho de Arronches
Igreja Matriz : Situada junto aos Paços do Concelho e da Misericórdia, a Igreja Matriz, do orago de Nª. Srª da Assunção substituiu, em meados do século XVI, o antigo templo gótico de 1236, do padroado Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Do século XIII, cujas fundações são atribuidas a São Teotónio, prior de Santa Cruz de Coimbra. A fachada teve de ser reerguida após o terramoto de 1755. É um templo gótico de três naves com abóbodas sustentadas por seis colunas. A entrada tem um pórtico renascentista e um arco redondo lavrado e decorado com esculpidos.

Igreja da Misericórdia : A capela da Santa Casa da Misericórdia é um edifício simples da metade do século XVI e que está situada à esquerda da Igreja Matriz. O pórtico é de cantaria quinhentista e o interior de uma só nave de abóbodas com nervuras.

Igreja de Nossa Sr.ª da Luz : Fundada no séc.XVI, em 1570, por Fr. Francisco da Ressurreição e Fr. Hilário de Jesus, religiosos Agostinhos calçados, e posteriormente vendido a particulares no século XIX.

Convento da Nossa Srª da Luz : Data de 10 de Janeiro de 1570 a carta enviada por D. Sebastião a D. André de Noronha, bispo de Portalegre onde ordena que se construa um mosteiro da ordem de Santo Agostinho na vila de Arronches. É também o bispo de Portalegre, D. André de Noronha, quem manda o vigário Cristóvão Falcão doar a ermida da Nossa Senhora da Luz a frei Diogo de S. Miguel, provincial da ordem de Santo Agostinho.

Igreja do Espiríto Santo : Não existem estudos específicos, no que diz respeito à sua fundação e evolução na própria dinâmica da vila. Encontra-se actualmente num estado de degradação bastante elevado.

Igreja de Nª Sª da Graça (Mosteiros) : Esta magnífica igreja está situada nos arredores da Freguesia, esta pequena mas bela igreja destaca-se acima de tudo pela sua espectacular simplicidade arquitectónica.

Igreja de Nossa Senhora da Esperança : Na Freguesia da Esperança a sua Igreja sobressai da Homogeneidade do casario. É um templo do século XVIII. Possui um retábulo renascentista em madeira policromada.



Igreja de Santo António: Situada junto à estrada de Campo Maior, praticamente integrada na nova zona habitacional do Bairro de Sto António, propriedade de particular, de uma só nave com frescos de grande qualidade e em óptimo estado de conservação, portal de granito.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário : É uma pequena construção muito típica da igreja rural do século XVII. Fica situada a 5 KM de Arronches, junto à via férrea. O pórtico tem a verga lavrada com motivos geométricos. A fachada é ladeada por dois cunhais de pedra talhada e rematados por pirâmides.

Igreja de S. Bartolomeu : É um pequeno templo do tipo característico da igreja rural do Alto-Alentejo, construído possivelmente nos fins do século XIV ou começo do século XV. Da traça primitiva, de carácter muito arcaico, conserva apenas o portal, de granito, com arco de volta perfeita assente sobre duas colunas com capitéis largos. A pequena sineira, ao centro da fachada, imprime uma relativa importância ao edifício.

Igreja de Santo Isidro : Fica situada na margem direita do rio Caia, a 3 Km, su-sudeste de Arronches, detém algumas pinturas nas paredes, encontrando-se totalmente em ruínas.

Igreja de Santa Luzia : Fica situada na margem direita da ribeira de Arronches, é propriedade de particulares, encontra-se transformada em casa de habitação, detendo cerca de quatro fogos. Completamente alterada, quer a sua fachada quer a fisionomia global, devido a diversas portas que abriram e chaminés que sustenta. O estado de conservação é razoável, todavia não para o fim para que fora destinada.

Ermida do Rei Santo : Situa-se no cume da serra do Monte Novo, perto do lugra da Nave Fria, de pequeno porte serve unicamente para o culto, na romaria do mesmo nome, que ali se realiza quinze dias após a Páscoa. Encontra-se virada a Sul. Tem uma só nave e um pequeno átrio de acesso, está completamente caiada de branco apresentando um simples altar de que sobressai o tecto de forma de abóboda.

Ermida do Monte da Venda : Situa-se numa pequena elevação do lado direito da estrada de Portalegre, a 8 Km a Noroeste da vila de Arronches, mantém a traça original e é rica em frescos na abóboda, pouco mais se conhece pois encontra-se pouco estudada.

Fonte de Elvas : Actualmente situa-se no jardim junto ao Convento de Nossa Senhora da Luz, mas outrora encontrava-se na parte Sul da Vila num caminho que vai para os montados e assim chamada por estar virada para o lado de Elvas. Construida em mármore branco preserva as características dessa época.

Fonte do Vassalo : Uma construção do Sec. XVIII encimada pelo escudo de Portugal, com dois paineis de azulejos retratando cenas da vida agricola e os lazeres da fidalguia. Construida nos subúrbios da Vila, é de alvenaria e granito no gosto clássico da época.

Paços do Concelho : A casa nobre do lado direito da Igreja Matriz é o edifício dos Paços do Município, construído no séc. XVI, conserva ainda a traça primitiva, apesar das modificações que lhe foram introduzidas no séc. XVII e XVIII, e mais recentemente neste século.

Ponte do Crato : Atravessa o rio Caia e serve a estrada que vai para o Assumar, data do séc. XV e compõem-se de seis arcos de volta redonda construídos em grossa alvenaria com silhares e aparelhos de granito em blocos talhados.

Fortificação Abaluartada : No caso da vila de Arronches, é utilizada a designação de Fortaleza com aqueles dois sentidos, se assim o podemos entender. De facto, todo o aglomerado medieval se encontra no interior da fortaleza e, é delimitado pelo próprio contorno da Fortificação Abaluartada.

Torre Medieval do Castelo : Desta magnífica e grande Torre podemos apenas observar o seu exterior, isto porque não tem acessos ao seu interior. O antigo castelo mandado reedificar por D.Dinis, em 1310 foi o que deu origem a este deslumbrante monumento.


Abrigo Paleolítico : É na freguesia de Esperança que se encontram alguns dos mais notáveis conjuntos de pinturas rupestres existentes em Portugal. Há abrigos de pinturas na serra dos Louções e na serra da Cabaça, na encosta sul, a leste de Esperança e a cerca de 400 metros da estrada que liga esta aldeia a Monte Novo e Nave Fria. As suas grutas encerram um património arqueológico de valor inestimável, reconhecido pelos especialistas e traduzido em pinturas na generalidade monocromáticas, de tons vermelhos, traço esquemático, com cerca de 3.000 anos, e reproduzindo silhuetas antropomórficas e zoomórficas, desenhos de mãos e outros sinais.

Necrópole do Baldio : Situa-se na herdade do Zambujal a 9,5 Km de Arronches, a 200m da margem esquerda do Rio Caia e é composta por 5 sepulturas escavadas em pedra de granito.

Monumentos Megalíticos (Antas) : As antas dos Fartos e das Sarnadas, encontram-se em melhor estado de conservação uma vez que os esteios se encontram em pé, faltando na primeira o chapéu e na segunda este está caido por trás do monumento. Nestas duas antas, ainda que seu estado de conservação não seja o ideal, é possível obsevar a câmara.

 
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Concelho de Avis
O Museu
O Museu Municipal de Avis - Etnografia e Arqueologia está instalado na sala do Capítulo do antigo Convento de São Bento de Avis desde o final da década de 80 do século XX .

Do seu acervo fazem parte peças recolhidas pelos funcionários do Município e pelo Artesão local, António Bonito, bem como peças doadas pela população. Este acervo é composto por três núcleos: arqueologia, artesanato e etnografia.

Em Novembro de 2003 teve início a sua remodelação, que permitiu a sua reabertura a 18 de Setembro de 2004 com a inauguração dum Ciclo de Homenagem ao pintor local Ângelo Paciência com as exposições “A Arte no Vosso Lar” e o “Homem e a Terra”. Numa primeira fase a política museológica do museu passa pela manutenção de exposições temporárias o que permitirá mostrar alguma da diversidade do acervo. Assim sendo, após o Ciclo de Homenagem a Ângelo Paciência foram realizadas mais duas exposições: uma de artesanato “O Trabalho das Mãos” a outra de etnografia “ Ofícios dos nossos Avós”.

Dentro da vertente pedagógica, para além das visitas guiadas, foi criado o Ciclo “Vamos ao Museu”, no qual se irão integrar um conjunto de iniciativas, a primeira das quais intitulada Atelier dos Ofícios. Este decorreu em conjunto com a exposição “Ofícios dos nossos Avós”, e contou com a colaboração de vários habitantes locais representantes de antigas profissões como agricultor, barbeiro, costureira, ferrador, marceneiro, pastor, pedreiro/adobeiro, sapateiro e tosquiador, que estão cada vez mais esquecidas. Estiveram ainda envolvidas no projecto, as escolas pré primarias e básicas do Concelho num total de 300 crianças.



.Em Exposição...

" O Ofício de Aferidor"
De 20 de Outubro de 2008 a 11 de Outubro de 2009

A exposição “Ofício de Aferidor” permite ao visitante deste espaço museológico, descobrir os instrumentos e os equipamentos inerentes à profissão de aferidor de pesos e medidas, muitos dos quais, hoje em dia estão em desuso.
O espólio agora exposto era parte integrante da antiga oficina dos diferentes aferidores municipais.

O comércio é uma das mais antigas actividades humanas, desde sempre ouve necessidade de se fazerem trocas comerciais. Cada civilização desenvolveu o seu sistema de pesos e medidas, as primeiras tiveram o próprio corpo humano como base, exemplo disso são as polegadas e os palmos.

O primeiro sistema de medição que temos registo em Portugal foi o romano logo seguido do árabe, mantendo-se os dois no entanto em simultâneo, o que fazia com que existisse grande variedade de pesos e medidas.

Nos primeiros tempos da nacionalidade haviam inúmeros pesos e medidas que diferiam de região para região. D. Afonso IV foi o primeiro a tentar uniformizar as medidas do reino. No entanto, até ao século XIX vários sistemas métricos foram usados em Portugal, cruzando influências romanas, árabes e europeias. Com a publicação a “13 de Dezembro de 1852 do decreto com força de lei que estabeleceu em Portugal o sistema legal de pesos e medidas adoptado em França”(1) passamos a reger-nos pelo sistema métrico decimal.

Associada aos pesos e medidas, surgiu em Portugal, a profissão de aferidor de pesos e medidas afim de fiscalização e controlo metrológico. A aferição é uma profissão pouco visível, mas bastante presente no nosso quotidiano. É graças a essas medições que temos a certeza de que não estamos a ser enganados nas trocas comerciais.

Em Portugal “em 29 de Dezembro de 1860, foi decretado o serviço de aferição nos concelhos do país e em 7 de Março de 1861, o respectivo Regulamento confirmado pelo decreto de 1 de Julho de 1911.”(2)

A profissão de aferidor requer todo um universo de saberes, procedimentos, instrumentos e medidas padrão. Hoje em dia, devido à evolução tecnológica, não existem em todos os municípios aferidor, no entanto até à década de 90 do século passado em quase todos os municípios havia uma aferidor Municipal encarregue de aferir e conferir todos os instrumentos de pesar e medir existentes no Concelho.

Os aferidores de pesos e medidas eram nomeados pelas Câmaras Municipais. Estes tinham como função aprovar ou reprovar os instrumentos de precisão e trabalhavam tanto na oficina como faziam serviços externos. As medidas e os instrumentos de medição tinham que ser aferidos e conferidos todos os anos.

No concelho de Avis “a aferição de todos os instrumentos de pesar e medir será feita normalmente nos meses de Maio a Julho, e a conferição nos meses de Novembro e Dezembro de cada ano, podendo uma e outra prolongar-se por um mês para as povoações fora da sede de concelho”.(3)

Em Avis, os primeiros registos encontrados até à data, que mencionam a existência de um aferidor municipal de pesos e medidas remontam a 1928, tendo esta profissão existido no Concelho até ao final da década de 80 do século XX .

1) In “ Padrões Prototipos Systema Metrico Decimal”
2) In Manual do Aferidor – António Miguel, 1950
3) In Artigo 19 - Câmara Municipal do Concelho de Avis - Posturas sobre pesos e medidas de 1952.

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.Exposição Permanente

Memórias de outros tempos

Memórias de outros tempos é uma exposição temporária de longa duração que, através de três pequenos núcleos expositivos, pretende levar o visitante a recuar alguns anos atrás e viver ou reviver o que foram as vivências de grande parte do Alentejo no que diz respeito ao trabalho do campo e á típica habitação Alentejana.
Esta exposição é ainda composta por um pequeno núcleo dedicado à marcenaria. Este núcleo resulta da última grande doação feita ao Museu por parte do Mestre Marceneiro Artur Azedo.

O Trabalho Agrícola

Os campos cultivados e os trabalhos agrícolas marcaram profundamente a História Local. Durante anos a população viveu quase exclusivamente da agricultura.

Neste concelho, profundamente rural, os recursos económicos assentavam de uma maneira geral na produção e comércio de cereais, azeite e cortiça e na criação de gado.

O árduo trabalho do campo estabelecia o ritmo da vida local, onde as jornas de trabalho tinham como companheiro o sol que ditava o ritmo da lida.

O ciclo do trabalho da terra, sementeiras, monda, ceifa, colheita e debulha ocupava as populações durante todo o ano. Havendo mesmo a necessidade de contratar pessoas de outras localidades pois, a mão de obra local não bastava para certo tipo de actividade como é o caso da ceifa.

Em Portugal o desenvolvimento da agricultora deu-se somente a partir do final da década de 40 do século XX. No entanto, até bastante tarde as alfaias agrícolas tradicionais foram utilizadas, sobretudo nas pequenas explorações familiares.

As alfaias agrícolas tradicionais eram geralmente feitas localmente e adaptadas a cada trabalhador. O caso das enxadas é disso exemplo, os seus cabos eram adaptados à altura da pessoa.

Nos últimos 30 anos, a agricultura perdeu peso na economia e na sociedade, mas foi sem sombra de dúvida, uma das actividades que mais marcou o povo Português durante gerações.

Este decréscimo ficou a dever-se por um lado ao aparecimento de máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas e por outro, devido a importação de produtos do estrangeiro.

A Habitação Alentejana
O povoamento no Alentejo tem uma característica muito particular que se prende, desde logo, com os inícios da nacionalidade e o período da reconquista cristã.

A região do sul do país não era povoada, o que levou os nossos reis a doarem grandes domínios a nobres ou a grandes ordens religiosas, como foi o caso da região onde se situa hoje Avis, que por volta de 1211 foi doada por D. Afonso II aos Freires de Évora. Tendo esta Ordem, anos mais tarde, dado origem à extinta Ordem de São Bento de Avis.

As populações viviam nos aglomerados urbanos (vilas ou aldeias) ou dispersas nos montes.

No que se refere à habitação tipicamente Alentejana, ela é constituída apenas por um piso térreo. As casas nas zonas rurais de piso térreo, têm poucas janelas e dimensões reduzidas. No entanto, as casas das aldeias devido a questões de espaço podem ter dois ou mais pisos. Nestas casas, devido à dimensão da fachada não existem janelas, apenas uma porta com um postigo.

As casas eram rebocadas e caiadas no interior e exterior, de branco ou com cores vivas.

A divisão principal da casa é a cozinha que funcionava ao mesmo tempo como sala de estar e de trabalho. Uma das principais características deste tipo de construção é a enorme chaminé de chão, onde as pessoas cozinhavam e se aqueciam. As cozinhas possuíam nichos, poiais e prateleiras bem como mobília simples (cadeiras de madeira com assentos de palha entrançados bancos, mesas, arca).

No que se refere aos montes, tão característicos na região e dispersos pela paisagem. Estes podem, segundo Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano “ser casas solarengas; às vezes com dois ou três andares, com terreiro e pátio murado, até casas térreas mais ou menos modestas e pequenas, ajustadas às necessidades das lavouras respectivas, ou apenas para habitação de ganadeiros, guardas ou pastores.”(1)

Podemos assim dizer, e de um modo geral, que uma das características principais da arquitectura tradicional no Alentejo é a chaminé de chão na cozinha.

(1) - OLIVEIRA, Ernesto Veiga de ; GALHANO Fernando - Arquitectura Tradicional Portuguesa; Publicações Dom Quixote; Lisboa; 2000

O Marceneiro
Alterações sociais e económicas promoveram o desaparecimento de muitos marceneiros. De facto, actualmente, a maioria dos móveis são feitos em série e quando estes se estragam deitam-se fora e adquirem-se outros.

O marceneiro emprega grande número de ferramentas que se podem dividir em cinco grandes grupos que se prendem com a sua função: medir e marcar; cortar; perfilar e polir; perfurar e percutir e extrair. Possui ainda inúmeros acessórios e produtos para diversos fins.

No grupo das ferramentas de medir e marcar existem o metro, a régua, o compasso, o graminho e a suta. Nas ferramentas de corte, os serrotes, as serras, os formões, o guilherme e o corteché. A lima, a lixa, a grosa e o raspador pertencem à categoria de perfilar e polir. O berbequim manual, o arco de pua e a verruma integram o grupo das ferramentas de perfurar. O martelo e o alicate estão incluídos nas ferramentas de percussão e extracção.

Um bom marceneiro tem que conhecer todas estas ferramentas que estão ao seu alcance e possuir boas bases de desenho à vista e geométrico. Um trabalho de marcenaria começa por marcar, traçar e serrar a madeira.

Para além da tarefa de executar novas peças, o marceneiro também restaurava aquelas que se iam deteriorando com o uso e a passagem do tempo.


 
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Concelho de Barrancos
Barrancos é uma vila portuguesa raiana no distrito de Beja, região Alentejo e subregião do Baixo Alentejo, com cerca de 1 900 habitantes (2001).

É sede de um município com 168,43 km² de área e 1 924 habitantes (2001). O município é limitado a norte e a leste pelos municípios espanhóis de Oliva de la Frontera e Valencia del Mombuey (província de Badajoz) e de Encinasola (província de Huelva), a sul e oeste pelo município de Moura e a noroeste pelo município de Mourão.

Barrancos é um dos cinco municípios de Portugal constituídos por uma única freguesia. Dista 110 km da sede do distrito de Beja e o mesmo da cidade de Évora.

Possui grandes ligações culturais com Espanha, uma vez que a povoação de Encinasola dista de Barrancos apenas 9 km, ao passo que a localidade portuguesa mais próxima (Santo Aleixo da Restauração), se situa a 21 km. As manifestações mais visíveis deste parentesco cultural são o dialecto aí falado (e actualmente leccionado na escola local), o barranquenho, e na sobrevivência da tourada com touros de morte, até aos nossos dias, cuja excepção foi consagrada na lei em 2002.

O facto de confinar com a fronteira espanhola levou ainda ao desenvolvimento, até finais da década de 70 do século XX, de uma intensa actividade de contrabando na vila.

Breve Descrição Histórica

Historicamente, o território que hoje ocupa o concelho de Barrancos foi ocupado por diferentes civilizações, desde o calcolítico, sendo ocupado depois pelos romanos, visigodos e posteriormente conquistado aos Mouros em 1167, por Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador.
Após processo de conquista, D. Sancho I ordena o seu repovoamento em 1200. Por essa época, a sede de concelho situava-se na Vila de Noudar (dentro da fortaleza do Castelo do mesmo nome).

Em 1295 é concedido foral por D. Dinis à Vila de Noudar, altura em que seria definitivamente incorporada no Reino de Portugal.

A Vila de Noudar, permanece estável durante cerca de 500 anos após a concessão de foral, no entanto, em 1825 inicia-se um lento processo de despovoamento devido à perda da sua importância estratégica e militar o que permitiria a transição da sede de município para a actual vila de Barrancos, assistindo-se ao desaparecimento gradual da sua população.

Barrancos, resulta então, de uma transferência de população e poder municipal da antiga Vila Noudar, tendo cumprido recentemente um século de Restauração do Município de Barrancos em 1998, fruto de uma Reforma Administrativa onde foi incorporado no concelho de Moura de 1896 a 1898.




Barrancos

Localização Geográfica

Com uma área de 168 Km2 e uma população de 2000 habitantes concentrada na vila que lhe dá nome, o concelho de Barrancos está situado no Distrito de Beja.

As suas fronteiras são delimitadas a Sul e Oeste pelo Município de Moura; a Norte pelo Município de Mourão e pela província espanhola da Estremadura; a Este pela província espanhola da Andaluzia.

A vila de Barrancos, única localidade do Município dista 21 Kms de Santo Aleixo da Restauração (Moura), a povoação portuguesa mais próxima, Amaraleja e Safara, estão a aproximadamente 26 Kms, Moura a 50 Kms e a sede de distrito, Beja, a cerca de 110 Kms. Lisboa, a capital fica a cerca de 250 Kms.

Atravessando a fronteira, a povoação Espanhola mais próxima, Encinasola, está a 9 Kms. Oliva de la Frontera a 29 Kms, Fregenal de la Sierra a 32 e Zafra a 72, são algumas das localidades espanholas cuja relação com a população de Barrancos é mais intensa.
 
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Concelho de Beja
Locais de interesses turistico

Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja/Igreja de Santo Amaro
Monumento Nacional
Localiza-se próximo do castelo mas na zona extra-muros. Trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação remonta à Alta Idade Média. Apesar de ter sofrido diversas alterações ao longo dos séculos conserva ainda parte da nave central.
Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos constitui o mais importante conjunto conhecido no território nacional. A sua existência justificou a classificação da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal.

Castelo de Beja

Monumento Nacional
A sua reconstrução iniciou-se durante o reinado de D. Afonso III, a torre contudo seria terminada no reinado de D. Diniz. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em três andares, cujas salas são decoradas. Na sua parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela de ferradura de tradição mudejar e um balcão circundado de matacães.

Salienta-se a particularidade desta torre ser construída em mármore.

Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da Conceição

Monumento Nacional (apenas a Igreja)

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites, pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país.

Nos finais do século XIX e inícios do século XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja, o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes.

Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia.

Consulte a página oficial do Museu Regional de Beja

Igreja da Misericórdia
Monumento Nacional
A Igreja da Misericórdia foi construída no séc. XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura renascentista de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia da cidade de Florença, sobressai a sua colunata sobre planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues, contudo o seu impacto foi tão forte que rapidamente se considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se rapidamente o edifício a igreja.
O seu mecenas foi o Infante D. Luís, terceiro Duque de Beja, que continuaria a obra de seus ancestrais, enobrecendo a cidade de Beja e dotando-a de importantes espaços.

Convento de S. Francisco
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos)
Situado fora das Muralhas, junto à antiga via que ligava Beja a Mértola, foi fundado no século XIII. Sofreu profundas alterações sobretudo no século XVIII, que praticamente lhe imprimiram o seu aspecto actual. De destacar a singularidade da Capela sua dos Túmulos, a Cisterna, as pinturas da Sala do Capítulo e o Coro Alto
Actualmente faz parte da rede da ENATUR - Pousadas de Portugal.
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos).

Colégio dos Jesuítas
Quem entra na cidade de Beja proveniente de Serpa, rapidamente observa este enorme edifício que marca a malha urbana.
Iniciaram-se as obras deste colégio no século XVII, mas, em 1759, a ordem jesuíta seria expulsa de Portugal, interrompendo-se a sua construção. Em 1770, por ordem do rei D. José, seria reinstaurado o bispado de Beja, sendo nomeado para este cargo D. Frei Manuel do Cenáculo. Em 1777 recomeçam as obras no sentido de recuperar o conjunto para Paço Episcopal. Com a chegada do novo bispo formou-se um dos mais importantes círculos intelectuais do sul do país. Entre outras actividades por ele desenvolvidas, destaca-se a recolha de uma extraordinária colecção de arqueologia, integrando actualmente alguns dos deus exemplares o acervo do Museu Regional de Beja.
Actualmente funcionam ali o Quartel da Guarda Nacional Republicana e a Universidade Moderna.
Arco Romano/ "Portas de Évora"

Monumento Nacional
O arco romano encontra-se anexado ao Castelo. Trata-se do único exemplo existente que testemunha a aplicação do modelo de cidade ideal romana, e que consistia na intersecção de duas vias principais orientadas no sentido Oeste - Este e no sentido Norte - Sul. A aplicação deste sistema resultava num espaço urbano geometricamente organizado. As Portas de Évora inseriam-se no eixo Oeste- Este.

Janela Manuelina
A janela manuelina da Rua Afonso Costa (ou Rua das Lojas) trata-se de um dos melhores exemplos deste estilo existente em Beja. A janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que, infelizmente, foi destruído, sendo posteriormente colocada na actual casa.

Hospital da Misericórdia/ Hospital de Nossa Senhora da Piedade
Monumento Nacional
Mandado construir pelo rei D. Manuel, foi um dos primeiros hospitais de estilo manuelino a ser construído em Portugal. Posteriormente, passaria para a Santa Casa da Misericórdia.
Destacam-se a fabulosa enfermaria decorada com arcos em ogiva, o claustro, a capela e a pequena farmácia.
Actualmente funciona como Instituto Superior de Serviço Social.

Igreja de Santa Maria
Imóvel de Interesse Público
É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns autores, terá funcionado primitivamente como mesquita. Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano. Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e a "Árvore da Vida", representada numa capela lateral.

Janela de Mariana Alcoforado

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.

"Passo" da rua da Ancha
Na rua da Ancha pode ver o altar que aí existe, constituído por uma mesa de altar, espaço reservado à pintura dos Passos e frontão encimado de cruz.
Trata-se de um "Passo" feito por António Nobre em 1675, retratando um dos episódios da Paixão de Cristo desde a condenação até à morte no Calvário.
Estes "Passos" ou pequeninas capelas serviam de local culto para os católicos que percorriam a via sacra, nove "Passos", como símbolo do sofrimento de Jesus.


Pelourinho de Beja

O pelourinho terá sido mandado construir por D. Manuel após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521. À semelhança de outras obras régias da época, também neste pelourinho figuram os emblemas deste monarca, esfera armilar e cruz de Cristo em ferro. Após um percuso atribulado o pelourinho foi reconstruído no século XX segundo o modelo original.
Local: Praça da República

Ermida de Santo Estevão
Trata-se de uma das ermidas mais antigas de Beja, tendo sido fundada em finais do século XIII para jazigo do cavaleiro Estêvão Vasques. Em 1915 foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Beja, tendo acabado por funcionar como celeiro. Em 1940 foi restaurado e reabriu ao culto. É uma capela de uma nave e capela-mor, totalmente abobadada, característica do gótico da época de D. Dinis, com notória influência franco-borgonhesa. No período barroco a fachada principal foi enriquecida e, no início do século XX foram introduzidos diversos elementos de carácter neo-gótico, nomeadamente, mobiliário.
Local: Largo dos Prazeres

Igreja de Nª Srª dos Prazeres
Capela datada de 1672 composta por dois corpos distintos. A fachada simples não denuncia a riqueza artística do seu interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos com grande beleza, composto por painéis historiados de 1698 da autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Local:Largo dos Prazeres

Arco dos Prazeres
Arco que se abriu em tempo indeterminado, mas posterior ao século XVI, constituído por arco pleno, duplas molduras, alterada em tempos recentes na base para facilidade de movimento rodoviário e que foi salvo da destruição pelo poeta Mário Beirão.
Local: Rua do Arco dos Prazeres

Janela de Rótulas
Janela setecentista em madeira, designada como janela de rótulas ou de reixa.
Local: Rua do Ulmo

 
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Concelho de Benavente
Locais de interesse
Parque Ribeirinho de Benavente
Inaugurado a 6 de Novembro de 2004, o Parque Ribeirinho de Benavente é um espaço de excelência para o lazer. Com uma vasta área verde propícia para caminhadas ou passeios de bicicleta ao longo das margens do rio Sorraia, está também ligado por um circuito pedonal ao Caís da Vala Nova e Parque de Merendas, através de uma ponte por cima das águas do rio, e ao Complexo Desportivo e de Lazer dos Camarinhais.

Na Vala Nova, o cais permite atracar pequenas embarcações, sendo por isso uma mais valia para quem gosta de desportos náuticos. Para passar o dia, desfrute das condições do Parque de Merendas. Com mesas e bancos em pedra, é só escolher a sombra que mais lhe agradar. Na zona mais próxima do "Calvário", o espaço existente permite a realização de várias actividades ao ar livre promovidas por várias entidades, bem como eventos de cariz regional ou nacional que possam motivar os interesses da população. Possibilita ainda a realização de espectáculos taurinos, nomeadamente a Picaria. A envolvência de toda esta zona de lazer com a vila, faz com que este seja um local muito "requisitado" pela população para um pequeno passeio matinal ou de fim de tarde. É por isso de extrema importância preservar o Parque Ribeirinho de Benavente, para que seja possível continuar a usufruir em pleno desta aprazível área.


Património Arquitectónico

O território do concelho de Benavente, de características tipicamente ribatejanas, apresenta uma biodiversidade muito elevada e uma notável diversidade paisagística. A riqueza ambiental é uma característica que nos distingue e nos envaidece, tal como o património histórico, desde a pequena ermida de São Brás, na Barrosa, a Fonte do Concelho de Samora Correia datada de 1758, a Igreja Matriz inaugurada em 1721 ou o Palácio do Infantado, um dos edifícios mais emblemáticos da vila de Samora. Em Benavente, salienta-se o pelourinho que foi erigido em 1516, o Convento de Jenicó mandado construir por D.Luís, o edifico da Câmara Municipal, com a sua majestosa torre metálica, ou o Museu Municipal instalado num palacete do Séc. XVIII. Nesta nota introdutória, resta fazer uma menção ao terramoto de 1909, que destruiu parcialmente muitos edifícios importantes deste concelho, sendo que, posteriormente, sofreram obras de restauro.


Território e Ambiente
O território do concelho de Benavente situa-se no domínio ecológico sub-mediterrânico, numa zona de mosaico de montado e campina, e de terrenos alúvio-mediterrânicos de natureza hidromórfica, com características naturais de pauis e sapais, em parte empregues na orizicultura ou noutras culturas de regadio mediterrânico.


Parque Ribeirinho de Samora Correia
obra que está concluída e ao dispor da população, contempla uma vasta área verde, excelente para caminhadas ao longo das margens do rio, um jardim, um parque infantil e um bar com esplanada...


Património Arqueológico
A Atalaia de Belmonte integrava, em pleno século XII, o termo de Palmela, representando o seu ponto estratégico mais avançado a Noroeste e definindo os limites com Coruche, (para substituir)...


Pontos de Interesse Turístico
Entre Tejo e Alentejo, junto à grande Lezíria Ribatejana fica o concelho de Benavente, orgulhoso das suas famosas ganadarias de reconhecido valor em todo o país, e da figura...



 
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Concelho de Borba
Borba é um dos concelhos do Distrito de Évora, situado em pleno interior alentejano, no chamado coração da Zona dos Mármores, próximo da fronteira com Espanha, fazendo fronteira com o distrito de Portalegre, com Vila Viçosa, Redondo e Estremoz.

Borba compreende um conjunto de actividades económicas bastante diversificadas e ímpares na região e no Alentejo. O principal motor de desenvolvimento é a extracção e transformação de mármore. Esta actividade origina uma paisagem única, contrastando as crateras profundas de onde se extrai o denominado “ouro branco” com as enormes escombreiras onde são depositados os excedentes. O nome Borba está também associado à excelência dos vinhos produzidos no concelho pelas diversas unidades vitivinícolas, evidenciada nas medalhas obtidas nos concursos nacionais e internacionais do sector. Um bom vinho, branco ou tinto, é sempre motivo para degustar os saborosos queijos produzidos em Rio de Moinhos, cuja maneira de se tratar e curar lhes dá uma intensidade de sabor que aguça irremediavelmente o apetite, que aumenta ao acompanhar o tradicional pão de Borba, produzido com ensinamentos e saberes de longa data, que foram passando de geração em geração, perpetuando a sua genuinidade até aos dias de hoje. Fruto das dificuldades económicas verificadas em determinadas épocas da nossa história, as populações foram forçadas a recorrer a novos produtos para garantirem a sua alimentação, tornando a gastronomia local bastante rica em plantas e ervas aromáticas que tornam o seu paladar bastante apreciado e procurado, aprimorada pelo azeite que se extrai dos vastos olivais que complementam a paisagem do concelho, em contraste com as pedreiras e vinhas. A par, os enchidos são também bastante afamados não só pela tradição como pela sua qualidade, sendo cada vez mais procurados pela sua genuinidade.
Borba evidencia-se ainda pelo vasto e rico património histórico que convidam à descoberta e ao reencontro com a história, apelando a uma visita mais atenta e demorada. A meia dúzia de quilómetros surge-nos da peneplanície alentejana a Serra d’Ossa, lugar aprazível e que merece também uma visita demorada, para a qual dão uma resposta de
permanência, a qualidade de pernoita, numa série de residenciais e unidades de turismo rural, de aldeia ou habitação.
Fácil é chegar. Difícil é partir, pelo bem que se é recebido e pela qualidade encontrada nas gentes e nos produtos, e na certeza de que há sempre algo mais importante para descobrir.
 
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Concelho de Campo Maior
Campo Maior é uma vila que possui uma enorme beleza e um rico e vasto património, histórico, arquitectónico, etnográfico... Assim, a Câmara Municipal de Campo Maior, em articulação com o seu Posto de turismo, gostaria de partilhar toda esta riqueza convosco, através de visitas guiadas pelas riquezas do Nosso Belo Concelho.
Propômos-lhe alguns itinerários de visita aos principais pontos de interesse da Vila de Campo Maior, podendo-se sempre realizar um itinerário à medida, consoante os vossos objectivos e locais de maior interesse.
Assim, se desejarem realizar futuras visitas ao nosso concelho, teremos todo o gosto em vos receber, disponibilzando os técnicos ao serviço da Autarquia para vos acompanhar durante todo o itinerário definido.
A marcação das visitas deverá ser realizada através do Posto de Turismo, disponibilizando-nos ainda para prestar todos os esclarecimentos necessários acerca deste assunto.
Para tal, pode ser usado o telefone 268689413 ou o email [email protected]

Lagar Museu do Palácio Visconde d'Olivã
Inaugurado em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio Visconde d’Olivã é o mais recente espaço museológico de Campo Maior.
Inteiramente dedicado à olivicultura, uma das actividades agrícolas mais importantes do concelho, o museu está instalado no antigo lagar de azeite do Palácio do Visconde d’Olivã, um edifício de inestimável valor patrimonial e histórico, que a Autarquia tem vindo a recuperar.
Estruturado para funcionar como um espaço único, o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma sala multimédia, à zona de etnografia e à de exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes tradições nesta área, é o principal objectivo do Lagar-Museu.
Por outro lado, ao criar este espaço, a Câmara Municipal de Campo Maior teve a preocupação de lhe imprimir uma forte componente pedagógica, de forma a poder transmitir ao público todo o processo que vai desde o cuidar do olival e a apanha da azeitona, até à sua transformação final em azeite.
ENTRADA GRATUITA

 
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Concelho de Cartaxo

Locais de interesse


Quinta do Gaio de Baixo
, situada a 50 quilómetros de Lisboa e a 2 quilómetros do Cartaxo, pertence à família Santos Lima desde 1873, quando o então Comendador Paulino da Cunha e Silva a comprou e a doou como dote a sua filha, D. Maria de Avelar e Silva, de quem o actual proprietário, Pedro dos Santos Lima é neto.
Esta Quinta conta com 300 hectares e teve sempre uma função agrícola, possuindo actualmente uma afamada ganadaria.
Desde 1991, iniciou-se a actividade turística, potencial descoberto através de um casamento da segunda filha do actual proprietário, Pedro dos Santos Lima.
Actualmente, a Quinta do Gaio de Baixo destaca-se pela formação de Outdoor, “Team Building”; actividades com gado bravo (safaris fotográficos, corridas de touros, vacadas, jogos vários); realização de casamentos; baptizados e festas.
Visite o site http://www.quintagaio.com


Roteiros
Conheça o Concelho do Cartaxo


PROGRAMA DE MEIO DIA DE VISITA AO CONCELHO DO CARTAXO

Circuito do Património

CARTAXO
Igreja São João Baptista (Séc. XIV – séc. XVII); Cruzeiro Manuelino (M.N. – séc. XVI); Museu Rural e do Vinho

VALE DA PINTA
Igreja de São Bartolomeu (séc. XIV – séc.XVI); Poço de São Bartolomeu (séc. XII)

EREIRA
Igreja Matriz (séc. XVI); Núcleo Museu Rural e do Vinho

LAPA
Moinho de Vento

PONTÉVEL
Igreja Nª Srª Purificação (I.I.P.,séc. XVII); Ponte Romana

VALADA
Zona ribeirinha: Praia fluvial e aldeia da Palhota

VILA CHÃ OURIQUE
Palácio Chavões (I.I.P., séc. XVI); Monumento à Batalha de Ourique (1932); Igreja Matriz (séc. XVIII); Quinta da Fonte Bela; Quinta da Amoreira

Circuito “Cartaxo, Capital do Vinho”

CARTAXO
Quinta do Gaio de Baixo: Welcome drink + Passeio aos toiros bravos em tractor / Exibição de jogos de cabrestos com campinos

Contacto: D. Pedro Santos Lima

Telef.: 243.770943

e-mail: [email protected]

Museu Rural e do Vinho

Telefone: 243701257
Fax: 243702641


Encerra às segundas-feiras

Horário:
De terça a sexta-feira: 10.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h


Sábados, Domingos e Feriados: 9.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h

VALADA
Zona ribeirinha (desportos náuticos); aldeia avieira da Palhota

VILA CHÃ OURIQUE
Quinta da Fonte Bela
Telef.: 243.700720

Fax: 243.700729

Horário: Terça a Sexta: 10h00-13h00; 14h00-17h00
Sábados e Domingos: 10h00-13h00; 14h00-17h00

Quinta da Amoreira
Telef.: 243.789055
Fax: 243.789055

Horário: Dias úteis: 10h00-12h30; 14h00-18h00
Sábado: 10h00-13h00


Igreja Matriz de Cartaxo - Cartaxo

Reconstrução do século XVII e nada possui sob o ponto de vista da arquitectura.

É a igreja matriz da freguesia do Cartaxo cujo orago é São João Baptista.

Uma lápide na fronteira lembra a data da sua consagração, em 31 de Agosto de 1522, por D. Ambrósio Pereira Brandão, bispo de Ressiona.

No interior, decobre-se a ampla nave única. O tecto, de madeira, desdobra-se em três planos.

As paredes da capela nova são revestidas com silhares de azulejo do género azul e branco, figurados com cenas da vida de S. João Baptista.
O Altar-mór tem talha dourada.

Todo o conjunto data do séc. XVIII.

Ao lado da Igreja, existe um cruzeiro coberto com alpendre de madeira que data do 1º quartel do séc. XVI.


Cruzeiro do Senhor dos Aflitos - Cartaxo


Monumento Nacional, com a imagem do Senhor dos Aflitos crucificado, escultura em pedra, obra de grande valor artístico, não só pela perfeição dos seus rendilhados, como pela nitidez das figuras que os ornatos são feitos de uma só pedra. Pertencente ao extinto Convento da Ordem de S. Francisco de onde veio, sendo colocada em frente à Igreja Matriz, onde permaneceu até 1869, data em que foi transferido para o lado da já referida igreja e onde se mantém até aos dias de hoje.

 
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Concelho de Castelo de Vide

Monumentos


Antigos Paços do Concelho
É uma casa do séc XV, conhecida por Casa da Câmara. Está situada dentro do recinto do Burgo Medieval. Esta casa é de uma grande simplicidade, a entrada faz-se por uma pequena escada exterior em granito, tem uma só janela e está assente sobre um arco ogival com aparelhagem de granito talhado.


Castelo
Feitas e desfeitas as fortificações medievais ao longo do séc. XIII, ao sabor dos interesses senhoriais que quase sempre, brigavam com os interesses da coroa e também com os da população, que preferia ter como senhor o longínquo rei, levanta-se definitivamente o castelo, por iniciativa de D. Dinis, concluindo-se já no reinado de seu filho, Afonso IV, em 1327. Foi assim que Vide passou a Castelo de Vide. O castelo situa-se no canto S das fortificações medievais, que integram o primitivo burgo, constituindo as suas muralhas o prolongamento das da cerca urbana.
Os muros desenham um polígono ligeiramente trapezoidal que apresenta a Torre de Menagem, de secção rectangular, no ângulo S, e, no tramo NO um cubelo que flanqueava o ângulo N do primitivo pátio.
Desaparecida a antiga muralha do tramo NE do pátio, a que agora o conforma por esse lado corresponde à da antiga barbacã nesse sector, apresentado ainda o poço que aparece desenhado na planta de Duarte D´Armas. Entre este poço e o cubelo que lhe está adjacente, abre-se a antiga porta, de arco quebrado, a dar para a antiga barbacã desse lado, entretanto desaparecida.
A entrada para o castelo faz-se pelo tramo SE, com barbacã, através de porta em arco quebrado que dá acesso a um túnel que desemboca no pátio.

A Torre de Menagem, maciça até ao nível do adarve, apresenta uma sala de planta octogonal com aljube cilíndrico descentrado, grandes janelas rectangulares e oito pilares, com base e capitel, de que arrancam as nervuras, de secção rectangular chanfrada, que fecham o tecto em arcos redondos.
A cerca urbana desenha um polígono grosseiramente pentagonal com inflexões da muralha na zona O. As Portas da Vila, desalinhadas e em arcos quebrados, situam-se a SE, dando acesso à Rua Direita. Esta atravessa o velho burgo para sair no tramo oposto pelas Portas de São Pedro, também desalinhadas mas em arcos redondos. Uma rua perpendicular a esta dá acesso a duas portas secundárias, com arcos redondos, que se encontram emparedadas nos tramos SO e NE; este último tramo é flanqueado por dois cubelos. Os materias básicos visíveis, empregues em todas as fortificações, são a pedra (quartzito e granito), o tijolo, a argamassa de cal e a terra.
A Torre de Menagem apresentou-se esventrada durante muitos anos em resultado da explosão que a mutilou no ano de 1705, quando os espanhóis a ocuparam. Mais tarde com o terramoto de 1755 voltou a sofrer danos.
Após várias intervenções, as obras de reconstrução da torre, foram dadas como concluídas em 1978.
Está protegido como Monumento Nacional desde o Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.



Edifício dos Paços do Concelho
Edifício do séc. XVII. As suas obras iniciaram-se em 1569 e concluíram-se em 1692. A torre do relógio foi construída um pouco mais tarde, em 1721.
Num estilo similar ao do solar minhoto, este edifício tem duas escadarias e janelas de sacada no andar superior. O acesso ao seu interior é feito lateralmente por dois arcos de berço, sendo as portas em ferro forjado. Já no átrio no lintel da porta de entrada encontramos as armas de Portugal. O Salão Nobre foi restaurado pelo Mestre Ventura Porfírio. Tem duas pinturas murais: uma representa uma paisagem bucólica da vila, a outra é representativa da II Guerra Mundial onde figura a pintura “O Grito” de Münch. No tecto encontramos a representação das quatro freguesias castelovidenses.
No Salão Nobre também se encontram expostas as “varas de mando” utilizadas pelos antigos vereadores.



Casa de Matos
Esta casa foi onde o Rei Lavrador, em 1282, recebeu os embaixadores de Aragão, que vieram ratificar o contracto de casamento de El-Rei D. Dinis com a princesa aragonesa D. Isabel.
Fica situada dentro do burgo medieval, na Rua Direita do castelo.


Estátua de D. Pedro V
Está erguida sobre um alvíssimo pedestal a estátua de D. Pedro V, destinada a assinalar a visita que o Rei fizera a Castelo de Vide, no dia 7 de Outubro de 1861, cerca de um mês antes de morrer, perpetuando deste modo a memória de um rei que apelidou Castelo de Vide de "Sintra do Alentejo". O monarca fora recebido na região com provas de grande estima por parte da população, e a notícia do seu falecimento causou grande consternação.
A iniciativa levou algum tempo a concretizar-se. Em 1863, Victor Bastos foi contratado para a construção da estátua, que somente foi concluída em 1866. É em mármore de Estremoz e foi obra do artista Manuel das Dores. Foi inaugurada em 29 de Setembro de 1873. Situa-se no centro Praça D. Pedro V.


Forte de S. Roque
O Forte de S. Roque é um exemplo de arquitectura militar moderna abaluartada, constituído por quatro baluartes dispostos nos vértices de polígono interno que forma um rectângulo com porta de acesso a NW.
Foi mandado edificar por Manuel Azevedo Fortes entre 1705-1710, governador da Praça de Castelo de Vide.
Esta construção é feita em alvenaria de pedra à fiada com argamassa de cal, escarpada do lado exterior e com terraplenos do lado interior. Os baluartes são pontiagudos com guaritas em tijolo maciço e rebocadas. Os materiais usados são: a pedra (granito), tijolo, cal, cal hidráulica, areia e terra. O Forte de S. Roque, assim como toda a fortificação de Castelo de Vide foram alvo de várias intervenções, a última das quais em 2002.


Judiaria
Leis decretadas por alguns monarcas lusitanos no sentido de se criarem "Ghettos" próprios, onde só vivessem judeus, levou ao aparecimento de bairros, igualmente conhecidos pelo nome de "Judiarias".
Foi no séc XIV, que D. Pedro I aforava a Mestre Lourenço seu físico, provalmente judeu, uma terra em Castelo de Vide, sendo vários os documentos datados do século XV que testemunham a existência da comunidade judaica da vila.
Em Castelo de Vide a Judiaria desenvolveu-se na encosta da vila virada a nascente. Ainda que estabelecido numa das zonas mais acidentadas, o bairro era atravessado por um eixo fundamental de comunicação do castelo com o exterior e vice-versa. Da presença judaica em Castelo de Vide restam alguns testemunhos materiais em que assume especial relevância o edifício onde se julga ter funcionado a Sinagoga Medieval. Outros edifícios da Rua da Judiaria, da Rua da Fonte ou da Ruinha da Judiaria mostram ainda o que resta da tradição milenar judaica de marcar a sua fé nas ombreiras das portas.
O estabelecimento da Inquisição e a publicação do Édito de Expulsão dos judeus dos reinos de Espanha por Fernando e Isabel, os reis católicos, contribuíram para o crescimento da judiaria de Castelo de Vide que mantém na toponímia das suas ruas o testemunho da presença judaica, mas também o da perseguição do Santo Ofício aos cristão-novos.




Monumento a Salgueiro Maia
Data de 1994 o monumento de homenagem ao Cap. Salgueiro Maia, aquando da comemoração dos 20 anos do 25 de Abril.
Quiseram os parlamentares socialistas que essa homenagem ficasse perpetuada com o descerramento de um monumento evocativo porque as palavras por muito bonitas e eloquentes ouvem-se e esquecem-se, mas as pedras permanecem através dos séculos.
Escolheu o Grupo Parlamentar a escultora Clara Menéres, para elaborar a peça escultórica, tendo sido escolhido o mármore branco não só para contrastar com a cor escura das muralhas do castelo, mas também para simbolizar a delicadeza e a firmeza de Salgueiro Maia. Presidia à Câmara Municipal o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário.
Este monumento encontra-se encastrado na muralha do lado esquerdo à entrada do castelo.

Monumento de homenagem a Mouzinho da Silveira
Data de 28 de Dezembro de 1980 o monumento de homenagem do Município a Mouzinho da Silveira, ilustre estadista e filho de Castelo de Vide. Trata-se de um padrão comemorativo do bicentenário do seu nascimento (1780-1980). De autoria do escultor Fernando Fonseca, colocado num pedestal de rocha tosca da região, ladeado por uma giesta, que evidência a sua simplicidade e apego à terra natal, segundo proposta de Mestre Ventura Porfírio e do Arquitecto João Lino. Presidia à edilidade, Carolino Pina Tapadejo.
Este monumento encontra-se no Jardim Gonçalo Eanes de Abreu, mais conhecido por "Jardim Pequeno".


Portas Medievais
As portas medievais encontram-se em quase todas as ruas da fortaleza e do arrabalde, sendo o maior número na Judiaria e Rua de Santa Maria. Se algumas são simples portas ogivais, sem qualquer decoração, muitas apresentam-se decoradas tanto ao nível das ogivas, como das impostas e ombreiras.
Como elementos decorativos são empregues as esferas, toros e caneluras, conjuntamente com arestas vivas e motivos vegetais. O peixe aparece numa única porta do séc. XVI (Rua Nova), mas também há estilizações do Sol e das estrelas (Penedo). A maioria dos arcos em ogiva pertence ao séc. XIV e XV e o seu número total de sessenta e três.

Igreja de Santa Maria da Devesa
Esta igreja é a Matriz. A sua construção teve início em 1789, no local onde existiria uma pequena capela, fundada em 1311 por Lourenço Pires e sua mulher. Concluí-se por volta de 1873. É um templo vastíssimo, porventura o maior do Alto Alentejo.

A igreja de Santa Maria da Devesa está situada no extremo Oeste da Praça D. Pedro V. O edifício orienta-se para Sul, serve-lhe de acesso um lanço de escadarias, deitando para um adro vedado por gradeamento de ferro, com pilastras de granito, o qual contorna todo o monumento pelo lado Sul.
Esta igreja é constituída por um conjunto de sete volumes: nave, capela-mor, transepto, duas torres sineiras e duas sacristias.
A nave é rectangular, todo o espaço interno está dividido em quatro tramos, separados por pilastras pintadas. O tecto é em abóbada de berço, também dividida em tramos por arcos torais. No primeiro tramo junto á entrada principal, ergue-se o coro, no sub-coro o tecto é em abóbada de arestas.
A capela-mor é rectangular, o tecto é em abóbada de berço que assenta sobre a cornija que é a continuação da nave e do transepto, nas paredes Este e Oeste, abre-se uma porta de acesso às sacristias. Na do lado Norte eleva-se o altar. Ao centro do qual rasga-se o vão de volta perfeita que contém a imagem de Jesus Crucificado. Está enquadrada entre quatro pilastras (duas de cada lado) pintadas, assentes sobre bases rectangulares e coroadas por capitéis decorados, onde assenta uma cornija que é a base de um frontão circular decorado e pintado em estilo barroco. O tecto é em abóbada de berço decorado.
A fachada principal é voltada a Sul e ladeada pelos corpos, de planta quadrada de duas torres sineiras, contendo cada uma quatro janelões de torres de volta perfeita, com sinos, separadas por pilastras formadas por blocos rectangulares de granito.
Ao centro abre-se a porta principal, o dintel é de granito decorado em estilo barroco, em arco abatido, coroado por cabeça de anjo com asas abertas, sobre uma pequena cornija. Ladeando a porta, erguem-se duas colunas de granito, de fuste canelado, que se eleva até à altura do dintel, onde termina com capitéis coríntios. Imediatamente acima da cornija abre-se uma porta com balaustrada de ferro. Todo este conjunto é coroado por uma espécie de brasão com decoração barroca.




Igreja de Santo Amaro

A ermida construiu-se nuns terrenos dos arrabaldes que desciam até à Fonte da Vila, no séc. XIV, hoje rua de Santo Amaro. Mais tarde passou para o domínio da Misericórdia de Castelo de Vide, a quem a Câmara, em 1534, concedeu o terreno maninho que existia à sua volta, para ali construir as casas para tratamento de enfermos necessitados. A data de 1777 que está inscrita na porta principal da igreja deve assinalar o ano em que a ermida sofreu largas e importantes obras que a tornaram na igreja anexa ao hospital da Misericórdia.
A actual igreja de Santo Amaro é uma verdadeira jóia única da pureza do barroco no Alto Alentejo.
Tudo neste templo é dignidade equilibrada cheia de grandeza. Todos os ornatos se integram neste todo. Muito proporcionada no seu conjunto: nave, altar-mor e sacristia é um dos mais bonitos templos de Castelo de Vide. Possui ainda no altar-mor preciosas imagens.

Igreja de São João
Esta igreja foi construída no séc. XIV, sem dúvida nenhuma, é esta uma das igrejas mais antigas de Castelo de Vide.
Sede de uma das freguesias da vila, sabe-se dela que pertenceu à Ordem de Malta e era Comenda das Freiras da mesma ordem de Estremoz que passam por ter sido as fundadoras da Igreja.
A Igreja de S. João está situada entre Largo C. Salgueiro Maia e o Largo João José Le Cocq.
È constituída por quatro volumes: nave, capela-mor, sacristia e torre sineira.
A nave é rectangular, o tecto é de madeira, de forma trapezoidal. A entrada principal comunica com a nave e faz-se por uma porta que está a um nível superior à plataforma exterior que se ergue a cerca de 5 m acima do nível da rua. A porta é formada por ombreiras e dintel rectos. Lateralmente enquadram-se duas pilastras que terminam em capitel sobre o qual assenta um álamo de que arranca em frontão interrompido. Acima do dintel duplo decorado rasga-se um janelão de arco abaulado, coroado por um frontão, cujo vértice superior é encimado por decoração em ramagens estilizadas, sobrepujadas por um óculo.
A capela-mor é rectangular e a cobertura é em abóbada de berço que arranca de uma pequena cornija.
O pavimento, a meio é sobre-elevado na altura de três degraus, na parede Este abre-se uma porta de acesso à torre sineira e na parede Oeste abre-se a porta de acesso à sacristia. Para Norte ergue-se o altar-mor.

 

 
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Concelho de Castro Verde

Igrejas e Ermidas do Concelho de Castro Verde

A religiosidade não tem um tempo em Castro Verde. Veste-se no sentir da memória. Há dois mil anos, no sítio da Igreja de Santa Bárbara, ergueu-se um templo onde os crentes deixaram dezenas de milhares de lucernas homenageando os seus deuses. A dois passos do Salto, no limite com o concelho de Mértola, a Senhora de Aracelis continua a acolher a devoção das comunidades rurais da zona. O S. Pedro das Cabeças, próximo dos Geraldos, recorda a lendária Batalha de Ourique. O espírito alimenta-se na memória e na espiritualidade, mas também na imensidão das terras de Castro.



Percursos na Natureza

No coração do Campo Branco, o concelho de Castro Verde oferece mais do que uma única paisagem. Mais do que uma simples silhueta a recortar o horizonte, mais do que um traço de negro vestindo no voo do pássaro a imensidão da simples vista. Nos resquícios da ruralidade, as gentes vestem hábitos de urbanidade únicos nas terras de interior.



Pêro a Caminho - Rosário a Santa Bárbara


No Alentejo, as searas, pastagens ou arvoredo que forram as grandes extensões de planície ondulada deram ao Homem uma noção de humildade e de apego ao solo. Terá sido este um dos motivos que levou o homem alentejano a construir as suas habitações de um só piso, confundindo-se com a paisagem. Para evitar o calor abrasador do sol, a casa é caiada de branco. São edificadas grandes chaminés para secar o fumeiro, fazer cozidos ou abrigar do frio.

Pêro a Caminho - Entradas a São Marcos

Não fosse a vontade em fazer caminho, a pé ou com a tua companheira de duas rodas, e ficarias por muito mais tempo em Entradas, descobrindo as muitas histórias que há para contar ou somente passeando pelas bonitas ruas e Avenida Nossa Senhora da Esperança.
Muitas histórias te poderiam contar as pessoas que, no Verão, sentam cá fora, aproveitando a frescura do final do dia, ou as que, no Inverno, substituem o conforto que a lareira propicia ao interior da casa pela rua que alguns raios de sol visitam.

Pêro a Caminho - Alcarias a Casével

Esta quadra, da autoria de Valentim Sobral, reflecte bem a beleza da aldeia, que, na brancura das casas onde a cal domina e no encanto das chaminés, não poderá deixar de te agradar.
Repara muito bem nas chaminés, no rendilhado dos orifícios por onde o fumo é libertado e nos cavaleiros e respectivas montadas que as encimam, cumprindo a função de catavento


Artesanato

O concelho de Castro Verde tem no seu espaço geográfico um conjunto de actividades que contribuem para a riqueza do mosaico artesanal do Alentejo. O artesanato é aqui um hino às mãos.
Aqui, o cadeireiro ainda encontra no buínho o melhor material para criar o entrelaçado para o melhor dos assentos. A tecedeira, ao som da velha cantiga do tear, continua a transformar a lã em mantas e em meias. Há artesãos que fazem réplicas dos objectos reais do quotidiano socioeconómico de outros tempos, em miniaturas de beleza fascinante. Há rendas, meias de linha e tapetes de tipo Arraiolos. Novas ceramistas moldam o barro com as cores do Alentejo. E, a crescer, há aventuras na construção da rara Viola Campaniça.

As mãos são um instrumento fundamental no reino dos velhos ofícios. As mãos sensíveis do moleiro apuram a finura do trabalho da mó na farinha que, acompanhada de outros ingredientes, há-de sentir as mãos de quem ainda a transforma no pão alvo que cresce no velho forno com cheiro à esteva, que serviu para aquecer as suas paredes seculares.
As mãos das boleiras guardam os segredos das queijadas de requeijão e dos folhados de gila, tal como as cozinheiras, de alguns restaurantes, conhecem os milagres das ervas aromáticas na comida da nossa terra. O Posto de Turismo de Castro Verde ajuda-o a descobrir o mundo das nossas mãos, do artesanato, da gastronomia... incluindo as mãos de outros tempos, as mãos que fizeram monumentos e costumes. Programas diversos mediante solicitação. Informe-se.

Localização do Concelho

O Concelho de Castro Verde está situado no coração do “Campo Branco”, por entre as planícies do Alentejo que encostam à serra do Caldeirão. Localizado no distrito de Beja, o concelho de Castro Verde é limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e, a Oeste, pelo concelho de Ourique.

Com uma área de 567,2 Km2 e uma população aproximada de 8000 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões.

Equipado com infra-estruturas de acesso rodoviário de boa qualidade, Castro Verde combina a sua privilegiada localização no corredor de ligação do Norte ao Algarve com a facilidade de acessos a eixos de comunicação fundamentais, como:

Aeroporto de Beja a 45 Kms, aeroporto de Faro a 100 Kms, aeroporto de Lisboa a 190 Kms e aeroporto de Sevilha a 270 Kms; porto marítimo de Sines a 95 Kms; cidade de Beja a 42 Kms; cidade de Évora a 120 Kms; Estação de Caminho de Ferro a 15 Kms.

Eixos rodoviários de ligação a: Litoral alentejano por Ourique (E.N. 123); litoral algarvio (A2 e I.C.1); Lisboa pela Estação de Ourique (I.C.1); a Lisboa por Aljustrel (E.N.2); a Lisboa (A2); a Mértola (E.N. 123); a Almodôvar (E.N.2); a Beja e Évora (I.P.2).

No que se refere a carreiras de transporte público, pode dizer-se que todas as localidades do concelho se encontram servidas por este serviço, que as liga, pelo menos uma vez por dia à sede de concelho (exceptuando os fins de semana) e, a partir daqui à rede nacional de Expressos com ligações directas a Beja, Évora, Lisboa e Algarve, para além de Tomar, Coimbra, Porto, Braga e Elvas.

 

 
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Locais de interesse

Património


Edifício dos Paços do Concelho
Edifício onde está sedeada a Câmara Municipal de Chamusca


Edifício S. Francisco
Centro de congressos e alojamento com um belo miradouro para lezíria...


Monumentos no Concelho
Alguns dos mais emblemáticos icons do concelho da Chamusca


Ponte da Chamusca
Uma importante obra realizada no Concelho durante o século passado


Clube Agrícola da Chamusca
Antigo Grémio Agrícola, com estutos aprovados em 24 de Novembro de 1900


Fontes, Fontenários e Chafarizes Municipais
Espaços públicos com um historial secular na Vila da Chamusca


Mercado Municipal da Chamusca
Local de diversas actividades económicas situado no centro da Vila


Praça de Touros da Chamusca
Chamusca, terra aficionada! Mantêm vivas tradições à muitas gerações...

 

Zona Ribeirinha


Arripiado
Aldeia de grande beleza, edificada em declive que desce até ao Tejo, tem vista panorâmica sobre o Castelo de Almourol e a imensidão da Lezíria que aqui começa...


Castelo de Almourol
Situando-se em plena ilhota rochosa entre as margens do Rio Tejo...


Passeio Ribeirinho no Arripiado
Espaço de grande beleza, convida ao lazer e a passeios à beira-rio...


Portos Fluviais
Espaços de lazer e de contacto com a natureza junto à margem do Rio Tejo


Percurso Pedestre do Almourol
Mude os seus hábitos, dê qualidade à sua vida!


Barca do Arripiado
Com funcionamento diário, permite inesquecíveis passeios pelo rio Tejo...


A Lenda do Arripiado
O povo passou a chamar de "Aripeada", à bela Aldeia do Arripiado...

Charneca e Campina


Carregueira
Famosa pelos seus laranjais... Tem junto à sua Mãe d'Água um agradável espaço de lazer...


Chouto
Capital da Charneca, onde se realiza a tradicional e centenária Feira de S. Pedro. Na sua imensa área de freguesia é frequente verem-se manadas de gado bravo pastando...


Parreira
Freguesia jovem, tem na floresta a sua principal riqueza. Oferece óptimas condições para o repouso e prática de actividades em plena Natureza, com destaque para a caça.


Pinheiro Grande
Situando-se a nordeste da vila de Chamusca a uma distância de 4 km aproximadamente.


Ulme
Vila gémea da Chamusca, antiga sede de concelho, conserva ainda a Casa da Forca, onde estava instalada a Câmara e se fazia justiça. Ao longo da sua Ribeira, funcionaram até há bem pouco tempo dezenas de moinhos...


Vale de Cavalos
Abundantes vestígios romanos provam a antiguidade da presença humana neste lugar entre a Charneca e a Campina. Merece destaque a Igreja de Nossa Srª dos Remédios

 

Artes e Cultura


Coreto da Chamusca
Um espaço de animação e tradição cultural na Vila da Chamusca


Cine-Teatro da Misericórdia da Chamusca
Um renovado espaço de promoção de diversas actividades de carácter cultural


Teatro de Bolso na Chamusca
Espaço de dinamização cultural vocacionado a pequenas produções teatrais...


Casa das Artes no Arripiado
Local de exposições e diversas actividades culturais no Arripiado


Biblioteca Pública Municipal
Um espaço de cultura e lazer no seio da comunidade chamusquense


Galeria Municipal (Futuro Posto de Turismo)
As exposições de cariz artístico, cultural e social têm aqui um local comum


Núcleo Museológico da Funerária
Possui valorosas peças antigas referentes ao culto dos mortos...


Espaço Internet da Chamusca
Um espaço de cultura aberto a toda a comunidade, com utilização gratuita...




 
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Concelho de Coruche
Locais de interesse


Ponte da Coroa - Pego das Armas
Freguesia de Coruche
À saída da vila de Coruche, junto às pontes metálicas, encontra-se esta ponte construída com tijolo da região, em 1828, e cujo nome se deve ao facto de nela se empregarem, para a construção e reparação, as sisas reais.
Tem uma lápide, que ostenta o escudo, a coroa e o dístico latino empregue nas obras de utilidade pública. Encontra-se classificada como «Monumento de interesse público» (1983).
Permite, ainda hoje, a passagem sobre uma das zonas mais perigosas do rio: o Pego das Armas. Este nome, «Pego das Armas», advém de uma lenda que remonta aos tempos de D. Afonso Henriques: Quando o rei tomou Coruche, os mouros, em debandada, fugiram a caminho do rio. O monarca tomou-lhes o passo, cercou-os e convidou os que quisessem a permanecer nestas terras. Aceitaram, perante as garantias dadas. Como se fosse a assinatura de um pacto de paz, cristãos e mouros lançaram para o fundo do pego as armas.


Estação Arqueológica do Cabeço do Pé d'Erra
Freguesia de Vila Nova da Erra
Nesta estação foram encontrados vestígios que confirmam a fixação das populações desde o período Paleolítico. Foram encontrados, ainda, objectos que datam do período Calcolítico, cerca de 3000 anos antes de Cristo. Alguns desses objectos, segundo parecer especializado, situam-se entre 2800 e 1500 a.C. Presume-se que neste local existiu um aglomerado populacional da época e que os seus habitantes viviam da pastorícia e da agricultura.
Esta Estação Arqueológica encontra-se de momento fechada ao público e os estudos estão suspensos.


Açude da Agolada
Património Natural
Com cerca de 226 ha e uma albufeira com 1 km de comprimento, situa-se a 2,5 km da vila de Coruche, num ambiente saudável, tranquilo e relaxante. Rodeado de vegetação frondosa e abundante (sobreiro e pinheiro, essencialmente), o açude concede numerosas alternativas para quem gosta de desporto.


Igreja de São Mateus
Freguesia de Vila Nova da Erra
Templo da extinta Santa Casa da Misericórdia da Vila Nova da Erra a Igreja de São Mateus, em estilo românico, apresenta um painel de azulejos tipo «mudejar» do século XVI e uma pia de água benta que, em vez de coluna, possui uma figura de pedra (século XIX) de quase total relevo, com os braços cruzados acima da cabeça, sendo eles que sustentam a taça, também de pedra (século XVI). O povo chama a esta figura a «Erra Velha». A fachada apresenta um portal rectangular sobrepujado por uma janela para iluminação do coro alto. Por cima da janela, num nicho, está uma Virgem (escultura de pedra, grosseira, do século XVI).


Pelourinho
Freguesia de Coruche

Rio Sorraia
Património Natural
Com um curso de aproximadamente 60 km, é junto ao Couço, na Herdade de Entre Águas, que da união das ribeiras do Sor e do Raia nasce o rio Sorraia, atravessando calmamente o concelho, indo juntar-se ao Tejo na lezíria de Vila Franca de Xira. Como afluente da margem esquerda do rio Tejo, é o maior e mais importante, delimitando o Alentejo do Ribatejo e dotando a região que atravessa de características únicas.
Teve ao longo dos tempos um papel vital para a região e, segundo registos históricos, já romanos e árabes aqui se fixaram, usufruindo dele no campo agrícola e como meio de comunicação, para exportar os produtos cultivados nas férteis terras do Vale do Sorraia, onde desenvolveram engenhosos sistemas de irrigação que chegaram aos nossos dias. Há cerca de 40 anos ainda era navegável, tendo conhecido até então um significativo tráfego fluvial de escoamento de produtos agrícolas e florestais, nomeadamente cortiça, madeiras e cereais. Apresentando uma corrente ligeira ou quase nula, uma profundidade média de 1,70 m, abundam no seu caudal várias espécies, nomeadamente bogas, carpas, barbos e bordalos, tendo-se desenvolvido em toda a zona a pesca artesanal de rio.
Esta riqueza piscícola tornou-o também num local privilegiado para a prática da pesca desportiva. Sendo considerado um dos melhores pesqueiros nacionais, realizaram-se aqui diversos campeonatos do mundo de pesca desportiva.


Igreja de Santa Justa
Freguesia do Couço


Igreja de Santo António
Freguesia de Coruche


Aqueduto do Monte da Barca
Freguesia de Coruche


Ermida de Nossa Senhora do Castelo
Freguesia de Coruche
No monte sobranceiro à vila ergue-se esta ermida da invocação de Nossa Senhora do Castelo no local onde, outrora, se levantava um castelo que foi cenário de frequentes escaramuças entre muçulmanos e cristãos, aquando da Reconquista.
Do miradouro avista-se um deslumbrante panorama sobre a várzea, numa planície a perder de vista, onde os campos do Sorraia se desdobram em tons de verde e oiro até à linha do horizonte.
A ermida, segundo a tradição, foi fundada por D. Afonso Henriques, conservando-se nela um retrato deste rei. Sofreu, ao longo dos anos, várias restaurações, apresentando-se, hoje, airosa e atraente, com o seu pequeno templo e torre debruados a azul-ferrete, próprio da região.
Diz a lenda que, alguns anos após a reedificação do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de alguma algara moura, enviou a Coruche uma comissão a pedir a imagem da Senhora do Castelo, pois acreditavam que assim seriam protegidos e defendidos.
Perante o perigo, os coruchenses acederam.
Passado o ataque, em que os inimigos foram desbaratados por completo, nada de devolver a imagem ao seu pequeno santuário. Os coruchenses reclamaram. Nada. O senado da Câmara enviou um representante ao senado de Benavente. Voltam sem ter conseguido o que pretendiam. Mas, ao regressar, quando já se aproximavam da linha divisória dos dois concelhos, algo se lhes depara: a imagem de Nossa Senhora do Castelo ali estava, mesmo sobre a linha divisória, mas voltada para Coruche. Era para ali que queria ir.
No adro, em frente da porta da entrada, virada para sul, na calçada, está escrito em letras de pedra negra: «Concluída em XXV (aqui quase ilegível) de Julho de MDCCCLVI com os generosos donativos dos habitantes desta villa – Directores J.A.B. e F.M.C.O.»
A capela é muito comprida e pouco larga, de uma só nave, com púlpito em pedra e arco do cruzeiro em mármore rosa.
Ocupando uma parede, o altar-mor, todo de talha dourada, ladeado das figuras de São José e São Pedro, tem, acima do sacrário, a imagem de Nossa Senhora com o Menino, de pé, sobre um trono simples.
O tecto da capela, em abóbada, está ornamentado com várias pinturas religiosas, destacando-se a da capela-mor, representando a «Coroação de Nossa Senhora» rodeada de anjos flutuando. Pendente do tecto da nave pode ver-se um antigo lustre de cristal.

 

Torre do Cemitério
Freguesia de Vila Nova da Erra


Igreja de Santa Ana
Freguesia de Santana do Mato


Igreja de São Pedro
Freguesia de Coruche


Açude do Monte da Barca
Património Natural


Igreja da Misericórdia
Freguesia de Coruche

Antas do Peso
Freguesia do Couço
A cerca de 45 km da vila de Coruche, no extremo sul do concelho, encontram-se as Antas do Peso, datáveis, grosso modo, dos períodos Neolítico e Calcolítico.

 
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Distrito de Portalegre
     
     
    NISA
ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Crato
O Crato é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 1 800 habitantes.
É sede de um município com 388,03 km² de área e 3 835 habitantes (2006) [1], subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a nordeste pelos municípios de Gavião, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre, a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Chão e Ponte de Sor.
No Crato esteve instalada (desde 1340) a sede da Ordem do Hospital (ou Ordem de Malta) em Portugal, conhecida como Priorado do Crato. O cargo de Prior do Crato corresponde ao chefe deste Priorado; este era um cargo muito prestigiado e disputado. Fazendo jus à história da vila ainda hoje todos os cavaleiros portugueses da Ordem de Malta são investidos no Crato. (in Wikipedia)
Crato


MUSEU MUNICIPAL DO CRATO
Instalado num edifício Barroco situado na zona histórica da vila, o Museu Municipal do Crato convida a uma visita ao passado histórico do concelho do Crato num percurso que tem início nos vestígios das primeiras ocupações pré-históricas terminando numa abordagem da vida económica e social do Crato, em meados do séc. XX.O edifício setecentista, que sofreu profundas obras de restauro e de ampliação, apresenta a sua estrutura primitiva, ao que corresponde a uma exposição permanente da colecção do Museu. Toda a zona de reservas assim como a galeria de exposições temporárias, cafetaria, sala de trabalho e auditório correspondem à parte ampliada do imóvel.Este Museu foi pensado a partir do conjunto de peças então identificadas e os seus conteúdos distribuem-se por seis núcleos temáticos (Megalitismo; Ocupação Romana; Mosteiro de Flor da Rosa; Ordem de Malta; Agricultura e Indústria e Reservas), havendo ainda a enriquecer o percurso expositivo, alguns espaços já existentes no palácio dos quais destacamos a notável capela.

(mais informação em breve)
 
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Distrito de Beja
     
     
    NISA
ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho da Cuba
Património Cultural Monumental

Igreja e Recolhimento do Carmo / Antigo Hospital séc. XVII-XVII
Situa-se no largo do Carmo/ Largo S. João de Deus, na Vila de Cuba
Construída entre 1652-54 – recolhimento de mulheres da Ordem de St. ª Teresa.
Foram seus fundadores Pedro Fialho e sua Mulher Maria Lopes, Irmãos de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem mandaram fazer em Lisboa por volta de 1650.
O convento é um edifício do séc. XVIII .
A construção desenvolve-se em torno de um pátio rectangular, o claustro de arcaria redonda sustentada por pilares e mísulas, onde se abrem ao nível do primeiro andar. Janelas de peito guilhotina.
Funcionou aqui durante muitos anos o hospital, hoje desactivado. Está actualmente a ser modificado para funcionar como Lar da Santa Casa da Misericórdia de Cuba.
A Igreja está ligada ao edifício do antigo recolhimento pelo lado poente, e é cercada a norte e a leste pela horta do convento e é antecedida por grande pátio empedrado.
O Interior da Igreja é de planta rectangular é coberta por abóbada de berço, com destaque para a parede lateral onde se encontra uma pintura a fresco de grandes dimensões, São Cristóvão com o menino ás costas.


Igreja Matriz de S. Vicente
Situa-se no Largo 5 de Outubro na Cuba e foi construída nos sécs. XVII e XVIII. A Igreja de S. Vicente em Cuba, encontra-se aberta ao público todos os dias à excepção da segunda e terça-feira está encerrada, excepto a hora da missa.
Foi a 2ª e a mais importante igreja a ser construída em Cuba.
Igreja de uma só nave, planta rectangular e de abóbada de berço, apresenta as paredes revestidas de bonitos azulejos do sec. XVII, com padrões temáticos e ao centro painéis figurativos.
Os azulejos nas paredes foram colocados em 1677 para cobrir as frestas das paredes laterais. No coro alto encontra-se 4 painéis figurativos.
O arco do triunfo de volta perfeita é também revestido de azulejos de padrão diferente das paredes laterais, tendo ao centro um painel figurativo representando a custódia ladeada por anjo.
O altar apresenta um retábulo em talha dourada, estilo joanino, decorado com sulcos, anjos medalhões com figuras humanas. No altar do Senhor dos Passos encontramos a figura do Cristo Morto com rubis incrustados nas manchas de sangue, que se pensa datar de 1658.
Os frontais do Altar - Mor são considerados como um dos mais belos exemplares de todo país e apresenta uma variada fauna exótica, ramagens,etc.

Igreja de S. Pedro – Templo do séc. XVI - XVIII
Situada ao lado Casa do Taquenho, na Rua da Esperança, a conhecida estrada da Quinta da Esperança (do Conde) A Ermida de S.
Pedro encontra-se numa zona alta da povoação, donde se avista a planície de Beja e de S. Matias.
Esta deve ter sido a 5ª igreja a ser elevada na vila de Cuba. Em 195, foi colocada uma pedra de cantaria no portal e feitos alguns degraus de acesso ao alpendre, tendo sido fechado com gradeamento de ferro forjado. O cruzeiro de pedra na frente já existia, nesta data.
O templo tem um alpendre de abobada de arestas. Tem um portal rectangular, e sobre a mesma uma lápide com o emblema do Santo Padroeiro – S. Pedro.
É um templo de uma só nave, planta rectangular, coberta por uma abobada de berço. Um pequeno degrau separa a nave da capela-mor. Arco do triunfo de volta perfeita.

Igreja N. Sr ª. da Conceição da Rocha (Ermida São Brás), Igreja do séc. XVI.
Situada no fim do Jardim da Piscina, Rossio de São Brás, Avenida 25 Abril.
Foi a 6ª Igreja a ser construída na povoação, data do séc. XVI, mas não se sabe ao certo a sua fundação, sabe-se apenas que já existia em 1585.
Em 1660 construíram-se casas de agasalho para os romeiros que vinham pela fama de São Brás. Entre 1722 e 1952 houve obras de remodelação.
O povo chama-lhe N. Sra. da Conceição da Rocha, pois reza a tradição que a imagem da N. Sra. da Conceição apareceu numa rocha junto ao litoral e só depois foi para aqui trazida. A destacar o belo portal manuelino, arco trilobado, ornamentado a romãs em baixo relevo que ilumina a fachada do templo. È tudo o que resta do paço quinhentista de D. Luís, filho de D. Manuel I, que possuía na vila de Cuba. Porta de madeira almofadada.
É um templo de uma só nave, planta rectangular com cúpula com lanternim, é a única fonte de luz. O altar é de estuque marmoreado, séc. XVIII, arte neoclássica. Sobre o trono, nicho central venera-se a padroeira. Imagem N. Sra. da Conceição da Rocha, de 20 cm apenas de altura, sobre um pedestal de madeira prateado, pintada a dourado e com um manto salpicado de azul, coroa em meia-lua e em prata.

Igreja São Sebastião

Situada no Rossio São Brás, construída no séc. XVI foi remodelada no ano de 1962.
A igreja foi fundada em 1654 sendo a oitava a ser construída na vila e veio substituir uma outra que existia no mesmo lugar.
A primitiva terá sido construída em 1569 a mando de D. Sebastião em invocação ao Santo do mesmo nome por todo o reino. O interior é de planta rectangular e abobada de berço tanto na nave como na capela-mor. Lambrim de azulejos, arco do triunfo de volta perfeita e emoldurado. O altar - mor é de madeira marmoreado,null de finais de setecentos onde se encontra a imagem setecentista de São Sebastião em madeira e ainda a imagem de São João de Deus e São Caetano.

Ermida de Papa São Sixto, séc. XVII
Situada Herdade de Pereiro.
Edifício de planta centralizada de secção quadrangular. Telhado de quatro águas sem cobertura de telhas. Cimalha saliente e pináculos piramidais nos cunhais.
Tem apenas uma abertura, a porta sem guarnecimentos de pedra e emoldurada pelo barão colorido. O edifício é caiado de branco. O interior é coberto por uma abóbada de cúpula sobre pendentes. É despojada de qualquer ornamentação.

Quinta da Esperança ou Quinta do Conde, séc. XVIII – XX
Capela N. Sr ª. da Esperança, situada na Quinta da Esperança, propriedade do Conde da Esperança. A quinta for criada pelos irmãos Sebolinho nullBarahona no ano de 1708.
Em 1728 foi construído o aqueduto em tijolo, que traz para a quinta a água dos valados de Vale da Cuba. O solar é rodeado por armazéns e casa de lavoura. Passado o alpendre do solar vê-se o brasão de armas dos proprietários (Barahonas, Fragosos, Cordovis, Gamas. Coroa do Conde).
Nos jardins além dos belos bustos e arruamentos uma grande nora e de notar os vários bancos de azulejos brancos e azuis figurativos com passagens alusivas à vida dos proprietários.
A capela da N. Sra. da Esperança encontra-se no 1º andar do solar. De pequenas proporções e de planta rectangular
O altar de talha dourada, joanina apresenta colunas torsas de terço inferior espiralado e rosas nos sulcos. Ao centro no altar a N. Sra. do Rosário. Em madeira parecendo estofada. O tecto pintado apresenta motivos de curiosos efeito ilusionista.

Ermida da N. Senhora da Represa
Situa-se no cruzamento da EN 128, estrada Cuba – Vila Ruiva, a 2 Km. da povoação situa-se a branca e pitoresca Ermida de S. Caetano embora conhecida por N. Senhora da Represa.
Conta a história que apareceu pelos lados da Ermida um peregrino a pediu abrigo à ermitoa, no entanto, esta negou-lhe abrigo e ao que este lhe disse apenas que venerasse um painel de S. Caetano que ele deixara na ermida, pois era muito milagroso. A mulher encontrou de facto uma imagem de S. Caetano na ermida e arrependida por não lhe ter dado abrigo, saiu a procurá-lo mas já não o encontrou em parte alguma. À mesma hora na Igreja Matriz de Vila Ruiva, o Prior que se encontrava a rezar avistou um peregrino e quando este se voltou para o cumprimentar, não conseguiu encontrá-lo.
Chegou-se à conclusão que terá sido o próprio S. Caetano que ali tinha deixado a sua imagem para que o povo a venerasse.
Os milagres sucederam-se, e os peregrinos começaram a vir à Igreja, deixando então grandes somas de esmolas. A velha ermida foi então derrubada e no seu lugar construída uma nova igreja, para venerar Nossa Senhora da Represa e S. Caetano, durante o séc. XVI.
A igreja em si tem duas partes distintas, o alpendre que data do séc. XVII e o templo do séc. XV. No interior as paredes são revestidas por azulejos policromados do séc. XVII. A abóbada é de arestas vivas, com manifestações renascentistas, e é totalmente pintada com motivos florais e geométricos.
A pintura data de 1679, por Lourenço Nunes Varela, data em que sofreu alguns restauros. O arco do triunfo separa a nave do Altar-Mor.
A abóbada estrelada assenta em mísulas, as paredes são totalmente revestidas de azulejos da mesma época, do tipo aves e ramagens. Imóvel de grande interesse público, continua a ser hoje ainda alvo de uma grande romaria que se realiza todas as segundas-feiras de Pascoela, com a Romaria em Honra N Sra da Represa. É uma festa religiosa e popular.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação
Situada na aldeia de Vila Ruiva é um Imóvel de grande interesse artístico dos séculos XVI e XVII.
Aqui encontramos o mais antigo exemplar de pintura mural denominada por “frescos” que chegou até aos nossos dias no concelho de Cuba e também do Baixo Alentejo, pertencendo aos finais do séc. XVI., na capela da N.S.ª do Rosário.
Presume-se que a fundação da Igreja tenha sido na Idade Média, no entanto, esta sofreu grandes alterações através dos séculos e é hoje um belo exemplar gótico-manuelino alentejano de carácter popular e rural.
Situa-se à saída de Vila Ruiva na estrada para Alvito e é um belo edifício com uma fachada de dois andares, todo pintado de branco. É um edifício de uma só nave, planta rectangular.
O conjunto de pintura a fresco e a têmpora da Igreja Matriz de Vila Ruiva são datáveis de várias épocas distintas – séc. XVI ao séc. XIX. Esta autêntica catedral do fresco deve-a sua construção aos fidalgos Pereiras de Melo, Condes de Olivença e Tentúgal.
Podemos encontrar ainda noutros locais da igreja, outras pinturas a fresco, embora não existam registos, pode-se dizer que possivelmente esta seria completamente decorada com pintura mural. Recentemente nas obras de restauro da pintura mural e do edifício foram descobertas outras campanha de pintura mural.
O altar-mor em talha dourada de gosto rocócó da época de D. José I onde se venera ao centro a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Encarnação.

Igreja do Senhor da Ladeira, séc. XVIII
Situada na aldeia de Vila Ruiva.
Foi construída em 1720, possivelmente, esteve a culto e segundo informações pouco fidedignas esta Igreja é antiquíssima e possivelmente de estilo romano, e que também terá sido a primeira Matriz da Vila e dedicada ao Senhor da Ladeira.
Esteve durante anos abandonada e foi recentemente restaurada, podendo ser visitado o seu interior.
Igreja com empena alteada, cunhada de pilastras grosseiras.
Frontão iluminado por óculo emoldurado, ladeado por acrotérios com pináculos piramidais.
É um Templo de uma só nave, coberta por abóbada de berço, totalmente caiada de branco, tal com no exterior. Não existe vestígios de altares laterais.


Igreja da Misericórdia, XVI-XVIII
Situada no Largo da N. Sra. da Encarnação em Vila Ruiva, foi erguida pela Confraria da Misericórdia de V. Ruiva, fundada em 1571 por D. Álvaro de Melo, Filho de D. Rodrigo de Melo, Conde De Tentúgal. Na igreja, e casas anexas, funcionava a igreja, hospital e sacristia, que albergava peregrinos e doentes.
A fundação decorre entre o ano de fundação e ano de 1576.
Do templo quinhentista pouco ficou sofreu obras de restauro em 1732 que alterou a sua traça. Teve abandonado e foi restaurado em 1986, servindo de casa mortuária neste momento.
O interior desprovido de ornamentação tem planta rectangular e capela-mor quadrangular. O Arco do triunfo redondo antecede a capela-mor cujas paredes laterais apresentam pintura a fresco seiscentistas. Do lado do evangelho um Lava-Pés e do lado da epistola uma Ceia. Ainda na capela-mor os restos no lambrim de azulejos seiscentistas policromos, obra do mestre da misericórdia.

Igreja da N. Sr.ª da Visitação ou N. Sr.ª do Outeiro, séc. XVI –XVIII

Situada na localidade de Albergaria dos Fusos – Vila Ruiva. Encontra-se fora da aldeia, sobre um monte encontra-se a igreja, nome que lhe vem do local. O templo ligado ao cemitério está disposto em 2 partes distintas: a parte exterior do alpendre e o templo propriamente dita, pertence à época anterior com motivos quinhentistas. O aparecimento das estelas sepulcrais discóides nos terrenos junto a igreja faz supor a existência de um cemitério medieval no local.
Pressupõe-se ainda a existência ali de um templo medieval do qual apenas restam vestígios, o que nos leva a apensar que o actual templo de N. Sr ª do Outeiro, mais não é do que o resultado de sucessivas obliterações sofridas ao longo dos séculos. Certo é de que já existia na 1ª metade do século XVI.
Reza a história de que todas as primeiras sextas-feiras de Março a imagem de N. Sra. do Outeiro chorava e suava tanto que se tinham ensopado vários lenços e que o azeite da sua lamparina nunca diminuía, aumentando sempre.


Ermida Sto. António - Templo do 1º quartel do século XVII, em Vila Alva.
Situada à saída da aldeia do lado direito, num ponto mais elevado, a ermida proporciona-nos uma vista maravilhosa sobre a aldeia e os campos que a rodeiam, pois antigamente era chamada de Ermida Sto António do Alto.
Tem uma grande escadaria que conduz a um alpendre definido por 3 panos verticais onde se abrem 3 arcos de volta perfeita. Portão de ferro.
A ermida é totalmente caiada de branco, é um templo de 1 só nave, planta rectangular coberta por abóbada de berço.
Recentemente as obras efectuadas na ermida revelaram frescos nas paredes do séc. XVII infelizmente encontram-se muito mutilados.
O arco do triunfo é de volta perfeita e apresenta a parede do lado da epístola coberta por frescos, onde se reconhece a parte inferior de um corpo humano de túnica vermelha e manto branco. A capela-mor é de madeira pintada onde se venera a imagem pintada de St. António, também em madeira pintada com características seiscentistas.


Igreja Matriz da N. Sra. da Visitação,
Situada na Praça da Republica em Vila Alva é um templo essencialmente do séc. XVII e XVIII.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação, presume-se que remonte aos primórdios da Idade Média. Sabe-se que já existia no séc. XVI. A torre sineira e os contrafortes cilíndricos lembram as construções árabes alentejanas, o que leva a crer que tenha pertencido a uma construção anterior árabe e depois transformada em igreja cristã. Sofreu grandes transformações.
Uma escadaria dá acesso ao templo. Ao centro 2 portas com aduelas de janela gradeada – andar superior e torre cilíndrica. No cunhal sul, contraforte cilíndrico de andares encimado por uma esfera. Templo de uma só nave, planta rectangular abobada de berço dividida por tramos assente numa cornija saliente.
A padroeira da aldeia encontra-se à esquerda, sobre uma mísula a imagem seiscentista do arcanjo São Miguel e da Nossa Sr.ª da Visitação em madeira estofada com coroa de prata. De ressaltar um frontal de 7 x 16 azulejos com aves e ramagens e ao centro a imagem de N. Sra. do Rosário. Arco do Triunfo, de volta perfeita, totalmente forrado de azulejos policromados seiscentistas que forma as paredes e a abobada da capela – mor. O frontal da capela-mor é também em azulejos idêntico ao do altar da igreja Matriz de Cuba. Retábulo em talha policromada, barroco e nicho fechado com cortinas, Cristo crucificado. Na sacristia os arcazes de madeira são de real valor.


Ponte Romana (situada entre Vila Ruiva e Albergaria dos Fusos)
Situa-se a 3 km da povoação de Vila Ruiva, na estrada que liga Vila Ruiva a Albergaria dos Fusos.
Foi construída sob a antiga via romana Ebora a Pax Julia, que passava por Vila Ruiva e sobre o leito da ribeira de Odivelas, e a cerca de 3 Km da povoação.
Assenta em pegões de granito e arcaria de tijolo. A ponte embora seja da época romana, terá sofrido reconstruções visigóticas e árabes, à qual o povo dá a sua origem ao poderoso Rei Mouro Iscar, um dos chefes árabes derrotados por D. Afonso Henriques, na célebre e controversa batalha de Ourique.
É constituída por 26 arcos, intervalados por olhais de volta perfeita, e tem de comprimento 120 metros e de largura máxima 5 metros.
Encontramos traços sucessivos de reconstrução, e podemos encontrar ainda lápides funerárias romanas entre blocos que formam alguns dos pegões.
Este é sem dúvida um dos pontos de realce do concelho sendo pois o único Monumento Nacional classificado no concelho de Cuba.

 
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Distrito de Portalegre
     
     
    NISA
ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Elvas
Elvas é… já ali!

Elvas é um Concelho localizado no sul do Distrito de Portalegre, limitado pelo Distrito de Évora e Espanha, com 630 quilómetros quadrados de área, 25 mil habitantes e 11 Freguesias.

Os acessos a Elvas são excelentes, os mais importantes por auto-estrada: Portalegre (60 km), Évora (90 km), Setúbal (175 km), Lisboa (215 km), Coimbra (250 km), Porto (360 km), Badajoz (10 km), Mérida (80 km), Cáceres (100 km), Sevilha (210 km), Madrid (415 km) e Barcelona (1050 km). A Cidade apresenta, assim, uma invejável localização, muito atractiva para a instalação de novas empresas.

Ainda que a sua geografia alentejana não engane, o Concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água, nas barragens do Caia e Alqueva. Por isso, as ocupações náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para além da caça.

A restauração do Concelho tem uma lotação de cinco mil pessoas sentadas à mesa, enquanto o hotelaria tem uma capacidade de mil camas. A variada e gostosa gastronomia do Alentejo pode ser encontrada nos restaurantes do Concelho, onde a presença de peixe e marisco frescos e de qualidade atraem inúmeros visitantes.

A Cidade tem inúmeros equipamentos culturais, salientando-se o Coliseu José Rondão Almeida (6500 lugares) e quatro Museus: de Arte Contemporânea, de Arte Sacra, Militar e da Fotografia. A monumentalidade de Elvas é muito valiosa: Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de Santa Luzia, Muralhas Seiscentistas, Castelo, Igrejas e património militar edificado são os expoentes de uma visita turística aconselhável.

 

Percursos Turísticos (Cidade)

Praça 25 Abril
Entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro fonte do séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia. Chamou-se Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira de Mello, Praça Salazar.

Av. Garcia da Orta
Recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na cidade. Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.

Portas de Olivença
Fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção do caminho para Olivença. Actualmente existem ainda as Portas de São Vicente e da Esquina.

Rua de Olivença
A rua é assim conhecida desde a construção da muralha fernandina. Ao fundo ficava a Porta de Olivença (destruída em grande parte no séc. XVII). Actualmente existe a Porta de Olivença da muralha seiscentista. Conhecida em 1543 como a melhor rua d’Elvas pelo viajante arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.

Rua da Carreira
O topónimo Carreira remonta a finais do séc. XV como Carreiras dos Cavallos. Nesta rua faziam-se corridas e respectivas apostas dos cavaleiros da cidade quando ainda era um pequeno largo. No início do séc. XX foi chamada Rua da Princeza D. Amélia em homenagem a esta quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa Senhora dos Bem Casados (actual Banco Nacional Ultramarino).

Praça da Republica
É o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé), casas apalaçadas com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país no final do séc. XVI. Uma das obras efectuadas foi a abertura da Praça Nova depois da construção da Sé. A partir daí a Praça Nova ganha importância e passa a ser o centro de vida da cidade. Em 1886 passa a chamar-se Praça do Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a Praça da Republica e é hoje um local de passagem obrigatória para o turista.

Rua dos Quartéis
Rua aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal que ficaria a viver em Elvas alguns meses, tendo então o nome de Rua Nova de São Martinho, nome que lhe foi mudado para Rua Nova do Castelo, por conduzir ao castelo. Em 1655 e 1656 são aí construídos vários quartéis para albergar os milhares de soldados que já se encontravam na cidade. É então que adquire o nome actual. Os quartéis foram demolidos por se encontrarem devolutos e em total ruína há cerca de 100 anos.

Portas da Esquina
Fazem parte da muralha seiscentista. Também designada Porta da Conceição (por cima situa-se a Capelinha de Nossa Senhora da Conceição) e antigamente Porta dos Enforcados.

Santuário do Senhor Jesus da Piedade
É o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de São Mateus (entre 20 e 30 Setembro). Erguido em 1737. Conta a lenda que em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco de Elvas quando passeava de mula por ali caiu duas vezes ficando bastante abalado. Com dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro de madeira que aí havia no sítio da Saúde (local onde antes morrera o lavrador da Torre das Arcas). Na sua oração, fez a promessa de aí mandar rezar uma missa e pintar a cruz. A promessa foi cumprida após as suas melhoras. Um ano depois no dia de Reis e já com muita gente a assistir recolocou-se a cruz começando o sítio a ser invocação do Senhor Jesus da Piedade. Aumentando a devoção popular construiu-se um nicho para a imagem e mais tarde uma ermida. Organizadas festas e romarias houve necessidade de um templo maior (o actual).

Forte de Santa Luzia
Situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes, revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim do qual se eleva a casa do governador. A porta principal para o segundo plano da fortaleza é bem característica do séc. XVIII passando-se por uma porta levadiça. Sobre a porta encontra-se uma lápide onde se sobrepõe o escudo das armas portuguesas. Tal como o Forte da Graça e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.

Forte da Graça
No alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco da Gama, foi considerado fundamental para que se fechasse o circuito defensivo da praça de Elvas. O próprio conde Lippe se encarregou de conceber o forte que começou a ser construído em 1763. A eficácia deste forte, que comportava cerca de 80 bocas de fogo e que era considerado inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200 soldados de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços a circundar a fortificação e galerias subterrâneas, conduzindo algumas para fora da fortaleza, são alguns dos elementos com que estão dotados os complexos sistemas de defesa que foram concebidos e se encontram no Forte de Lippe. É na realidade uma obra-prima, considerado um expoente máximo da arquitectura militar do séc. XVIII. Chegou a afirmar-se que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.

Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos entre Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração em 1640, o nosso país esperava uma invasão castelhana. A nova Elvas fortificada estava agora preparada para a guerra. Em 1657 o exército inimigo faz perdas consideráveis aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e Monsaraz. Depois de várias investidas em Badajoz o exército português é obrigado a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está sitiada por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Affonso Furtado dirigem-se para Estremoz para organizar um exército de socorro. A fome e o desespero invadiam a população, os feridos eram aos milhares. O cerco continuava. No dia 11 de Janeiro de 1659 sai de Estremoz o reforço à praça elvense, composto por 8 000 infantes divididos em 16 esquadrões, comandados pelos generais de cavalaria André de Albuquerque e de Infantaria Rodrigo de Castro e o Conde Mesquitela. Na manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa, a luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas e derrotado o inimigo. A vitória portuguesa impediu o avanço das tropas espanholas pelo território português. No local da Batalha das Linhas de Elvas foi erguido de seguida, ainda em 1659, um padrão em honra aos que nela combateram e morreram.

Aqueduto
O Aqueduto da Amoreira aparece-nos sempre, em parceria com as fortificações, como o grande símbolo de Elvas. A sua construção deveu-se aos problemas de abastecimento de água que a cidade há muito padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha, percorre depois 450 metros até à fonte da vila, no Largo da Misericórdia onde a água jorrou pela primeira vez em 1622. Os 1113 metros que leva a percorrer o vale de S. Francisco são efectivamente de grande beleza. Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura, suportados por contrafortes e gigantes de várias formas. Chega a ter galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de profundidade. Tem em todo o seu percurso 843 arcos. A seguir a Francisco de Arruda a direcção das obras passou por Afonso Álvares, Diogo Marques e Pêro Vaz Pereira. Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o “real d’água” até à multa de 10 cruzados para quem faltasse à procissão do Corpo de Deus, tudo revertia para a obra.Os elvenses tudo fizeram para a concluir.

Largo da Misericórdia
Nela se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio da Santa Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de 500 anos, tal como um passo dos cinco existentes na cidade. Daqui foi retirada a Fonte Da Misericórdia hoje existente na Praça 25 de Abril. O nome provém da Santa Casa da Misericórdia aí existente desde o séc. XVI. Também se chamou Largo de António José de Carvalho.

Rua de São Francisco
Assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida com a imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua do Bom Sangue, Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro, Rua dos Fangueiros, Rua André Lopes Garro, Rua de António Valladares ou Rua de Francisco Zagallo.

 

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Concelho de Estremoz
Património Classificado
Monumentos Nacionais

Capela de D. Fradique de Portugal
Localidade: Estremoz (Santo André)
GPS: N -7.586270544 W 38.84361964
Situada dentro da Igreja de São Francisco e de fundação provável de finais do século XV ou inícios do século XVI, a Capela de D. Fradique de Portugal (Vice-Rei da Catalunha e Arcebispo de Saragoça), é um monumento funerário claramente manuelino, segundo Gonçalo Lopes (2008). Manuel Branco (1993) identifica elementos similares ao ciclo quatrocentista do Mosteiro da Batalha, dando-lhe uma datação anterior ao período manuelino, opinião não partilhada por Lopes. Tem planta quadrangular, abóbada nervurada em mármore assente em triplos colunelos e capitéis com motivos vegetalistas. As chaves que fecham esta abóbada são também do mesmo período, mostrando a central a heráldica da família de D. Fradique, os Noronha.
Em relação ao pórtico da entrada, que Túlio Espanca (1975) refere como pertencendo ao estilo espanhol plateresco, Lopes afirma ser uma obra do Renascimento com alguns elementos ainda manuelinos, nomeadamente nas bases octogonais escavadas, facto aliás também observado por Espanca.
O retábulo embutido na parede sul da capela também suscita interpretações diferentes quanto ao estilo e data de execução: Túlio Espanca afirma ser um trabalho maneirista de finais do século XVI ou inícios do século XVII (com reforma em 1744), enquanto que Gonçalo Lopes aponta uma datação próxima de finais do século XVII, do Barroco do reinado de D. Pedro II, com alguns elementos joaninos, provavelmente da mesma reforma de 1744 indicada por Espanca. Por baixo do recente pavimento de madeira, no panteão dos senhores do Vimieiro, estão sepultados D. Fernando de Noronha (falecido em 1552) e a sua esposa D. Isabel de Melo (1563).




Castelo de Evoramonte
Localidade: Evoramonte
GPS: N -7.715816244 W 38.77186345
A cerca medieval de Evoramonte foi mandada construir em 1306, no reinado de D. Dinis (r. 1279-1325). O perímetro amuralhado forma um triângulo isósceles cujo lado maior segue a linha NE-SO. Mantém ainda as suas quatro portas principais e um postigo: a porta do Freixo, com arco gótico sem impostas e protegida por dois torreões cilíndricos, está orientada a Sul e tem uma inscrição que corresponde ao início da construção da cerca; a porta do Sol, muito semelhante à anterior, está orientada a Oeste; a porta de São Brás está orientada no sentido da ermida com o mesmo nome e ainda mantém as suas munhoneiras (encaixes para o eixo de um canhão, também designado por munhão); a porta de São Sebastião tem acesso directo por estrada à ermida do mesmo orago, sendo que esta denota influências quatrocentistas ou quinhentistas.
A Torre/Paço Ducal é um bom exemplar de arquitectura quinhentista, construído, em princípio depois do terramoto de 1531, pelos mestres Diogo e Francisco de Arruda, sendo o senhor da vila, na altura, D. Jaime, duque de Bragança. Segundo o historiador de arte Paulo Pereira, a sua planta centrada é provavelmente a sua característica mais marcante, que derivará tanto dos edifícios militares tradicionais, como de edifícios sagrados e funerários, estes mais comuns nesta época.
De qualquer forma, os conceitos estéticos manuelinos estão ainda presentes, apesar de, provavelmente, este edifício ter sido construído no reinado de D. João III (r. 1521-1557), período normalmente designado por Tardo-Manuelino



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Capela da Rainha Santa Isabel
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592400687 W 38.84211216
Segundo Túlio Espanca, terá sido construído um oratório em 1659, por ordem de D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV (r. 1640-1656) em acção de graças pela vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas. Em 1680, durante o reinado de D. Pedro II (r. 1675-1706) e por iniciativa deste, realizam-se obras que estiveram a cargo do Padre Francisco Tinoco da Silva, beneficiando consideravelmente o templo. Inevitavelmente, 18 anos depois, em 1698, depois da explosão do paiol de pólvora do castelo, novas obras foram necessárias, apesar de, segundo um relato da época, esta capela não ter sofrido grandes danos, dando a entender que terá sido mais um milagre da Rainha Santa.
Os painéis de azulejo e as telas a óleo, ambos claramente joaninos, são atribuíveis os primeiros a Teotónio dos Santos (cerca de 1725), segundo José Meco, e os segundos a André Gonçalves (década de 1730), segundo Maria de Lourdes Cidraes. Os painéis a azulejo e as telas a óleo são representativos da vida e imaginário lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são atribuídos, que foram a causa da sua canonização em 1625 pelo papa Urbano VIII.
O exuberante coro construído em mármore branco exibe uma inscrição latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas.




Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Castelo
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592269569 W 38.84186515
No centro da vila medieval surge a Torre de Menagem, uma das mais bem conservadas do país. Com cerca de 27 metros de altura, tem planta quadrangular e é coroada com merlões em forma piramidal. Típica da arquitectura militar portuguesa de finais do século XIII e inícios do século XIV, é o que resta da alcáçova primitiva, juntamente com o edifício trecentista dos Paços do Concelho. No segundo piso existe uma bela sala octogonal com colunas de capitéis de motivos animalistas e antropomórficos. No terraço encontram-se as chamadas Três Coroas, representativas, segundo alguns autores, dos três reinados em que decorreram as obras da sua implantação. Na face principal, no exterior, a Sul, estão representadas as armas de D. Afonso III (r. 1245-1279) com dois anjos a protegê-las. Actualmente ocupado pela Pousada da Rainha Santa Isabel, o antigo Paço Real medieval foi adaptado a armazém de guerra no reinado de D. João V (r. 1707-1750) em 1736, cabendo a Carlos Andreis a assistência técnica das obras. É um dos melhores exemplares do Barroco joanino em Estremoz, com planta pentagonal e flanqueado por torreões cilíndricos. De destacar o pátio trapezoidal e com uma fonte central com repuxo de golfinhos de mármore; a escadaria de acesso à Sala de Armas com dois tipos de painéis de azulejo: um a azul e branco com faixas barrocas e arabescos naturalistas, inspirados na tapeçaria oriental, e outro de silhares de motivos florais, joaninos de meados do século XVIII; e a Sala de Armas, onde ainda existem algumas portas de talha dourada e policromada com os escudos reais.



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Muralhas Medievais

Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.590305381 W 38.84131682
A cerca medieval de Estremoz é mandada construir pelo rei D. Afonso III (r. 1245-1279) em 1261 e melhorada pelos seus sucessores, principalmente pelo seu filho D. Dinis (r. 1279-1325). Tem duas portas principais opostas (eixo E-O): a Porta do Sol ou da Frandina e a Porta de Santarém. A Porta da Frandina, virada para Nascente, é ladeada por uma torre semicilíndrica, com portal rebaixado no exterior e redondo no interior. Por cima do arco, à entrada, está colocada uma lápide invocativa da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, como é habitual no reinado de D. João IV (r. 1640-1656), depois da Restauração.
A Porta de Santarém, aberta para o Bairro de Santiago, tem uma torre cilíndrica e outra quadrangular, denotando uma maior necessidade defensiva, podendo indicar que seria esta, inicialmente, a porta principal da vila medieval. Tem, tal como a Porta da Frandina, uma placa dedicada a N.ª Sr.ª da Conceição e também uma que marca o fim da obra da muralha, em 1261: “Era Mª CCª LX’ª VIIIIª REGNAnTE / REX ALFOnSus DICTus COMES / BO LO(n) / IE / FU IT / MU RUM / EDI FI / CAT US”, cuja tradução será: “Era 1299 [Ano 1261 da Era de Cristo] reinando o rei Afonso dito conde de Bolonha foi o muro edificado”.


Capela de N.ª Sr.ª dos Mártires



Casa do Alcaide-Mor / Antiga Casa da Câmara


Claustro do Convento das Maltezas



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Torres da Couraça



Igreja de São Francisco, compreendendo o túmulo de Esteves Gatuz



Padrão da Batalha do Ameixial



Pelourinho de Estremoz



Portas e baluartes da 2ª linha de fortificações (século XVII)



Villa Lusitano-Romana de Santa Vitória do Ameixial



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10 Monumentos sugeridos

1. PORTA DE D. ISABEL
A Porta de D. Isabel fazia parte da muralha tardo romana, hoje conhecida por Cerca Velha. Esta porta, constituída por um arco perfeito de cantaria é a única sobrevivente em todo o recinto amuralhado da Cerca Velha. Marca a passagem da principal rua da cidade romana na direcção este-oeste - o Cardo Máximo -, da qual resta um troço de calçada bem conservado, sob o arco.
A muralha tardo romana, na qual esta Porta se insere, tinha cerca de 1.200m de extensão, e abrangia uma área de cerca 10ha. Estava protegida por fortes torres de cantaria, das quais ainda subsistem algumas, como as que defendiam as portas das Rua da Selaria (actual Rua 5 de Outubro) e da Porta de Moura.
O seu nome remonta ao séc. XVII, já que na Idade Média era conhecida pela Porta do Talho do Mouro. De facto, o arrabalde da Mouraria nova, era ali a dois passos.


2. TERMAS ROMANAS
Em 1987, na sequência de obras nos Paços do Concelho, descobriram-se as termas romanas da cidade. O complexo até agora estudado tem cerca de 300m2, orientando-se no sentido sul/norte e obedecendo aos cânones vitruvianos. Os espaços já conhecidos constam de:
Laconicum - Sala circular de 9m de diâmetro, destinada a banhos quentes e de vapor. No centro encontra-se um tanque circular de 5m de diâmetro, embutido no solo, com três degraus. O fundo do tanque é de opus signinum (argamassa feita de cal hidráulica, areia e tijolo míudo) e possui uma profundidade de 1.30 m. O laconicum está rodeado do seu sistema de aquecimento.
Praefurnium - Espaço visitável ao lado direito, que contém a fornalha, serviria de sistema central de aquecimento das salas adjacentes. Daqui o Laconicum era aquecido mediante combustão de madeira.
Natatio - Piscina rectangular de ar livre, rodeada de pórticos, com uma largura de 14.40 m e comprimento de 43.20 m. No lado leste da piscina eram lançadas as águas das termas, segundo se crê trazidas por aqueduto próprio que teria sido o antecessor do aqueduto de Água de Prata. Esta área não é visitável.


3. TEMPLO ROMANO
O templo fazia parte integrante do fórum de que se conhece a praça lajeada a mármore e uma estrutura porticada envolvente, onde provavelmente estariam lojas (tabernae).
Foi este templo edificado em meados do século I, consagrando-se provavelmente ao culto imperial. Possuía uma planta rectangular do tipo hexastilo-períptero, medindo 24.60 m por 14.19 m, assentando num podium de 4 m de altura. Na sua construção foi usado granito local, bem como mármore de Estremoz nos capitéis coríntios e na base. Um espelho de água em forma de U circundava-o.
A história do Templo confunde-se com a história de Évora. Na Idade Média foi utilizado como "açougue das carnes" (talho), sendo aí o principal ponto a retalho de venda de carne da cidade. Em 1870, decidiu-se repor a traça original disponível. Assim, e sob a orientação do italiano G. Cinatti, foi restaurado como hoje se exibe, ainda que sem cela, arquitrave, friso e muitas das suas colunas. Nesse processo colaboraram muitos nomes ilustres do tempo, entre eles Alexandre Herculano.
Em ex-líbris da cidade se tornou, ainda que nunca tivesse sido consagrado à deusa Diana, como popularmente se afirma.


4. CATEDRAL DE ÉVORA
A catedral de Évora, consagrada a Santa Maria, foi edificada entre 1283 e 1308, num período já de afirmação do gótico, mas onde ainda se assiste à permanência da linguagem decorativa românica. A catedral foi construída em terreno difícil, de forte inclinação, onde o engenho de arquitectos e o saber dos canteiros foi duramente posto à prova.
A Catedral tem três naves. Na central, podemos ver a imagem medieval da Nossa Senhora do Ó; defronte, o Anjo da Anunciação, obra posterior do flamengo Olivier de Gand. Se aí pararmos poderemos ver, em cima à direita, entre os arcos do trifório, um busto. É o arquitecto da catedral, que assim posa para a posteridade; as iniciais que exibe (C. E.), definem-no: Constructor Edit.
Estilos vários e épocas diversas caracterizam a catedral, dando-lhe todavia uma unidade particular. O claustro gótico é da primeira metade do século XIV. Aí está sepultado o bispo fundador - D. Pedro -; aí funcionou o primeiro concilium (concelho) da cidade, de que resta memória na pedra de armas mais antiga da cidade. O arco da capela do Esporão é a primeira manifestação do Renascimento em Évora; a capela-mor é barroca (substituiu a abside gótica em 1717), obra de D. João V, com mármores alentejanos engalanando-a; já o cadeiral do coro é quinhentista, com desenhos flamengos. Saliente-se ainda o museu de Arte Sacra, com rico espólio. Aqui também funcionou a Escola Polifónica da Sé de Évora, que, sobretudo em Quinhentos, teve grande projecção, sob a protecção do Cardeal-Rei D. Henrique.
No portal, por entre marcas de canteiros medievais que na pedra deixaram a sua memória, salientam-se o apostolado, obra de grande sensibilidade artística, reflectindo no mármore a visão medieva da palavra divina, transmitida sob a forma de recado, de conselho, de aviso.


5. PRAÇA DE GIRALDO
A meio do percurso deste roteiro, eis que o visitante chega à Praça Grande, a actual Praça do Giraldo, herdeira do "chão" onde se fez a primeira feira franca eborense, ainda em tempo de D. Dinis. Era a confluência de percursos urbanos polarizados pelos mosteiros mendicantes de S. Francisco e S. Domingos.
Rompida a Cerca Velha, Évora crescia rumo à muralha fernandina do séc. XIV. Aqui estava o centro político e o centro religioso: de um lado os paços do concelho, do outro a igreja de Stº. Antão, que iniciou o estilo "chão" alentejano, e que foi erguida sobre a primitiva igreja gótica de Antoninho. Espaço também de quotidianos. Nas arcadas a toda a volta se fazia (e faz) o comércio. Aqui se fizeram autos-de-fé, torneios, justas e touradas. Aqui estava o pelourinho e a Casa de Ver o Peso; aqui ficavam os antigos Estáus da Coroa, que ocupavam o quarteirão entre a antiga Rua da Cadeia e a Rua do Raimundo. Aqui está a fonte henriquina, construída sobre um antigo chafariz incluso num pórtico, e onde terminava a água trazida ao longo de 18km, desde as fontes da Prata.


6. IGREJA REAL DE S. FRANCISCO
Com o triunfo da dinastia de Avis, em 1385, com a chegada das riquezas do Oriente, Évora assume-se cada vez mais como centro político e vila cortesã. Muitos foram os reis que aqui passaram, tornando-se cidade preferida de monarcas. Aqui começaram a surgir edificações que a enobrecem. A igreja conventual e palatina de S. Francisco, edificada por D. João II e concluída no reinado de D. Manuel I, foi construída sobre uma primitiva igreja gótica do século XIII.
A fachada destaca-se pela volumetria dos coroamentos, constituídos por coruchés cónicos, por gárgulas de cariz zoomórfico, por ameias chanfradas e por um pórtico onde se exibem os emblemas régios dos dois monarcas seus mecenas.
Exemplar notável do tardo-gótico alentejano, a igreja tem uma só nave (uma das maiores de Portugal), ladeada por capelas comunicantes. Na abóbada ogival estão de novo patentes os símbolos que a ligam à expansão e aos seus fundadores: a Cruz de Cristo, o pelicano de D. João II, a esfera armilar de D. Manuel I. À direita do altar-mor, as janelas serviam para que os reis assistissem à missa, vendo assim o padre de frente, numa época em que o sacerdote oficiava sempre de costas para os fiéis.


7. IGREJA E CONVENTO DA GRAÇA
Em plena expansão portuguesa, as ambições imperiais gravaram-se nas pedras da Igreja da Graça. Edificada em formas clássicas tão ao gosto do Renascimento, a Igreja foi feita talvez para servir de túmulo ao seu mentor: D. João III. O arquitecto foi Miguel de Arruda. Também aqui trabalhou Nicolau de Chanterene, o mais notável escultor francês que entre nós, no século XVI, desenvolveu a sua arte; são da sua autoria, além da fachada da igreja e janelas da capela-mor, os túmulos dos patronos - D. Francisco de Portugal e esposa - hoje expostos no Museu de Évora.
É uma das mais significativas obras do nosso Renascimento, para o que contribuiu a cultura humanista de D. João III. Ele mesmo mandou gravar na fachada um título de pendor romano: "Pai da Pátria". No pórtico, em cima, temos então as marcas do sonho do Império: os "quatro meninos da Graça", as estátuas dos gigantes (ou atlantes) que carregam as quatro partes do mundo onde os portugueses aportaram.


8. LARGO DA PORTA DA MOURA
Em pleno Renascimento, Évora cobre-se de monumentos. Grandiosos uns, mais utilitários outros, mas todos dignos de realce. Como a fonte renascentista de 1556, obra de Diogo de Torralva, mandada erigir pelo maior mecenas da cidade, o Cardeal-Rei D. Henrique. O seu chafariz era um dos principais pontos de abastecimento de água na cidade antiga. Esta fonte foi construída com donativos públicos dos vizinhos do largo; um dos que participou foi o mais afamado tipógrafo da cidade, André de Burgos.
Outros motivos de interesse tem este Largo da Porta da Moura. Defronte da fonte, a casa Cordovil, com o seu mirante em manuelino-mudejar, mescla do estilo próprio da expansão (o manuelino), com o estilo de inspiração mourisca (o mudéjar).
Entre as torres que guardam a antiga Porta de Moura, situa-se a janela manuelina chamada de Garcia de Resende, poeta e cronista eborense do Renascimento português, e autor do Cancioneiro Geral, (compilação de toda a tradição poética portuguesa do século XV e XVI).


9. UNIVERSIDADE DE ÉVORA / COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO
Em 1551, com o patrocínio do Cardeal-Rei D. Henrique, foi instituída a Universidade de Évora, sob orientação jesuíta. Sete anos mais tarde, o papa Paulo IV, deu-lhe concede-lhe a necessária bula. Aqui se leccionavam os cursos de Teologia, Filosofia, Matemática e Retórica.
Cedo a universidade eborense se assumiu como um bastião do saber, apesar do controle inquisitorial. As suas instalações, de raiz, eram consideradas modelares, melhores de resto que as da sua congénere coimbrã. No seu conjunto monumental salientam-se o Claustro dos Gerais com dupla galeria de ordem toscana; a Sala dos Actos, em estilo barroco; os azulejos historiados com alusões a autores clássicos (Platão, Virgílio, Aristóteles, Arquimedes); a igreja maneirista do Espírito Santo (séc. XVI); a capela seiscentista de Nossa Sª. da Conceição; a antiga livraria. Numa galeria do andar cimeiro, uma estátua do historiador eborense Túlio Espanca - autodidacta aqui sagrado Doutor Honoris Causa - vela por este templo do saber.
Extinta no século XVIII (1759), a Universidade retornou à cidade em 1979.


10. PORTA DO MOINHO DE VENTO
O fim deste percurso não é isento de simbolismo. Aqui, na Porta do Moinho de Vento, chegámos ao local onde as cercas se tocam: a velha e a nova, isto é, onde muralha nova medieval se encontra com a velha muralha romana. Na verdade, a poucos metros, à esquerda, temos a Porta de D. Isabel, onde começámos esta viagem pelo tempo e pela História de Évora. Para trás deixámos a soberba vista do Palácio dos Condes de Basto, obra quinhentista edificada sobre o antigo castelo da cidade (Alcáçova Velha); para trás deixámos o troço de muralha romana onde assentam a actual pousada e a Igreja dos Lóios.
O topónimo "Porta do "Moinho de Vento", remonta ao séc. XIII, mas o local certo levantou dúvidas durante muito tempo. Este topónimo referiu-se, até ao século XV, a uma outra porta já desaparecida, passando, depois, a designar a actual. Aqui nasce a cerca fernandina (a "cerca nova"), que se estende por 3 km, e onde originalmente se abriam 10 portas.
Neste local, reencontram-se as idades Évora. O ciclo fecha-se. Ou volta a abrir-se, na cidade Património da Humanidade.

 

 

Centro Histórico

PRAÇA DE GIRALDO. Praça central da cidade histórica. Arcadas, fonte e Igreja de Santo Antão (Séc. XVI). Posto de Turismo. Comércio, serviços e restauração. Rua Cinco de Outubro (artesanato, restauração e alojamento).

CATEDRAL DE SANTA MARIA. Edifício monumental românico-gótico (Séculos XIII-XIV). Claustro e Museu de Arte Sacra.

LARGO CONDE VILA FLOR. Ruínas do templo romano (Séc. I). Museu de Évora. Biblioteca Pública de Évora. Igreja e Convento do Lóios (Pousada) (séc. XV-XVII). Palácio dos Duques de Cadaval (Séc. XVI). Serviço de trens puxado por cavalos.

CASTELO VELHO. Muralha tardo-romana (Cerca Velha). Ermida de S. Miguel. Palácio dos Condes de Basto (particular). Ruas Freiria de Cima e de Baixo. Museu das Carruagens. Solar dos Condes de Portalegre. Cabeceira da Catedral (Séc. XVIII).

UNIVERSIDADE ÉVORA/COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO. Igreja do Espírito Santo (Séc. XVI). Claustro dos Gerais e salas de aula (Séc. XVIII).

LARGO DA PORTA DE MOURA. Torres da porta tardo-romana. Janela manuelina-mudéjar da Casa de Garcia de Resende (Séc. XVI). Fonte e chafariz (Séc. XVI). Casa Cordovil com mirante mudéjar (Séc. XV-XVI). Rua da Misericórdia. Mirante mudéjar da Casa Soure (Séc. XVI). Igreja do Carmo (séc. XVI - XIII). Comércio, serviços e restauração.

PRAÇA DE SERTÓRIO. Edifício da Câmara Municipal de Évora (Séc. XIX). Termas romanas (Séc. II-III). Igreja e Convento do Salvador. Arco de D. Isabel (porta tardo-romana). Artesanato, restauração, alojamento e serviços.

IGREJA DA GRAÇA. Fachada renascentista (Séc. XVI). Claustro conventual (particular). Travessa da Caraça.

LARGO DE S. FRANCISCO. Igreja real de S. Francisco (Séc. XV-XVI). Claustro gótico. Capela dos Ossos (Séc. XVII). Palácio de D. Manuel (Séc. XVI). Mercado Municipal (Séc. XIX-XX). Centro de Artes Tradicionais (antigo Museu do Artesanato).

JARDIM PÚBLICO (Séc. XIX). Palácio de D. Manuel (pavilhão sobrevivente do conjunto monumental do palácio dos reis portugueses) (Séc. XVI). Ruínas Fingidas (Séc. XIX) com elementos arquitectónicos mudéjares (Séc. XVI). Muralha medieval (Séc. XIV). Baluartes seiscentistas.

AQUEDUTO DA ÁGUA DA PRATA (Séc. XVI). Troço monumental da época de D. João III (1533-37). Rua do Cano, Porta Nova, Rua do Salvador e Rua Nova. Fontes e chafarizes da Praça de Giraldo, Largo da Porta de Moura, Largo de Avis e Rossio de S. Brás. Caixa de Água renascentista na Rua Nova.

PERCURSOS URBANOS. JUDIARIA: Rua dos Mercadores, Rua da Moeda e Travessa do Barão. MOURARIA: Rua da Mouraria, Igreja de S. Mamede, Rua das Alcaçarias. PRAÇA JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR:Teatro Municipal Garcia de Resende. MURALHAS MEDIEVAIS: Porta do Raimundo, Porta de Alconchel e Porta da Lagoa. Igreja e Convento dos Remédios, sala de exposições periódicas. Ao longo do percurso: comércio, serviços, restauração e alojamento

 
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Concelho de Ferreira do Alentejo
Ferreira é coroada pela beleza da antiga Igreja da Misericórdia que exibe um importante Portal Manuelino e um belo retábulo maneirista que hoje se guarda no Museu Municipal, sediado a menos de 20 metros, na rua onde nasceu o grande intelectual e político do Século XIX, Júlio Marques de Vilhena.


Junto à Praça Comendador Infante Passanha, avista - se a Igreja Matriz que evoca a Ordem de Santiago de Espada e onde podemos admirar dois túmulos góticos pertencentes ao Comendador D. João de Sousa e sua esposa, D. Branca de Ataíde.

Digna de conhecer é ainda a Galeria de Arte, Capela de St.º António e o Espaço Artesão onde se podem admiram miniaturas de alfaias agrícolas.

Na extremidade norte da Rua Capitão Mouzinho, avistam - se a sui generis cravejada de enigmáticas pedras de tom negro. Nas suas imediações encontra - se o posto de turismo.

Um pouco mais abaixo, a e o seu cruzeiro de 1940 emblezam a alameda Gago Coutinho e Sacadura Cabral. É também aqui que podemos admirar a histórica imagem que acompanhou Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a India.

Nas proximidades, a cerca de 2 Km da sede de concelho, ergue - se a Villa Romana do Monte da Chaminé com ocupação que remonta ao século I A. C.

A poucos quilómetros, Peroguarda, classificada a aldeia mais portuguesa do Baixo Alentejo, encanta com o seu branco e singelo casario que contrasta com o verdejante trigo ondulante e a sua Igreja St.ª Margarida que ainda apresenta traços quinhentistas.
Nesta pequena freguesia está sepultado o grande etnomusicólogo, Michel Giacometti, que se enamorou pelo misterioso cante alentejano, tradição local de relevante valor cultural.

Na singela Aldeia de Alfundão encontra - se uma bela e rústica Ponte Romana.

A Visitar
Biblioteca Municipal
Capela de Santo António
Espaço do Artesão
Igreja das Pedras
Igreja da Misericórdia
Museu Municipal
Mobitral
Posto de Turismo

 
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Concelho de Fronteira
Património

PALÁCIO DA JUSTIÇA

Estamos perante um imóvel do século passado, do séc.xx, inaugurado em Abril de 1967 pelo Prof. Antunes Varela na altura ministro da Justiça, sendo construído totalmente com mão-de-obra prisional. No seu interior predomina o mármore e na sala de audiências uma obra-prima do Mestre Martins Barata a pintura mural intitulada Atoleiros.

SANTA CRUZ OU CRUZ DE S. BRÁS

Desconhece-se a data da sua edificação sabendo-se que o cruzeiro já aí se encontrava em 1573. Continua ainda a celebrar-se junto ao cruzeiro a Festa de Santa Cruz, enfeitam-se os braços da cruz com capelas de flores, acende-se uma fogueira junto ao seu calvário, enquanto que ao seu redor decorre o popular arraial com danças e cantares.
A festa era antigamente organizada pelas mulheres que trabalhavam no campo, as moças mais novas levavam as capelas ao seu destino e os mais velhos cantavam até á meia-noite.
Capela de Santa Cruz, é de rosas encarnadas, puseram-nas as solteiras, coma ajuda das casadas.

RUA DOS TRIGUEIROS

Estamos perante uma rua com edifícios dos séc.XVIII e XIX que continua bem preservada, este conjunto de edifícios pertencem na sua maioria a grandes proprietários locais. De entre estas sobressai, pela sua traça e dimensões, a residência da família Soares Franco, construída nas primeiras décadas de 1800.

PRAÇA DO MUNICIPIO

Este local é um dos ex-libris de Fronteira. Possui a antiga Casa da Câmara, o Pelourinho, o actual edifício da Câmara Municipal, a Torre do Relógio e o Arco dos Santos uma das portas do antigo castelo.

PAÇOS DO CONCELHO

Existe aqui bem próximo na Rua D. Francisco de Portugal as antigas casas da Câmara, construídas muito provavelmente no século XVI sofrendo ao longo da sua existência uma série de destruições e até algumas reparações, na verdade é que a situação pouco dignificante das condições de trabalho e funcionamento da Câmara teve inicio a construção a 30 de Abril de 1831 das actuais Casa da Câmara. A sua construção viria a coincidir com um período de graves perturbações politicas e sociais, que poriam em causa o ritmo das obras e a complexa escalada de trabalhos que traduziram em constrangimentos financeiros e foi graças ao empenho de figuras gradas da terra q eu foi possível a titulo gratuito ultrapassar este obstáculo. Somente em 27 de Maio de 1840 a Câmara reuniu pela primeira vez nas suas novas instalações não obstante não estarem ainda concluídas os esgotos.

PELOURINHO

Existe um documento datado de 12 de Novembro de 1770 que constitui a mais antiga descrição conhecida do Pelourinho de Fronteira, cuja construção é certamente muito posterior provavelmente do inicio do sec. XVI, o monumento foi classificado Imóvel de Interesse Público em 11 de Outubro de 1933.

TORRE DO RELÓGIO

Antes desta torre existiu uma outra em avançado estado de degradação existe um documento datado de 31 de Janeiro de 1597 a conceder autorização para a referida vistoria e só em 31 de Janeiro de 1612 é que a Câmara mandou pôr em pregão para a obra de demolição de Torre. Os trabalhos de demolição da torre primitiva decorreram lentamente e edificação da nova foi concluída em 19 de Julho de 1618, embora com alguns problemas com o sino da torre teria que ser substituído e no dia 6 de Novembro de 1618 finalmente é dada como concluída as obras da torre do relógio. Apesar de completamente reparado, o relógio continuava a funcionar mal e somente em 1829 foi comprado um novo á firma Irmãs Guerra, Lda em Lisboa. Mais tarde a própria torre, embora de excelente construção sofreu ela própria algumas alterações especialmente na parte superior em 1878.

ARCO DOS SANTOS

Situada sobre o Arco da antiga Porta dos Santos, esta capela fazia parte de um vínculo instituído por frei Luís Matinca cuja administração pertencia á Irmandade do Santíssimo Sacramento. A sua construção deveu-se ao facto de permitir aos presos da cadeia situada do outro lado da praça assistir aos ofícios religiosos já em 1695.

RUA FREI MANUEL CARDOSO

Entramos agora na rua com o nome de um grande músico do século XVII nasceu em Fronteira 11 de Dezembro de 1566 e viria a falecer no Convento do Carmo a 24 de Novembro de 1650 e aí foi enterrado numa sepultura onde se lia “Aqui jaz o Padre Frei Manuel Cardoso Mestre e Varão insigne na Arte da Música”.
A sua extensa obra foi ainda publicada em seis volumes, quatro de missas, um de Magnificas e outro da Semana Santa. Hoje existem obras gravadas pelos melhores grupos corais da Europa e disponíveis no mercado.

TRAVESSA DO PINA / ANTIGA RUA DA JUDIARIA

A antiga toponímia local assinalava uma Rua da Judiaria topónimo que se conservava ainda na década de 30 do século XIX, mas desconhece-se a sua localização exacta daquele bairro ou arruamento.

IGREJA DO SENHOR DOS MÁRTIRES

Situada num dos extremos da vila é o segundo templo a ser construído no local, a poente do actual edifício existem vestígios da abóbada da primitiva igreja de São Sebastião, já existente em 1570.
O actual templo foi construído em princípios do século XVIII. Poucos anos após a sua construção foi esta igreja destino de muitas romagens “por caírem na mesma igreja e perto dela em um Sábado de Aleluia muitas flores” se bem que existe uma outra versão, que um milagre terá ocorrido antes da sua edificação que viria a ser construída em sequência desse facto, como preito de gratidão do pai de uma criança muda que, ao ver cair as flores, ganhara o dom da fala.
Trata-se de um interessante edifício de arquitectura setecentista, de assinalável qualidade artística, com sua estrutura barroca de ângulos cortados, filia-se numa tipologia arquitectónica de plantas octógonas de raiz barroco-romano, isto segundo o Prof. Doutor Vítor Serrão. Acresce que o mesmo templo, acrescenta o prof., preserva também um inestimável recheio, com realce para o excelente retábulo pelo arq. Régio João Antunes, assim como uma boa azulejaria lisboeta de pintura azul e branca, do “ciclo dos grandes mestres”, com cenas da Paixão, azulejos esses ligados acaso à escola de Oliveira Bernardes. Esta igreja é imóvel de interesse público com despacho MC 1996.

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA ATALAIA

A Igreja Matriz de Fronteira foi mandada edificar em no século XVI pelo rei D. Sebastião, concluída em 1599 por D. Lucas de Portugal, Comendador de Fronteira e da Ordem de Avis, sendo objectos de sucessivos restauros que se prolongaram até meados do nosso século.
A fachada principal possui duas torres quadrangulares realçada por cunhais de cantaria aparelhada. O interior divide-se em três naves abobadadas com cinco tramos todas á mesma altura. Destacar o altar-mor todo ele em mármore, altar de S. Luís em talha dourada, o altar de Sagrado Coração também em mármore e destacar as imagens em madeira policroma dos séculos XVII e XVIII da padroeira, Nossa Senhora da Atalaia, Santo António, Santana, S. Miguel e Nossa Senhora da Conceição.



 
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Concelho de Gavião
O concelho de Gavião, pertence ao distrito de Portalegre, está situado no Norte Alentejano, na confluência do Alentejo com o Ribatejo e a Beira Interior, partilhando, com estas duas províncias, o Rio Tejo.
Localiza-se no Centro do País, estando limitado a Norte pelo concelho de Mação, a sul pelos concelhos de Crato e Ponte de Sôr, poente pelo concelho de Abrantes e a nascente pelo concelho de Nisa.
Ocupa uma superfície de 293,547Km2 os quais se distribuem pelas suas cinco freguesias: Gavião (57,85Km2), Atalaia (19,35Km2), Belver (69,71Km2), Comenda (89,85Km2), e Margem (56,79Km2).

O Concelho

GAVIÃO NA HISTÓRIA

Ao que consta, a freguesia de Gavião já seria povoada na época dos romanos, por ser terra fértil e pela sua situação numa extensa campina, pois alguns elementos arqueológicos desse período parecem indicar essa conclusão, sendo que alguns autores referem mesmo que aqui terá existido a antiga cidade de Fraginum ou Fraxinum, em contradição a outros que afirmam ser a Fraginum a vila de Alpalhão
Foi no período tardo-medieval uma das doze vilas do priorado do Crato
O seu povoamento terá começado por volta do século XII, quando o território estava incluído no termo de Guidintesta, uma vasta região compreendida entre os rios Tejo e Zêzere, doada por D. Sancho I à ordem dos freires-cavaleiros de S. João do Hospital com o intuito da salvaguarda do território das investidas muçulmanas
Ao contrário de outras povoações, Gavião foi aumentando a sua importância com o decorrer dos séculos, como demonstra o Foral de 23 de Novembro de 1519, durante o reinado de D. Manuel I, que instituiu a vila e, por arrastamento dotou-a de todos os privilégios e direitos inerentes à categoria de concelho
Ao longo dos tempos, a vida no concelho de Gavião decorreu com a regularidade permitida pelo seu afastamento dos grandes centros, embora aqui e além sentido os estrondos das crises e os fervores nacionalistas da época moderna que aqui chegavam tardiamente e um pouco esfumados
O concelho foi suprimido entre 26 de Novembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898, na sequência de uma reforma administrativa do País. As suas freguesias passaram então para o concelho de Nisa, à excepção de Comenda, que transitou para o concelho do Crato. A restauração do concelho, em 1898, foi feita num movimento a que muito elucidativamente se designou de contra-reforma administrativa, recebendo Gavião, nesta altura, a freguesia de Belver, que até aqui estivera em Mação
Em termos patrimoniais, "a paisagem é o principal monumento desta vila histórica", como referiu António Nabais em "Viagens na Nossa Terra"
Gavião é um concelho essencialmente agrícola agora e como sempre. A sua população mantém muitos dos traços rurais que fizeram a sua história e etnografia. O artesanato aí está a prová-lo, bem como uma gastronomia regional rica, variada e saborosa
A bandeira, armas e selo que constituem a heráldica de Gavião são os seguintes, segundo o parecer da Associação dos Arqueólogos Portugueses: Bandeira esquartelada de amarelo e verde, coroa e borlas de ouro e verde, lança e haste douradas. Armas - De negro, com uma cruz da ordem de S. João do Hospital ou cruz de Malta de prata carregada no cruzamento por um gavião de sua cor, voando, acompanhado por um ramo de oliveira de verde furtado de ouro e por um ramo de sobreiro de verde landado de ouro, atados de vermelho em ponta, juntamente com um cacho de uvas de prata realçado de purpura, folhado e truncado de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Gavião" a negro. Selo circular, tendo ao centro as peças das armas e em volta, dentro de círculos concêntricos. Os dizeres "Câmara Municipal do Gavião"
Duas últimas palavras nesta breve resenha histórica de/e sobre o Gavião para as figuras célebres de Mouzinho da Silveira, o célebre legislador português, sepultado por desejo testamentado no cemitério da freguesia de Margem deste concelho ("...são gentes agradecidas e boas, e gosto agora da ideia de estar cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecida"), e de Eusébio Leão, um dos paladinos e deputado da República em Portugal, natural e digno filho da nossa terra.
 
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Concelho de Golegã
Locais de Interesse


Reserva Natural do Paúl do Boquilobo - A Quinta do Paul do Boquilobo, foi pertença das Ordens do Templo e de Cristo, sendo doada pelo rei D. João I ao seu filho Henrique.

Outrora dominado pelo bunho, daí a antiga designação de Bunhal, o Boquilobo é alimentado pelos caudais do Almonda e do Tejo apresentando uma acentuada variação do nível das águas entre o verão e a época de inverno/primavera. A paisagem vegetal, é dominada pela presença de maciços de salgueiros ao longo das linhas de água e em densos núcleos nas zonas mais inundáveis. Caniçais e bunhais ocupam áreas restritas. Um cortejo de plantas aquáticas vegeta nas zonas permanentemente alagadas para além de espécies infestantes, como o Jacinto-de-água que, em determinadas épocas, cobrem rapidamente as valas. Montados e pastagens envolvem a zona húmida.

O Paul do Boquilobo alberga o mais importante garçal do território português e é importante local de concentração para espécies invernantes nomeadamente anatídeos, galeirões e limícolas. Único local em que se reproduz o Zarro-comum e um dos poucos em que nidificam a Gaivina-dos-paúis e o Colhereiro. Principal refúgio português da Piadeira e do Pato-trombeteiro e ponto de passagem de migradores passeriformes.

Várias espécies de peixes como o Ruivaco e a Boga-portuguesa, ambos endemismos lusitanos, frequentam as suas valas. O paul acolhe mais de uma vintena de espécies de anfíbios e répteis bem como pequenos mamíferos: Lontra, Toirão, Rato-de-Cabrera...

Veja ainda:

Igreja Matriz Golegã
Casa Estúdio - Carlos Relvas e Pelourinho
Equuspolis

Quinta de Santo António e Quinta da Cardiga

Quinta do Salvador, Capela de S. João e Ermida da Piedade - Azinhaga

Quinta de Mato Miranda
Quinta da Broa e Casa da Ponte
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos e Igreja Matriz de Azinhaga

Capela de Santo António, Edifício da Misericórdia, Capela de S. José, Solar dos Serrão e Capela do Espírito Santo

 
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Concelho de Marvão
FORTIFICAÇOES

Fortificação Medieval

O Castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção, orientada para a fronteira, de que dista uns escassos 13 Km. Constituiu também um eficaz lugar de refúgio e um extraordinário ponto de observação e vigilância, já que dominava claramente a segunda via mais importante de penetração dos exércitos do país vizinho, a partir de Valência de Alcântara, numa vasta zona do Alto Alentejo que vai de Badajoz ao rio Tejo. A sua inserção estratégica é clara: faz parte da primeira linha de detenção, pós Tratado de Alcanizes, que vai, no actual Distrito de Portalegre, de Montalvão a Elvas.

O mais roqueiro dos castelos nacionais, constitui-se em dois recintos contíguos que, por questões defensivas, tiveram que abarcar toda a crista rochosa mais elevada.

Sobre a inacessibilidade da fortificação, é interessante a seguinte descrição do Prior Frei Miguel Viegas Bravo, nas Memórias Paroquiais de 1758:

É esta vila praça de armas, a mais inconquistável de todo o Reino; da parte do sul é inacessível, de tal sorte que só aos pássaros permite entrada, porque em todo o comprimento é contínuo, e continuado o despenhadeiro de vivos penhos em tanta altura, que as aves de mais elevados voos, dele de deixam ver pelas costas (...) o qual muro, serve mais para não deixar cair os de dentro, do que impedir a entrada aos de fora, e por isso em muitas partes é este muro baixo (...) que esta praça ou presídio não pode ter contra si em tempo Bélico mais que a falta de água.A cerca urbana ocupa a restante crista rochosa. Toda a fortificação é, obviamente, em relevo, em parte natural, com nítida preocupação pela impermeabilidade.

Fortificação de Transição

Junto ao Postigo do Torrejão (zona outrora conhecida por Baluarte do Torrejão e por Tenalha do Cubelo) existiu um elemento de transição hoje desaparecido.

Fortificação Abaluartada

Como quase todas as fortificações de primeira linha de detenção, metamorfoseou-se ao longo do tempo, procurando responder às novas tecnologias de guerra. A fortificação abaluartada veio então reforçar as entradas na cerca urbana - Portas de Ródão, Portas da Vila e Postigo do Torrejão - ao mesmo tempo que reforçou a defesa do Castelo na sua zona mais vulnerável: a continuação da crista para NO. Dadas as características orográficas do lugar, a defesa da fortificação só necessitaria cuidados num número reduzido de pontos. Assim se pensava, ainda em 1801:

Marvão é uma Praça fortíssima por natureza: construída sobre elevado e quase inacessíveis rochedos, reduz a sua defesa a pequeno número de pontos que devem ser postos em melhoramento, e cuidadosamente guardados, e que mediante uma ordinária, mas efectiva vigilância nos precisos lugares, em torno do restante circuito da Praça se pode fazer esta impenetrável às violentas e sanguinárias tentativas dos seus inimigos.

Evolução Arquitectónica

O carácter singular que tem o património arquitectónico militar da fortaleza de Marvão, é que ele representa uma fábrica eterna, uma obra contínua, aquilo que em terminologia militar se designa por sobreposição de fortalezas. Por outro lado, estão as diversas fases bem documentadas, as suas dimensões são gigantestas, a sua localização é ímpar e a conservação é exemplar.
Valendo pelo seu conjunto, podemos todavia destacar alguns elementos da fortificação com valor individual: a cisterna grande, dos finais da Idade Média / princípios da Idade Moderna, de enormes dimensões, e a existência de um albacar que, se a topografia sempre o aconselharia, não podemos esquecer a tradição árabe de construção de alcáçovas.
No estado actual dos conhecimentos, podemos conjecturar a seguinte evolução arquitectónica:

1º Período (Reconquista) - Dos sécs. XII e XIII restam os muros da Torre de Menagem, com a porta de estilo românico e as estreitas frestas verticais (seteiras primitivas); do mesmo estilo é a porta da traição do Castelo, que dá para a liça, e a porta da traição NE do albacar, o que nos faz conjecturar que no séc. XIII já pudessem existir os dois recintos do Castelo e a cisterna pequena; ainda do mesmo período serão as outras duas torres de base rectangular e quadrada, uma de ângulo, no alcácer, e outra, altiva, sobre a entrada do Castelo.
2º Período (séc. XIV) - Após a tomada do fortificação em 1299, já nos princípios do séc. XIV, D. Dinis manda reconstruir o Castelo; desta intervenção terão resultado todas as portas de arco quebrado dos dois recintos: uma no eirado da Torre de Menagem, duas à entrada do alcácer e uma à entrada do albacar; também do séc. XIV será a cerca urbana, restando ainda três torreões de planta rectangular que poderão ser deste período: dois a guardar o Postigo do Torrejão e um terceiro no primeiro troço da cerca, a NE.

3º Período (sécs. XV e XVI) - Reforça-se a defesa das entradas nos dois recintos do Castelo, levantando--se quatro cubelos no primeiro e um no segundo; a Torre de Menagem deve ter sofrido a alteração que hoje apresenta, com uma só sala possuindo tecto de abóbada suportada por duas nervuras diagonais chanfradas, de granito, em arco redondo, com um brasão real, posterior a 1485, na chave; deste período serão também as barbacãs ou barreiras - embora pudessem ter surgido no final do séc. XIV, apresentando cubelos incorporados: uma a NE do Castelo, em ruína, e outras duas a NE e a E da cerca urbana, ligando as três entradas; a barbacã do Castelo vem designada, em planta de 1812, por restos de muralha antiga; será deste período, também, a cisterna grande: pela profusão de siglas de canteiro, que lhe dão ainda o timbre medieval; pelas dimensões, que só se justificam no período de apogeu demográfico da vila; e finalmente porque, a construir-se, por hipótese, durante a Guerra da Restauração ou em período posterior, nunca levaria o avisado prior das Memórias Paroquiais setecentistas, a supô-la construção dos Godos.

4º Período (1641-1755) - Uma Planta da Praça de Marvão de 1755 mostra-nos a fortificação abaluartada construída em consequência da Guerra da Restauração (1641-1668) e da Guerra da Sucessão de Espanha (1704-1712): Baluarte da Porta de Ródão, Baluarte da Porta da Vila, Fortim junto ao Torrejão e Baluartes da rua nova (zona abaluartada do Castelo).

5º Período (1756-1812/14) - Plantas da Praça de Marvão de 1812 e de 1814 apresentam algumas alterações relativamente à planta de 1755: os Baluartes da rua nova sofrem grande alteração - a estarem correctas as plantas militares -, quer na forma (um deles passa a pentagonal), quer no tamanho (as novas fortificações são muito maiores), quer na orientação (de NO/SE passam para N/S e para O/E), passando a designar-se por Tenalha do Castelo; a entrada para o segundo recinto parece ter sido alterada, tendo-se construído um pequeno recinto fortificado a SO, para artilharia; o mesmo aconteceu, claramente, na entrada para o primeiro recinto, com a construção de dois redutos fortificados para artilharia e espingardas a SO; no topo SE do primeiro recinto foram construídas as seguintes estruturas: o Forno do Assento, que ainda existe, e dois Telheiros para Oficinas, que já não existem; o Baluarte da Porta de Ródão sofre alterações no seu interior, ficando com a estrutura que hoje apresenta; o Baluarte da Porta da vila também sofre alterações, embora mais ligeiras, na organização interna; o Fortim do Torrejão sofre alterações semelhantes às fortificações abaluartadas do Castelo, transformando-se em dois baluartes, passando a designar-se por Tenalha do Cubelo; junto a esta fortificação, no espaço onde posteriormente foi construída a antiga Escola Primária, situava-se a caserna da guarnição da Praça; as alterações deste período serão a concretização de parte dos projectos traçados em 1765, existentes no Museu Municipal de Marvão.

6º Período (a partir de 1815) - Em 1828 projectava-se um conjunto de obras, entre as quais as (...) que se precisam fazer em uma Casa da Torre no Castelo da Praça de Marvão a fim de poder servir de Paiol permanente, a saber:

(...) a escada que nesta há e dá acesso ao terraço deve tapar-se com parede a fim de ficar independente esta serventia para o terraço da Casa de entrada, e deve então demolir-lhe parte da muralha, construir-se a escada; devem também, na Casa, reduzir-se a ventiladores as frestas; finalmente devem construir-se três portas novas (...).

Esta intervenção foi realizada, tendo sido reposta a arquitectura anterior através das intervenções da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais no presente século.

Cidade Romana de Ammaia

de todos conhecido que na área da freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, se localizam as ruínas duma cidade romana. Se durante muitos séculos o nome da cidade foi confundido, em 1935 José Leite de Vasconcelos a partir da descoberta de uma nova inscrição, confirma que a velha urbe que se localizava nos férteis campos das margens do Rio Sever, se chamava Ammaia.


Julgou-se até 1935 que essa cidade teria existido no local onde se viria a desenvolver Portalegre. Essa confusão ficou a dever-se a uma inscrição romana identificada numa parede da ermida do Espírito Santo daquela cidade na qual se referia o município de Ammaia. Contudo, sabe-se hoje que muita pedra aparelhada com que foram construídos alguns dos principais edifícios de Portalegre foi trazida das ruínas da Aramenha. Entre essas pedras encontrava-se a ara que agora se guarda no Museu de Portalegre e que motivou tanta confusão.


Até que Leite de Vasconcelos identificou a nova inscrição entre as ruínas da Aramenha, estas eram consideradas como os restos de uma cidade denominada Medóbriga. A atribuição do nome Medóbriga ficou a dever-se sobretudo a André de Resende e à inscrição desse topónimo numa lápide que se encontra na Ponte Romana de Alcântara. Nessa lápide enumeram-se todos os povos e cidades que contribuíram para a construção da grande ponte que cruza o Rio Tejo. Pensa-se hoje que a Medóbriga, a que se refere a lápide de Alcântara, se situe nas imediações da vila de Meda, provavelmente, num local denominado Ranhados.


Se da velha cidade de Ammaia, sobretudo a partir do século XVI, sairam muitas pedras com que se construiram palácios e igrejas em Portalegre, muitas também foram utilizadas na construção das muralhas de Marvão e de Castelo de Vide e em várias edificações particulares da Escusa, Porto da Espada, Portagem e S. Salvador. A pouco e pouco na velha e abandonada cidade de Ammaia apenas foram ficando, acima do solo, alguns muros construídos com pedra miúda e fragmentos de tijolos e telhas que não tinham interesse para as novas construções.


Da grande cidade, nos princípios deste século, apenas restavam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De quando em quando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. E, gradualmente, na tradição popular começou a construir-se uma lenda. A velha cidade da Aramenha tinha sido engolida pela terra durante um grande terramoto. A cidade está intacta, mas muito funda, dizem alguns. As telhas que o arado ainda arranca fazem parte dos telhados dos palácios soterrados, afirmam outros. À lenda da cidade soterrada associa-se a dos tesouros que ainda aí se guardariam. A procura destes lendários tesouros tem contribuído, ainda mais, para que os poucos muros e alicerces ainda sobreviventes sejam esventrados, acabando por ruir.

Da velha Ammaia já hoje pouco resta acima do solo. Uma das portas da sua velha muralha foi transportada para Castelo de Vide em 1710 e posteriormente destruída. Dela ficaram apenas algumas cantarias almofadadas utilizadas actualmente como cais de descarga de viaturas nas imediações de Castelo de Vide.


Das muitas estátuas que nesta cidade existiam, em Portugal apenas ficou uma. Guarda-se no quintal da Casa Museu José Régio em Portalegre. Num trabalho datado de 1852 o investigador espanhol D. José de Viu refere, que no seu tempo, mais de vinte belas estátuas de mármore recolhidas na Aramenha foram vendidas para Inglaterra.


Nas últimas décadas foi possível começar a recolher algumas inscrições que se mostram hoje no Museu Municipal de Marvão. Sobretudo pelas mãos de António Maçãs e Leite de Vasconcelos foram carreados para o Actual Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa inúmeras peças recolhidas em Ammaia.


Com o início dos trabalhos arqueológicos em Ammaia, ( Outubro de 1994 ), começou a constatar-se que, sobretudo a zona baixa da cidade, se encontrava bem preservada sob uma uniforme camada de terras e calhaus rolados, transportados a grande velocidade provenientes das cotas mais elevadas. Começava-se, assim, a confirmar o que a memória popular tinha guardado - "a cidade foi engolida pela terra". Por causas ainda não determinadas verifica-se que entre os séculos V e o IX, da nossa era, a cidade de Ammaia, já em decadência, sofreu os efeitos de um qualquer cataclismo que ao soterrá-la a conservou, proporcionando que a uma profundidade média de 80 cm se possam identificar importantes estruturas arquitectónicas, como a grande praça pública lajeada que ladeia uma das portas da cidade. Na área do forum levanta-se o podium de um templo e por uma área superior a 17 hectares são visíveis testemunhos da cidade de Ammaia. Numa das encostas sobranceiras ao Rio Sever rasga-se o assento das bancadas de um recinto para espectáculos públicos.


Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem, ainda não foram identificados. Neste momento apenas uma ínfima parte da zona baixa da Cidade de Ammaia foi objecto de escavação e estudo, possibilitando, mesmo assim, recuperar um conjunto muito significativo de materiais arqueológicos e evidenciar estruturas habitacionais e públicas de grande importância.


Descrita por autores clássicos como Plínio, pelos autores árabes, como Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, e pelos mais conhecidos escritores e historiadores desde o século XVI, de entre os quais se destacam André de Resende, Fr. Amador Arrais, Diogo Pereira de Sotto Mayor, Duarte Nunes de Leão e tantos outros, a cidade de Ammaia passa, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, concomitantemente com a emergência da Arqueologia científica, a ser tema de referência obrigatória em todos os estudos sobre a presença romana e árabe na Península Ibérica. Uma vasta bibliografia, confundindo, ou não, Ammaia com Medóbriga encontra-se hoje já disponível, testemunhando e justificando a importância do estudo das ruínas da velha cidade de Ammaia, fundada pelos romanos e posteriormente alvo das atenções, no século IX, do muladi Ibn Maruán.


A par do interesse pela investigação de uma das poucas cidades romanas que não se esconde sob construções de épocas posteriores, que por norma inviabilizam estudos alargados e sistemáticos, a maior parte da área ocupada pelas ruínas foi adquirida tendo em vista a sua escavação e recuperação.


A Cidade Romana de Ammaia situada no coração do Parque Natural da Serra de S.Mamede, num dos recantos mais bucólicos e arborizados, a curta distância da Barragem da Apertadura e a meio caminho de Marvão e Castelo de Vide onde o património construído e natural é motivo privilegiado de visita, começa já hoje a ser constantemente procurada por especialistas e amantes da cultura.


Autor : Jorge de Oliveira



 
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Concelho de Mértola
Mértola ao longo da História

Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho de Mértola apresenta, actualmente, sítios arqueológicos que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina do tempo.

As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos. Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.


Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

Com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

Com a conquista do território de Mértola em 1238, no reinado de D. Sancho II, a posterior doação aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, a Vila e todo o seu território perde importância. O Comércio com o Mediterrâneo perde fulgor e pouco a pouco a Vila começa a fechar-se sobre si própria.

D. Manuel I dá Foral a Mértola em 1512, sendo este século e o seguinte momentos de alguma retoma da antiga importância do porto de Mértola, donde partiam os cereais para abastecer as praças portuguesas do norte de África.


No final do século XIX, com a descoberta do filão mineiro em S. Domingos o Concelho, em especial a margem esquerda do Guadiana conhece uma nova época de prosperidade, caracterizada principalmente por um acentuado crescimento demográfico. Em finais da década de cinquenta e à medida que a exploração mineira diminuía a crise social e económica instala-se nos que dependiam directamente e indirectamente da Mina. Em 1965 a Mina encerra definitivamente e a depressão económica assola centenas de famílias, que para assegurarem a sua sobrevivência são obrigadas a ir para a zona da grande Lisboa e estrangeiro.

Entre 1961 e 1971 o Concelho de Mértola perde mais de 50% da sua população.

Após o 25 de Abril de 1974 o número de habitantes continuou a decrescer, principalmente devido à emigração para os países do centro da Europa.

Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor o seu passado e a transformar esse imenso património em factor de desenvolvimento económico e cultural.

Neste momento, o Concelho de Mértola enfrenta problemas semelhantes a muitos municípios do interior como uma elevada taxa de analfabetismo, população envelhecida e reduzida dinâmica económica, factores que a Câmara Municipal de Mértola está empenhada em alterar, nomeadamente através da criação de estruturas de apoio aos mais idosos e incentivos económicos a todos que pretendam fixar-se no concelho.

Aliado a um extenso património cultural, o Concelho de Mértola possui uma riqueza ambiental, cinegética, cultural e desportiva que constituirá a médio prazo um motor de revitalização da economia local, através da aposta num turismo sustentado em que as entidades locais participem activamente.


Ermida de S. Barão

Localizada na serra com o mesmo nome, a cerca de 12 km da sede de concelho, a antiga Ermida de S. Barão foi votada ao abandono em meados do século XX, o que provocou a ruína do edifício. No ano 2000...




Canais

Ao longo do Guadiana foram instaladas diversos tipos de armadilhas para capturar peixe, sendo esta a última no Concelho de Mértola a ser desmantelada. Aproveitando os açudes os pescadores colocaram...




Moinho do Alferes

Junto à ribeira do Vascão, afluente do Guadiana encontra-se o secular moinho do Alferes, que esteve em funcionamento até à década de sessenta, data em que estes engenhos foram substituídos por...




Moinho de S. Miguel

Local onde a arte da fazer pão ainda se encontra bem viva. No Moinho de S. Miguel o moleiro trabalha e vigia as mós que moem o trigo que dará origem a um dos produtos de maior qualidade do Concelho...




Pomarão

Depois de extraído, o minério era conduzido pelo caminho-de-ferro que ligava a Mina de S. Domingos ao porto do Pomarão para embarcar em grandes navios que o levavam até Inglaterra e outros países....




Ermida de Nossa Sr. de Aracelis

Local de culto desde tempos antigos a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis está edificada numa elevação isolada no meio da vasta planície (276m). Denominada por “Altar dos Céus” esta ermida, segundo a...



Azenhas

Situadas a montante de Mértola, as azenhas do Guadiana aproveitaram, durante séculos, as correntezas vindas de norte para transformar o cereal em farinha. Depois de perderem o seu papel principal...




Mina de S. Domingos

Com a redescoberta da Mina em 1854, por Nicolau Biava e o início da exploração em 1857, a empresa proprietária da Mina La Sabina concede os direitos de exploração à empresa Mason and Barry, que...




Convento de S. Francisco

Edificado no século XVII, por iniciativa do cónego Diogo Nunes de Figueira Negreiros, o convento de S. Francisco de Mértola situa-se a sul da Vila numa elevação rochosa, com uma vista deslumbrante...




Torre do Relógio

Construída em finais do século XVI, princípio do século seguinte, num dos torreões da muralha a Torre do Relógio de Mértola começou, provavelmente, a funcionar em 1593, data inscrita no sino. A...




Torre Couraça

Edificada em época romana, a Torre Couraça tem ao longo dos séculos resistido a muitas cheias do Guadiana. Esta edificação permitiu aos habitantes de Mértola o acesso à água e a defesa do porto em...




Antiga Mesquita/Igreja Matriz de Mértola

A mesquita data do Séc. XII tendo a sua construção incorporado elementos de construções anteriores, nomeadamente de época romana. Com a reconquista foi consagrada ao culto cristão mantendo a...




Castelo

Assente em estruturas muito antigas o Castelo de Mértola foi edificado já em época cristã, tendo ao longo da História sido alvo de muitas transformações e obras de recuperação. A Torre de Menagem...


 
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Concelho de Monforte
Patrimonio Religioso
É incontornável o património cristão, tantas são as igrejas para um espaço tão limitado, fazendo jus à inspiração divina com que D. Afonso III afirma, no seu foral, ter povoado o lugar. Uma das imagens que nos fica de Monforte é o seu Rossio, antigo campo de feiras, decorado com três igrejas e uma pequena capela: o exuberante Calvário, de inspiração clássica (séc. XVIII - XX); a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (sécs XVII/XVIII), mudejar por fora barroca na densa decoração do seu interior; a Igreja de São João Baptista (séc. XVIII), de modelação erudita ao nível dos volumes; e ainda, a uma cota mais alta, a Capela do Senhor da Boa Morte (séc XIX). Dentro da vila, sobreviveu um grupo ainda maior de edificações sacras, não esquecendo as ruínas do antigo Convento do Bom Jesus (séc. XVI). Nas outras povoações do concelho, são de realçar, a gótica matriz do Assumar, e a de Santo Aleixo, de uma alvura ingénua, decorada, na fachada, por uma modulação barroca colorida de azul.

Patrimonio Natural
"Colinas suaves, vestidas de verde, polvilhadas de sobreiros. No topo das colinas, os montes, como pinceladas de branco. Aqui e além o casario reunido, de uma alvura que fere, destacando-se a igreja matriz como um pastor entre as ovelhas: Vaiamonte, Monforte, Assumar, Prazeres, Santo Aleixo. Por aqui se cruzaram os homens, aqui se encontraram com a terra, fértil, regada por tantas ribeiras, das quais a maior se chama Grande. Antas (da rabuje, da serrinha) e menhires (do monte dos sete); velhos caminhos que trouxeram os romanos (Via Flaminia) que aqui se estabeleceram (Villa de Torre de Palma), constituindo uma escola de civilização; antigas fontes e pontes e estalagens de almocreves; são testemunhos longínquos de uma ocupação da terra, porque pródiga. Possui este termo mui ricas herdades com magníficos montados de lande e bolota, onde se cria muito gado suíno, e além deste, que é o principal, de todo o mais. Produz muitos cereais e vinho. Os montes abundam em caça de todo o género."

Patrimonio Arqueológico
São conhecidos, nas paisagens Norte Alentejanas, mais de meio milhar de monumentos megalíticos. Dólmenes e menires foram erguidos, há mais de cinco mil anos, durante o Neolítico, pelas primeiras comunidades agro-pastoris.

Os concelhos de Monforte, Sousel e Fronteira são marcados por uma ampla diversidade de sepulturas megalíticas e de menires. Os grandes dólmenes do concelho de Fronteira, especialmente os que formam a Necrópole Megalítica da Herdade Grande constrastam com a singularidade do dólmen de xisto situado nas imediações de Sousel. Contudo, qualquer deste monumentos que ocupam solos aplanados, afastam-se da estratégia de implantação das casas dos mortos que foram construídas, pelas gentes do Neolítico, no topo da Serra das Penas, a meio caminho entre Fronteira e Cabeço de Vide. Aqui, três dólmenes, disputam com um interessante habitat fortificado, cuja última ocupação é atribuível à Idade do Ferro, o topo de uma cumeada da qual se desfruta uma vastíssima paisagem. Já no concelho de Monforte, a Anta da Serrinha, esconde-se num estreito vale a escassos metros de um curso de água.

Neste concelho não deixe de visitar a anta grande da Rabuje, monumento já referido desde 1929. Aí, atente no conjunto de covinhas que decoram um bloco granítico na zona do corredor. Junto à estrada Monforte-Portalegre poderá, ainda, visitar a Anta do Monte Velho e o Menir dos Sete. Este, perfeitamente visível, é um grande afloramento granítico que com alguma arte do homem pré-histórico ganhou uma forma singularmente fálica. Em seu redor desenha-se uma plataforma, maioritariamente artificial, que terá servido de espaço cénico a manifestações rituais durante o Neolítico, como atestam, quer outros blocos graníticos talhados pela mão humana, quer a presença de cerâmicas.

Pode ainda encontrar no concelho de Monforte, nas imediações das ruínas romanas de Torre de Plama, o Menir da Carrinlha. Noticiado desde que se iniciaram trabalhos nas ruínas, o Menir da Carrilha terá sido várias vezes reutilizado e descolado ao longo dos tempos, servindo actualmente como marco de divisão de propriedade junto a um velho poço e a uma linha de água.


ARTESANATO

Estamos perante um concelho que tem muito a dar no que respeita ao artesanato, podendo-se encontrar uma grande diversidade de trabalhos nos mais variados materiais. O Posto de Turismo de Monforte é o local ideal para nos encontramos com o artesanato da Região, pois tem vindo ao longo dos anos a recolher alguns dos mais importantes trabalhos dos artesãos do concelho, dos quais se destacam os trabalhos em cortiça, madeira, pedra, chifre, bunho, lavores femininos e pele.

Para além dos artesãos do concelho, podemos ainda contar com duas pequenas empresas que se dedicam ao fabrico de vestuário em pele, e ao fabrico do tradicional queijo da região.

MUSEU MUNICIPAL


Na antiga igreja da Madalena funciona actualmente um pequeno pólo museológico. Aí se encontram expostos diversos materiais provenientes do concelho de Monforte, na sua maioria romanos.

O núcleo expositivo é constituído por peças arqueológicas recolhidas durante as escavações na villa romana de Torre de Palma (Vaiamonte – Monforte). Estes objectos, elaborados em diversos materiais (cerâmica, osso, metal, pedra) distribuem-se por conjuntos funcionais designados “Necrópole romana”, “Moedas romanas”, “Material de construção e agricultura”, “Tecelagem e traje” e “Cozinha e mesa”. Encontram-se também expostos alguns mosaicos (mosaico “das flores”, mosaico “tapete” e uma réplica do “mosaico das musas”).

Pode ainda ser visitada uma exposição intitulada “Pedras com História” acerca do património romano no Alto Alentejo, que dá uma visão genérica do tema.
A própria igreja é um espaço que vale por si, com destaque para algumas pinturas em estuque (no local do altar mor), e algumas colunas de granito esculpidas, Estando classificada como Imóvel de Interesse Público através do decreto-lei nº 29 604 de 16 de Maio de 1939.


HORÁRIO DE VISITA

Dias de Semana
9:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h

Fins de Semana
10:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h

 

 
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Concelho de Montemor-o-Novo
História da Cidade e do Concelho

A cidade de Montemor-o-Novo - sede de concelho, povoação de origem muito antiga, situava-se inicialmente na parte interior da muralha do Castelo, expandindo-se posteriormente pela encosta virada a norte, onde actualmente se localiza.

O concelho recebeu forais dos reis D.Sancho I (1203) e de D.Manuel (1503) e teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas (início do séc. XIX).
A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides.

Em Montemor, em 1496, tomou D.Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.
No numeramento mandado realizar em 1527 por D.João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal , contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres"
Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S.Francisco e de Stº António, a Ermida de Nª Srª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do Bispo.

No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.
Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito activo na resistência à ditadura fascista e na luta pela melhoria das condições de vida e pela liberdade.
Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas do avanço das conquistas da revolução, nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático e da Reforma Agrária.
A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão da Assembleia da República de 11 de Março de 1988, é outro dos factos importantes da história recente de Montemor-o-Novo.


Gastronomia

Especialidades

Gatronomia regional alentejana, gastronomia de caça, empadas, enchidos, mel, cernelhas, queijadas, doçaria conventual, pão, vinho e os tradicionais licores de poejo e granito; Vitela Tradicional de Montado e Borrego de Montemor - Carne de qualidade controlada e garantida, resultante de animais criados em montado alentejano de sobro e azinho.

 

(...)

 
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Concelho de Mora
O Concelho de Mora é constituído por quatro freguesias: Brotas, Cabeção, Mora e Pavia. É o concelho mais a norte do distrito de Évora, rodeado pelos concelhos de Coruche, Ponte de Sôr, Arraiolos, Sousel e Avis.


Alguns locais a visitar

Igreja de S. Salvador do Mundo (Cabeção) - Foi construída, no século XIV, a ermida que hoje serve de capela do cemitério, dedicada ao Salvador do Mundo. Da sua traça primitiva há que destacar o portal gótico, que ainda mantém.

Santuário de Nossa Senhora das Brotas - A galilé da fachada, encontrando paralelos apenas com o da Cova da Iria e com a Porta Especiosa da Sé Velha de Coimbra. Destaque igualmente para a pequena imagem quatrocentista de Nossa Senhora das Brotas.

Coreto (Pavia) - A utilização em arquitectura de equipamento dos anos 40 do séc. 20 de uma gramática e volumetria que recuperam a arquitectura tradicional da região.

Torrinha do Castelo (Cabeção) - Na mesma colina que foi palco do nascimento da vila de Cabeção foi edificado um pequeno edifício de planta quadrada, de alvenaria, em forma de templete que o povo baptizou de Torrinha do Castelo.
 
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Distrito de Beja
     
     
    NISA
ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Moura
O concelho tem dois monumentos nacionais (a Igreja de São João Batista, em Moura, e a Igreja Matriz de Santo Aleixo), além de um apreciável conjunto de imóveis e conjuntos classificados (Quartéis, Igreja de São Pedro, Mouraria, Anta da Negrita etc.).

O visitante pode ter a noção perfeita da história de cidade e do concelho num percurso pelo património e pela história locais.

Para além do património histórico e cultural merecem a atenção dos visitantes as paisagens do concelho e a presença do grande lago de Alqueva.

O Museu de Moura

O espólio do Museu Municipal é eminentemente arqueológico, resultante de prospecções arqueológicas levadas a cabo em zonas como o Castelo de Moura, com o apoio da Câmara Municipal de Moura.

Doações e vários achados ocasionais, têm enriquecido o espólio do museu, cuja colecção provém de todo o Concelho de Moura. A reflecte bem a ocupação humana no Concelho ao longo dos tempos.

São de destacar as peças da Idade do Ferro, a colecção de peças romanas, as lápides islâmicas, as cerâmicas modernas e um espólio de armaria que inclui punhais dos séculos XVI e XVII.

PERCURSOS

Cidade

Cidade de contrastes, nas ruas de Moura confrontam-se igrejas majestosas e discretas capelas, as casas brancas da arquitectura popular e uma menos discreta presença de palácios aristocráticos.

A imagem da cidade é forte e o seu carácter mediterrânico é sublinhado por uma população que faz da rua e do encontro nos espaços públicos uma das características mais marcantes da cidade.

É também essa permanente disponibilidade dos mourenses para o convívio que anima cafés e tabernas ao fim do dia, e que dá força a um cante alentejano que tem nesta terra grandes intérpretes.


Concelho

Para além de Moura, sete localidades, Amareleja, Safara, Sobral da Adiça, Póvoa de São Miguel, Santo Aleixo da Restauração, Santo Amador e Estrela, dão corpo e alma ao concelho.

São sítios bem distintos, de personalidade própria. Envolvem-nos as oliveiras, que são imagem de marca do concelho. Nas suas imediações, ou cruzando-as, há rios, onde se pesca. Os campos são ainda terreno de caça ou, onde tal é possível, de passeio.


(in MOURA TURISMO)
 
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Distrito de Évora
     
     
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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
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BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
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CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Mourão
A região em que se insere a vila de Mourão encerra uma grande diversidade espácio-temporal relativamente à presença humana. Os conhecimentos existentes actualmente acerca das populações que viveram e circularam neste espaço revelam que a área, tanto a mais próxima (margens) como a mais afastada (vila e freguesias de Mourão) do rio Guadiana, conheceu uma ocupação contínua de grupos humanos desde a pré-história até aos nossos dias, sendo o rio e os seus afluentes factores motivadores e determinantes para a existência de vestígios de tal ocupação. O rio atraiu assim para as suas margens actividades essenciais ou complementares ao ciclo tradicional de subsistência económica.

Desde o período pré-histórico que esta zona apresenta diversos e abundantes registos de presença humana. Locais como a Barca, a Quinta da Fidalga e Agualta, o Mercador e o Porto das Carretas, entre outros, atestam tal presença, visível nas indústrias líticas, nos restos de cerâmica, nas manifestações de arte rupestre e nos monumentos megalíticos, como a Anta da antiga fábrica de celulose (Portucel).

A presença mais marcante dos romanos no território de Mourão manifestou-se na envolvente da antiga aldeia da Luz. O Castelo da Lousa, construção fortificada do período romano (século I a. C.), foi o elemento patrimonial da herança romana mais visível no concelho. Actualmente encontra-se submerso, podendo ver visitado virtualmente através de um Cd-rom, realizado pela EDIA, S.A., que regista a sua memória.

Entre este período e o medieval é incerta a caracterização humana de Mourão. Com as suas origens históricas perdidas no tempo e envoltas na tradição, a primitiva vila de Mourão ter-se-ia localizado, eventualmente, na chamada Vila Velha. Esta foi objecto de escavações arqueológicas, antes de ficar submersa pelas águas do Guadiana, registando-se a existência de uma necrópole associada a uma igreja, bem como a identificação de uma zona habitacional de grandes dimensões.

No período medieval há referências a Mourão, mas a sua titularidade apresenta-se como um elemento que se integra na indefinição de fronteiras entre os vários reinos resultantes da reconquista cristã, ora pertencendo aos reis de Castela e Leão ora sob o domínio do reino de Portugal.

O prior da ordem do Hospital, D. Gonçalo Egas, concedeu a Mourão o seu primeiro foral em 1226 e D. Dinis, confirmou-o a 27 de Janeiro de 1296. Este rei reconheceu, no encontro de Salamanca (1298), D. Teresa Gil como senhora da localidade, passando Mourão para a coroa portuguesa após a sua morte.

Após as exéquias de D. Teresa Gil, o rei português concedeu a um fidalgo espanhol, D. Raimundo de Cardona, o privilégio de poder comprar Mourão, facto que se consumou em 1313, contraindo para tal um empréstimo de avultada quantia a um judeu. Dada a impossibilidade de cumprir honradamente os compromissos assumidos, a praça de Mourão foi novamente sujeita a leilão, em 19 de Abril de 1317, no alpendre da Igreja de Nossa Senhora do Tojal, sendo desta vez adquirida por um mercador de Monsaraz, de seu nome Martim Silvestre, por 11 000 libras. No entanto, dadas as incompatibilidades sociais entre o mercador e o rei, este vai exigir a sua devolução pelo mesmo preço de aquisição, fazendo nova concessão a D. Raimundo e a seu filho Guilherme de Cardona.

Relativamente à crise de 1383-85, a praça de Mourão aderiu à causa do Mestre de Avis, como é referido na crónica de Fernão Lopes, tendo sido alvo de devastadoras incursões castelhanas.

No que diz respeito à alcaidaria de Mourão, esta foi atribuída pelo futuro rei D. João II a Diogo de Mendonça, estando nesta família até ao reinado de D. Afonso VI. Aquando da instauração da monarquia dualista (1580), Mourão, através do seu alcaide-mor Francisco de Mendonça, aderiu à causa espanhola. Após 60 anos, a vila passou, na pessoa de Pedro de Mendonça Furtado, para o lado dos conspiradores. O herdeiro da alcaidaria de Mourão, amigo íntimo do Duque de Bragança, sentiu a necessidade de dignificar a imagem da sua família, sendo dos primeiros conjurados a tomar parte nos acontecimentos que conduziram ao 1º de Dezembro, em 1640.

Após a Restauração, no âmbito das guerras da independência, Mourão sofreu o impacto das frequentes escaramuças fronteiriças, sendo a sua praça assolada pelo exército inimigo em diversas ocasiões. É de realçar o cerco da mesma pelo exército do Duque de S. German, durante o qual, sob o comando do Capitão João Ferreira da Cunha, a praça conseguiu resistir apenas durante seis dias, revelando desse modo a fragilidade das muralhas do castelo. Dado que a reconquista de Mourão se tornou numa prioridade fronteiriça, a rainha regente, D. Luísa de Gusmão, empenhou-se profundamente na tomada da vila aos espanhóis, ocorrendo esta a 29 de Outubro de 1657. Nessa reconquista teve um papel determinante Joane Mendes de Vasconcelos.

No século XVIII, Mourão sofreu os efeitos do terramoto de 1755, que, conjuntamente com os trabalhos de arranjo, ampliação e consolidação da estrutura defensiva do castelo, iniciados no século XVII, e o estado de destruição deixado pelos inimigos levaram ao redesenhar da traça urbanística da vila.

No século XIX, a nova reforma administrativa levou à criação de novos limites concelhios, o que no caso de Mourão contribuiu para que este fosse extinto e anexado ao concelho de Reguengos de Monsaraz, pelo decreto de 24 de Outubro de 1853. Em 1861, o concelho de Mourão foi novamente restabelecido.

Mourão encontra-se actualmente rodeado pela água do Alqueva, perfilando-se este novo recurso natural como um dos motores do desenvolvimento económico sustentado desta localidade e do concelho.
 
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Distrito de Portalegre
     
     
    NISA
ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Nisa
Gastronomia


Como em todo o Alentejo, a gastronomia é curte e em Nisa não é excepção.
As iguarias que enfeitam a mesa são feitas de sabores únicos e o perfume que enche o ar é por si só um convite para ficar.
Quando nos visitar prove o que de melhor se faz por aqui.
Pratos típicos:
- Maranhos
- Pezinhos de Tomatada
- Feijões das Festas
- Arroz de Lampreia
- Sopa de Peixe do Rio
- Sarapatel
- Migas de pão e/ou batata com carne frita
- Sopa de Cachola
Doces :
-Cavacas, Bolos de Azeite, Bolos de Canela, Bolos Dormidos, Esquecidos, Nisas, Barquinhos, Tigeladas, Borrachões e Rebuçados de ovos.

A fama do concelho de Nisa deve-se sobretudo à diversidade e riqueza das suas artes e ofícios tradicionais.
Nisa é, de facto, um dos centros de excelência não só do artesanato alentejano, como de todo o país.
Quer na vila, quer nos aglomerados dos arredores têm germinado e persistido artes antigas que são o expoente de uma vida e da cultura de um povo.
O artesanato é diversificado e essencialmente decorativo. A Olaria Pedrada é uma tradição ancestral que ocupa apenas três oleiros.
Caracteriza-se essencialmente por peças de barro vermelho incrustadas de pequenas pedrinhas brancas. Os Alinhavados, as Rendas de Bilros, as frioleiras, os trabalhadores de aplicação em Feltro são testemunhos do passado que no presente se encontram a ser executadas por algumas mulheres que ainda se dedicam a esta arte porque já poucas são as que querem aprender.

Além de riqueza da olaria e dos bordados e Rendas, Nisa conta ainda com dois tipos de produtos tradicionais de elevada qualidade, produzidos segundo métodos artesanais: os queijos e os enchidos.
A existência de dois produtos protegidos - O Queijo de Nisa e o Queijo mestiço de Tolosa – veio reconhecer a excelência de produção da nossa Região e a necessidade, de cada vez mais, apostarmos na qualidade e divulgação do que é característico e que importa preservar.
Os enchidos também eles conhecidos são produzidos com (IGP) Indicação Geográfica Protegida.

 
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Distrito de Beja
     
     
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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
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CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Odemira


Odemira, “O Alentejo num só concelho”.

No coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Odemira afirma-se como o maior concelho do país, onde é fácil encontrar diversidade ambiental e paisagística.


Por estas paragens é possível encontrar o mar, as praias urbanas e naturistas, o rio, as barragens, a serra, a planície, enfim, algumas das mais belas naturezas protegidas do nosso país.


Para Visitar Odemira, saiba como chegar, sobre o alojamento local, conheça os nossos postos de turismo e informe-se sobre a animação turística local e as opções de praia e campo que pode desfrutar.


Odemira é Sudoeste Alentejano, é Parque Natural, é diversidade ambiental e como tal, oferece espaços verdes, com amplo destaque para o parque das águas.


Outros lugares de interesse relevante são os portinhos de pesca e outros lugares de encantar.


Por cá também acontecem diversas festas e festivais e pode saborear os produtos genuínos do mar e da terra, numa gastronomia rica e variada, onde não faltam o peixe fresco, os mariscos, o vinho e as azeitonas. Também as pessoas lhe dão boas razões para se sentir em casa…ou não fossemos alentejanos!

Odemira, um concelho “a visitar”!



 
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Distrito de Beja
     
     
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Ourique
Locais a Visitar
CASTELO DE OURIQUE
A edificação do Castelo de Ourique, estrutura militar lendária e que ainda hoje preenche memórias, deve-se aos muçulmanos. Este castelo terá, com toda a probabilidade, alternado várias vezes entre o Crescente e a Cruz, consoante a sorte de armas. Nos tempos da reconquista teria um papel essencialmente de atalaia defensiva, tendo como guarda avançada o Castro da Cola. Uma das referências mais importantes ao Castelo de Ourique é feita pelo cronista árabe Ahmed Benmohmed Arrazi que, no século X, se lhe refere como um dos mais fortes do termo de Beja.


IGREJA MATRIZ DE OURIQUE
Templo de arquitectura maneirista, barroca e rococó, foi reconstruída no séc. XVIII a mando de D. João V.
Destaque para a elegância da sua fachada principal, com trabalhos de argamassa de feição rococó.
No seu interior o Barroco afirma-se já plenamente pujante nas grandes estruturas de talha dourada e policromada que extravasam dos retábulos, prolongando-se pelo arco triunfal, cornijas e sanefas. Na frontaria, de remate delicadamente rococó, sobressai a composição assimétrica das armas reais, dialogando com a traça das torres sineiras, tão amplamente utilizada no mesmo período estilístico.


IGREJA DA MISERICÓRDIA
(Praça D. Dinis)

Construída no séc. XVI, possui um conjunto de portais de grande depuração classicizante, que denotam a poderosa influência da tratadística italiana. O portal localizado à esquerda apresenta verga recta adintelada assente em pilastras toscanas e é precedido por dois degraus.
O portal da direita evidencia a inscrição "TOS.OS OS O QvVERDES SE DE VIDE AS AGOAS P O HOI CHI MIDO" (“Todos os que houverdes sede vinde às águas”).


TORRE DO RELÓGIO
(Praça D. Dinis)

Construída em meados do séc. XIX, esta torre sineira tem uma planta quadrangular, coberta por cúpula escalonada e bolbosa, rematada por um cata-vento de ferro com a forma de bandeira.
É formada por dois pisos separados por cornija de argamassa e enquadrados por pilastras. O piso superior é rasgado por olhal em arco de volta perfeita. No alçado principal, rasga-se a porta de acesso. No piso superior, de frente para a Praça, destaca-se o mostrador quadrangular do relógio, de cantaria, com numeração árabe e ponteiros de metal.

IGREJA MATRIZ DE GARVÃO
(Garvão - Largo da Igreja)

Construída no séc. XVI, de arquitectura manuelina, tem uma planta longitudinal, característica dos pequenos templos edificados no Baixo Alentejo durante o reinado de D. Manuel I.
Destaca-se a qualidade plástica do seu portal principal e as abóbadas de cruzaria de ogivas com chaves e mísulas de cantaria, de requintado lavor, numa das quais se insere, em sítio bem visível, a cruz da Ordem de Santiago.


IGREJA DE SÃO ROMÃO
(Adro da Igreja, São Romão)

Igreja de peregrinação, construída provavelmente no séc. XVIII.
Nos inícios do séc. XIV, D. Vataça Lescaris, princesa de origem bizantina é donatária do termo de Panóias e oferece as relíquias osteológicas que existem na ermida.
Templo barroco, possui uma só nave e capela-mor, totalmente abobadada, com sacristia adossada e o seu alçado principal corresponde a uma variante habitual nos santuários de peregrinação do Baixo Alentejo que ascende aos finais da Idade Média.
A capela-mor é integralmente decorada em talha dourada e policromada de grande qualidade plástica. A sua sumptuosidade contrasta fortemente com o total despojamento do edifício, que constitui uma caixa rectangular, de tradição popular. A presença de armários-relicário integrados no retábulo e a existência de uma pequena cripta com acesso pela mesa de altar são aspectos que individualizam este imóvel.

CIRCUITO ARQUEOLÓGICO DO CASTRO DA COLA
O Castro da Cola fica junto da ribeira do Marchicão e próximo do rio Mira, e começou a ser ocupado nos inícios da Idade do Bronze. Classificado como Monumento Nacional, o seu dispositivo defensivo completava-se por cercas muralhadas, das quais ainda existem vestígios. Integra-se no Circuito Arqueológico do Castro da Cola, constituído por vários monumentos megalíticos, povoados calcolíticos e necrópoles das Idades do Bronze e do Ferro.


Mais informação sobre o Castro da Cola


SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DA COLA
Igreja de Nossa Senhora da Cola

Construída em inícios do séc. XVII, no séc. XVIII viu ser construído o retábulo do altar-mor e no séc. XIX foi ampliada com acrescento do nártex, torres sineiras e retábulos laterais. Singulariza-se pela sua escala e monumentalidade, dentro da tipologia habitual nos santuários de peregrinação do Alentejo. Apresenta uma planta longitudinal, enquadrada por duas torres sineiras, nave e capela-mor mais estreita, a que se adossa à esquerda a sacristia, uma dependência de acesso ao púlpito. No interior, arco triunfal de volta perfeita, com acesso por degrau, revestido por painéis de talha dourada e policromada, encimado pelas armas reais. A Capela-mor é coberta por abóbada de berço que arranca de cornija, sendo o retábulo-mor de talha dourada e policromada com tribuna e trono; o conjunto é enquadrado por duas colunas de cada lado, com dois painéis representando a "Anunciação " e a " Adoração dos Pastores ".
Este santuário foi desde muito cedo um dos lugares de peregrinação mais importantes do Baixo Alentejo. No início do séc. XVIII, temos a informação de que a sua Romaria era já a mais importante, sendo organizada pelos grandes proprietários da região.
Romaria anual a 8 de Setembro.

CERRO DO CASTELO/FORTE DE GARVÃO
O Cerro do Castelo de Garvão teve ocupação humana pelo menos desde o Bronze final, tendo aí sido encontrados muitos vestígios de romanização e ocupação continuada durante o período árabe. A vila medieval desenvolveu-se nas suas encostas Sul e Este.
Na vertente do lado nascente, foi encontrado um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, constituído na 2ª metade do séc. III a.C., certamente incluído numa estrutura de carácter religioso mais complexa.
A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profilácticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas.
Este depósito votivo foi constituído numa fossa artificial talhada na rocha e foi intencionalmente coberto por grande número de peças fragmentadas misturadas com grandes blocos de quartzo e terra. Na base assentava uma caixa com um crânio humano com indícios de trepanação, rodeado por ossos de animais e fragmentos de cerâmica pisados. Sobre ela assentavam grandes vasos cerâmicos, cheios de outros recipientes menores alguns contendo pequenos objectos em cerâmica, ouro, prata, vidro, coralina e bronze; os espaços entre eles era ocupado por outros recipientes menores

 
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Concelho de Ponte de Sor
.Se deseja o sossego, o ar puro, o sol, o desporto, sugerimos-lhe a Barragem de Montargil, situada numa zona de grande beleza paisagística, constituindo o grande atractivo turístico do nosso concelho. É uma magnífica estância balnear, propícia à prática de desportos náuticos e pesca, com óptimas infra-estruturas hoteleiras, parque de campismo, aluguer de barcos, aeródromo, etc...
A região do Vale do Sor oferece um conjunto de alojamentos turísticos, únicos no seu estilo: os Montes Alentejanos. Típicos das Herdades Agrícolas da região, são pequenos núcleos habitacionais no espaço rural e situam-se em plena natureza, em zonas de rara beleza ainda por descobrir. Desta forma, uma das opções mais aliciantes da oferta turística da região de Ponte de Sor é o turismo em espaço rural, proporcionado por montes que oferecem, para além da ambiência das suas actividades agrícolas, um sem número de actividades como: a caça, a pesca, o tiro, a equitação, a vela, a canoagem, o Ski aquático, ou passeios pedestres ou de bicicleta, entre outros.
Outros locais convidam a um belo passeio de domingo à tarde. Na Tramaga poderá apreciar os moinhos de rodízio, com raízes históricas medievais, junto ao rio Sor, num ambiente de grande beleza natural. Em Ponte de Sor a Zona Ribeirinha é um espaço no qual pode desfrutar da sombra das árvores e desfrutar com uma bebida fresca servida no Bar. Se é amante da prática desportiva tem ainda ao seu dispor um corte de ténis. No verão disporá ainda da possibilidade de desfrutar da prática da natação, utilizando para o efeito a Piscina Municipal. Durante todo o ano (excepto o mês de Agosto) poderá utilizar o complexo de Piscinas Cobertas que coloca à sua disposição vastas actividades desportivas. Junto ao Estádio Municipal, apetrechado com uma Pista de Atletismo, encontra-se um campo Multiusos e um Skate Park.
Se procura o encontro com a cultura, convidámo-lo a visitar o Centro de Artes e Cultura, na Avenida da Liberdade em Ponte de Sor, que alberga, entre outros a Biblioteca Municipal, o Centrum Sete Sóis Sete Luas e o Teatro da Terra. Aí poderá procurar um livro, ler um jornal diário ou visitar uma das exposições habitualmente aí patentes.

 
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Concelho de Portalegre
Património Histórico

Sé Catedral
Horário: 8h às 12h e das 14h30 às 17h30
Encerra ao domingo à tarde e à 2ª feira


Templo consagrado a Nossa Senhora da Assunção.
Criada a diocese em 1550, iniciou-se a construção da Catedral a 14 de Maio de 1556. A Igreja de Santa Maria a Grande foi então escolhida para servir de Sé até à inauguração do novo templo.
A D. Julião de Alva, capelão–mor da rainha D. Catarina e primeiro Bispo de Portalegre, coube o lançamento da primeira pedra para a referida construção que só viria a concluir-se durante o Governo do 3º Bispo D. Frei Amador Arrais, mas que continuou a sofrer alterações e ampliações até ao século XVIII É uma construção onde predomina o estilo renascença, mas com incursões no barroco. O interior contém um magnífico conjunto de pinturas maneiristas, uma importante colecção de talha dourada, e ainda belos conjuntos de azulejos dos séculos XVI a VXIII. Merecem destaque os azulejos da sacristia e o belo arcaz de pau rosa, do início do século XVIII, ali existente.


Museu Municipal
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18h
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa


O Museu Municipal de Portalegre possui um riquíssimo espólio proveniente, na sua quase totalidade, de dois antigos conventos de Portalegre, Santa Clara e S. Bernardo, e de doações particulares. A colecção mais significativa é a de Arte Sacra, de que se destacam peças como uma Nossa Senhora da Conceição, em marfim, indo-portuguesa, uma Pietá flamenga do Século XV, uma estante de missal Arte Nanban do Século XVI e um retábulo com passagens da vida de Cristo em terracota policromada, também do Século XVI. Outra colecção de referência é a de faiança portuguesa, com peças que nos traçam a história da faiança em Portugal desde o Século XVII até ao início do Século XX. Outras colecções dão vida aos espaços do Museu Municipal, de destacar a de mobiliário, com predominância dos estilos D. João V e D. José e de pintura, com obras de pintores portugueses contemporâneos como Manuel d’Assumpção, João Tavares, Arsénio da Ressurreição, Abel Santos e Miguel Barrías. Existem ainda as colecções temáticas, uma de Santo António e outra de caixas de rapé. De referir também o Iº automóvel que circulou em Portalegre, uma “voiturette” da fábrica francesa Clemente, Gladiator & Humber.


Casa Museu José Régio
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às 18hoo
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa

A Casa Museu José Régio demonstra o gosto muito especial que o poeta tinha em recolher “coisas modestas de arte popular”.
Na sua colecção, ao lado de peças de arte sacra peças do dia a dia da vida rural, chavões, pintadeiras, dedeiras, almofarizes, grais para temperos, tachos de arame, estanhos, ferros forjados, mas esta colecção ultrapassou largamente os domínios da etnologia e da antropologia cultural. Existe também ligada a este espaço uma pesquisa de mobiliário de boa marcenaria regional. Também as faianças despertaram o interesse do coleccionador, principalmente os pratos ratinhos, de cariz popular, e também os aranhões de influência oriental.
No que diz respeito à estatuária religiosa, podemos destacar a imensa colecção de Cristos que se tornou ex-libris da Casa Museu.


Castelo - Centro Interpretativo da Cidade
Sede de Exposições Temporárias da Fundação Robinson
Horário: das 9h 30 ás 12h 30 e das 14h00 ás 18h00
Encerra 2.ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa

Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino
Horário: das 9h 30 às 13h e das 14h30 às 18h00
Encerra 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa


O Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino é um museu especificamente dedicado à apresentação, conservação e estudo de uma parcela fundamental do património artístico nacional representado pelas Tapeçarias de Portalegre.
Encontra-se dividido em dois núcleos distintos; no primeiro apresenta-se a componente histórica relativa à Manufactura de Tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos de execução da Tapeçaria de Portalegre, enquanto que o segundo núcleo é dedicado à apresentação exclusiva de obras de tapeçaria seguindo a cronologia da Tapeçaria de Portalegre, desde o seu nascimento em finais dos anos 40 do século XX até à actualidade.
O Museu dispõe, para além das áreas de exposição permanente, de uma Galeria de Exposições Temporárias e de um Auditório com 109 lugares, que apresenta programação semanal de cinema.


Solares setecentistas
Portalegre tem dos melhores conjuntos de Casas Brasonadas do país.
Destacam-se, entre outros, o Palácio Avilez, o Palácio Achaioli, o Palácio Amarelo, o Palácio Barahona e o Solar dos Viscondes de Portalegre.
Na Casa Nobre de D. Nuno de Sousa podemos apreciar esta bela Janela Manuelina.


Mosteiro de S. Bernardo
Foi fundado em 1518. O portal, clássico, é datado de 1538. O corpo da nave e o transepto são cobertos por abóbadas de nervuras e bocetes com o Brasão dos Melos. As paredes ostentam painéis de azulejos historiados, barrocos, datados de 1739.
O túmulo de D. Jorge de Melo, que foi Bispo da Guarda e a quem se deve a edificação do mosteiro, é um dos mais sumptuosos do país.

Património Natural

Situado em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, o Concelho de Portalegre apresenta uma riqueza florística e faunística que o tornam muito interessante do ponto de vista do património natural e da conservação da Natureza.
A diversidade natural e paisagística constituem, juntamente com uma qualidade ambiental apreciável, um óptimo motivo para a realização dos percursos pedestres do Parque Natural que atravessam o Concelho: o percurso pedestre das Carreiras, do Reguengo, da Ribeira de Nisa e de Alegrete. Estes percursos dispõem de folhetos informativos com a interpretação do percurso e estão sinalizados no terreno.
Para além destes percursos, é possível ainda admirar a riqueza paisagística deste Concelho através dos diversos miradouros existentes:


O Miradouro de Santa Luzia
Situado na Serra de Portalegre (670m) com magnífica vista sobre a cidade de Portalegre.
Acessos: EN 246 – 2 , Ligação Portalegre – Salão Frio


O Miradouro da Penha
Situado na Serra da Penha, inclui uma belíssima Capela do século XVII.
Acessos: EN 18 – ligação Portalegre Fortios/Crato


Pico de S. Mamede
Situado a 1025 m de altitude, é o ponto mais elevado do continente português a sul do Tejo. Magnífica vista sobre a barragem da Apartadura, a Vila de Marvão, a Serra da Estrela e boa parte da Extremadura Espanhola.
A sua geologia traduz-se na presença de xistos, grauvaques, calcários e quartzitos, litologia que se reflecte na variedade dos solos.


Miradouro das Carreiras
Local panorâmico de grande beleza paisagística. Na freguesia de Carreiras pode apreciar-se também uma calçada medieval.
Acessos: EN 246 Ligação Portalegre – Vargem e ligação Vargem – Carreiras/ Castelo de Vide.


Miradouro da Igreja de Nossa Senhora da Lapa
Pequena Igreja cavada na rocha situada a 1 Km da povoação de Besteiros. Belíssimo panorama do Parque Natural da Serra de S. Mamede.



 
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Distrito de Évora
     
     
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ALANDROAL CHAMUSCA ODEMIRA
ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
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ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Portel
Venha conhecer o município de Portel, entre a serra e a planície, onde o imponente castelo fundado no século XIII, domina o branco casario da vila.
Território de encantos e tradições, marcado pela diversidade da paisagem dominada pelo Montado. Portel assume-se hoje como “Capital do Montado” e porta de acesso a Alqueva, o maior lago artificial da Europa, formado pela Barragem de Alqueva.
A riqueza da paisagem natural, do património histórico e cultural constituem motivos suficientes para visitar este concelho que muito tem para lhe oferecer.


Castelo e Vila Velha (Património Militar)Patrimonio O castelo apresenta-se em forma de polígono irregular, aproxisítio aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos formados pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares.

O senhorio de Portel nasceu a partir da doação de um herdamento, feito pelo concelho de Évora a D. João Peres de Aboim, em 1258. Entre 1259 e 1260, sob a pressão diplomática do monarca D. Afonso III, os concelhos de Évora e Beja procederam à demarcação do dito herdamento, vindo os seus limites e marcos a ser confirmados, por carta régia, a 12 de Outubro de 1261. Poucos dias depois, o rei passava-lhe carta de couto, assumindo D. João de Aboim a plena jurisdição sobre este território.


A 18 de Outubro do mesmo ano, D. Afonso III concedia-lhe a autorização para construir “ castelo e fortaleza” no sítio que melhor lhe agradasse, dentro do termo. O homem de maior confiança do rei, seu fiel amigo e vassalo, aquele que veio a assumir o cargo de mordomo-mor durante o seu reinado, escolheu um sítio privilegiado para edificar a sua casa: o ultimo cabeço à saída da serra de Portel, onde existia uma abundante nascente de água, indispensável á fixação humana.

O castelo apresenta-se em forma de polígono irregular, aproxisítio aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos formados pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares, e coroado a nascente com a torre de menagem, de planta quadrada, constituída por três pisos. No piso térreo, funcionava o cárcere, ao qual se tinha acesso apenas por um alçapão situado no primeiro piso. As duas salas superiores, abobadadas e comunicantes através de uma escadaria interior encostada ao alçado Norte, serviam as funções inerentes à alcaidaria. Para além da porta de menagem, que dava acesso à vila muralhada, o castelo possuía ainda uma porta a poente (hoje obstruída), situada no sentido da estrada que ligava Portel a Beja. Coloca-se a hipótese de que tenha existido ainda uma outra, virada para Norte, que se direccionaria para o caminho de Évora, possivelmente dissimulada por campanhas construtivas e restauros posteriores.

A sua tipologia precoce para o espaço nacional uma vez que este sistema de contrafortagem só se difunde verdadeiramente em Portugal a partir de meados do século XIV denota algumas influências de arquitectura (dita) militar francesa medieval que, para além da sua função defensiva, traduzia o poder senhorial de quem os habitava. O castelo de Portel, casa de D. João Peres de Aboim e centro do seu potentado fundiário, simboliza, mais do que tudo, a sua ascensão social e a afirmação do seu poder (e, indirectamente, da influência régia) em terras de predomínio do poder dos homens bons, nomeadamente dos concelhos de Évora e Beja.

A construção do perímetro muralhado do espaço designado hoje como “ Vila Velha” (por oposição ao núcleo urbano “novo” que se desenvolveu extra-muros a partir dos séculos XIV / XV) terá sido imediatamente subsequente senão contemporânea á edificação do castelo, uma vez que, logo em 1262, D. João Peres de Aboim, sua esposa D Marinha Afonso, e seu filho, D. Pedro Eanes, concedem carta foral aos “povoadores do castelo de Portel e de seus termos, aos presentes e aos que hão-de vir”, segundo os foros e costumes da cidade de Évora. Com a aplicação deste documento legislador, criavam-se as condições fundamentais para a fixação da população no local e o consequente desenvolvimento da vila urbana.


É neste contexto que nasce o perímetro muralhado, terminado já no reinado de D. Dinis. Define-se numa planta trapezoidal, com três portas para o exterior: uma a sul, direccionada para o caminho de Moura e onde virá a construir, mais tarde, Vale Flores (a judiaria), e duas viradas a Nascente, a do Outeiro de Beja e a que correspondia à estrada de Évora (tradicionalmente chamada “do relógio”). A muralha, que não assumia propriamente um sentido defensivo, funcionava como um limite físico do espaço restritivo da povoação, dentro do qual vivia um número certo de vizinhos que seguiam as regras do burgo medieval, com todos os seus direitos e deveres. Se o centro administrativo e político se vem a situar no interior do posto, na extremidade Nascente da vila muralhada, no local hoje apelidado de “Eira da Vila Velha”.


A vila intra-muros caracteriza-se por um urbanismo linear, com uma rua direita que ligava a porta Este do castelo (da torre de menagem) à igreja matriz, chamada Rua de Santa Maria (actual rua da Vila Velha). De acordo com a documentação encontrada, existiam pelo menos mais duas ruas no interior, a rua de Évora e a rua da Fonte Sobreira. É provável que estas cortassem, transversalmente a principal: a primeira junto ao castelo, ligando as áreas respeitantes às duas portas da vila viradas a nascente, e a segunda (ainda hoje visível) dando acesso à porta sul da vila, e onde existia, já no espaço exterior, um ponto de água importante.

Portel foi propriedade da família de Aboim até ao ano de 1301, data em que a filha de João Peres de Aboim (sua herdeira) realiza um escambo com D. Dinis, através do qual troca o castelo e respectivo aglomerado urbano por outras vilas (Mafra, Évoramonte e Aguiar de Neiva). Durante a crise de 1383-85, por via do seu alcaide, Portel apoia o partido de Castela, sendo a vila “ retomada” para a coroa portuguesa por D. Nuno Alvares Pereira, aquando da resolução deste conflito ibérico. Como recompensa, D. João I oferece-lha, juntamente com outras terras e rendimentos, passando, mais tarde, para a casa brigantina por intermédio do casamento da filha do Condestável com o duque de Bragança.


Em 1510, Portel recebia nova carta de foral, à semelhança de outras tantas terras que foram contempladas pela reforma legisladora do rei D. Manuel, através da qual se procurou a modernização e a revitalização da vida urbana. Na vila de Portel, este novo ensejo foi também sinónimo de significativas reformulações arquitectónicas no castelo. A campanha de obras desenvolvida encontra-se bem documentada: foi executada a mando do rei, com consentimento do duque de Bragança, e está profundamente ligada ao nome de um dos melhores arquitectos desse tempo, de seu nome Francisco de Arruda, que veio a ser nomeado mestre de obras da comarca do Alentejo

Esta reforma arquitectónica traduziu-se essencialmente na edificação dos paços ducais brigantinos, com a capela de São Vicente e dependências várias de caracter doméstico (nomeadamente cavalariças e armazéns, notando-se o aproveitamento de estruturas anteriores), na elevação da torre de menagem para mais um piso, abobadado, e na construção de uma nova barbacã. O conjunto dos edifícios constituiu-se ao longo da muralha interior, formando um pátio, com um poço ao centro. É muito provável que tenha sido a construção dos paços ducais o motivo que impulsionou a deslocação do centro político/administrativo da torre de menagem do castelo para o exterior do espaço muralhado, vindo a ocupar parte da muralha da barbacã, no sitio onde se ergue hoje a Câmara Municipal, antigos Paços doConcelho. A construção deste edifício, acompanhada pelo surgimento de outros espaços arquitectónicos ligados à vida económica urbana (como a casa do pão e os açougues públicos) e, já no século XVII, da Capela de Santo António e da Igreja da Misericórdia ( que veio sobrepor construtivamente à Capela de São Romão), esteve na génese da constitiução da antiga Praça Publica, actual D. Nuno Alvares Pereira.

Depois de 1640, com a deslocação definitiva da família de Bragança para Lisboa aquando da subida ao trono do seu duque, o Rei D. João IV de Portugal, o castelo começou a perder vivência humana. Francisco de Macedo Pina Patalim, na sua obra Relação Histórica da Nobre Vila de Portel, datada de 1730, lamenta-se pelo estado de degradação em que se encontravam os paços ducais: E dentro do dito castelo está uma igreja de admirável arquitectura com o orago de São Vicente (Hoje quase arruinada) contígua ao palácio e boas casas onde vinham pousar os Sereníssimos Duques de Bragança, de cuja nobreza se mostram hoje unicamente os vestígios, chorando pela glória, em que naquele tempo se viram assistidos.


Paralelamente, a continuidade do crescimento urbano extra-muros e a passagem do centro religioso para o exterior da vila muralhada e desertificação da vila intra-muros. A igreja de Santa Maria (entretanto já reformulada e agora sob o orago de Senhora da Alagoa), havia sido destruída para dar lugar a um novo templo, iniciado em 1593; enquanto se aguardava a sua conclusão ( o que nunca se verificou ) as funções de matriz funcionaram na Igreja do Espírito Santo e, mais tarde, na Igreja de São Luís, até que foi edificada a actual igreja matriz, já na segunda metade do século XVIII.


Desde os anos 30 do século XX, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais tem procedido a várias intervenções de restauro junto do monumento, sobretudo nas muralhas, tendo a última ocorrido em 2000. Na década de 50 do século XX, levou a cabo também, e em acordo com a casa de Bragança (cuja Fundação ainda hoje é proprietária do castelo), uma campanha de arqueologia no interior do castelo, infelizmente pautada pela ausência de uma metodologia cientifica, o que veio a destruir evidências arqueológicas importantes para a reconstrução de construções.


Apesar disso e do avançado estado de ruína em que o conjunto se encontra, ainda é possível perceber nas várias estruturas alguns espaços constituintes dos antigos Paços brigantinos, dos quais se destaca um bom exemplar da arquitectura manuelina, a Capela de São Vicente. Trata-se de um templo de pequenas dimensões, de planimetria rectangular, com cabeceira orientada a nascente; a capela-mor era coberta por abobada de cruzaria, vendo-se ainda, nos ângulos de fecho da construção, as mísulas onde descasavam as nervuras que constituíam a cobertura interior. A nave, em nível topográfico menos elevado que a capela-mor, tinha para além da porta para o exterior, acesso directo às salas do paço. É de assinalar a subsistência de dois dos pináculos que rematavam a cabeceira, em forma de cone torneado.

Enquanto o castelo assumiu o papel de principal atracção turística do município de Portel, a Vila Velha voltou a ter novamente a função que responde à sua função habitacional. (...)

Serra de Portel
(Património Natural)
Patrimonio Situada no limite sul do Alentejo Central, a partir do qual se estendem as peneplanícies do Baixo Alentejo, a Serra de Portel face aos campos circundantes.
Situada no limite sul do Alentejo Central, a partir do qual se estendem as peneplanícies do Baixo Alentejo, a Serra de Portel face aos campos circundantes, apresenta valores mais elevados de precipitação e uma ligeira suavização da temperatura. Estes factores associados ao isolamento de algumas serranias e ao difícil acesso de algumas vertentes mais inclinadas contribuiu para o desenvolvimento de algumas comunidades de vegetação densa e luxuriante que aparentam ter sido poupadas à arroteia generalizada do Alentejo conduzida, nos anos 30, pela “campanha do trigo”. Em certos vales encaixados da serra é ainda possível encontrar alguns vestígios da vegetação potencial da serra, ou seja, os bosques mistos de sobreiro e azinheira com um rico subcoberto composto por matagais de medronheiro, carrasco, folhado, murtas, adernos, sanguinho, mato-branco, trepadeiras diversas e algumas orquídeas. Em outras áreas mais expostas à contínua acção do pastoreio e da agricultura a densidade de arvoredo tende a diminuir e o matagal luxuriante e diversificado tende a ser sub stituído por estevas, sargaços, genistas e rosmaninho.

Clima
A Serra de Portel apresenta um clima Mediterrânico com períodos quentes e secos prolongados, alternados por períodos frescos e húmidos. No Inverno as temperaturas podem ser negativas. Verifica-se a existência de uma diversidade de variações microclimáticas associada à diversidade de situações fisiográficas.


Geomorfologia
Maciço montanhoso de origem xisto - grauváquica. A Serra apresenta uma elevação máxima de 420 metros e uma diversidade de tipos de solos, entre os quais figuram diversos solos mediterrâneos, litossolos e aluviossolos. Contudo aqueles que ocupam maiores extensões são os litossolos.(solos esqueléticos )de xistos.

Flora
Beliz (1990) inventariou cerca de 680 espécies vegetais. Verifica-se uma elevada diversidade de comunidades vegetais associadas aos povoamentos de sobreiros e azinheiras e encontram-se presentes um conjunto de plantas pouco frequentes, ou mesmo raras, no país, claramente resultantes de microclimas locais e da profusão de tipos de solos.


Fauna
Comunidade faunística rica designadamente das aves e mamíferos predadores. No conjunto as comunidades presentes constituem uma amostra representativa das condições naturais do Alentejo Central

 
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
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Concelho de Redondo

Artesanato - O artesanato utilitário e decorativo, a gastronomia, o vinho, o azeite, o cante e tantas outras marcas distintivas de uma identidade cultural sólida, num concelho decorado a papel e no qual pontuam antas, torreões, igrejas e uma paisagem extraordinária. Para descobrir com a temperança dos sábios e a perseverança dos gaiatos.

Como Chegar
- Envolvido pelos concelhos de Évora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Reguengos de Monsaraz, o concelho de Redondo é delimitado pelas extensas planícies a sul e a Serra d'Ossa a norte.

Geografia - O concelho de Redondo situa-se no Alentejo Central e estende-se por uma área de 371 km2, correspondendo a 5,1% da área total do Alentejo Central. A vila de Redondo situa-se no cruzamento de dois eixos rodoviários: EN254 e ER381.

História e Património Arqueológico - A presença humana na região remonta a vários milénios A.C., durante os quais, inúmeros elementos da cultura material e imaterial se foram inculcando na ideossincracia do povo e por ele reificados nos seus usos e costumes, podendo hoje ser experimentados e contemplados por quem nos visita.

CASTELO - Cerca militar (classificada por Decreto de 2 de Janeiro de 1946 como Monumento Nacional e como Zona Especial de Protecção em 26 de Março de 1962) mandada construir por D. Dinis.
A planta tem a configuração de uma elipse irregular murada, de grossa alvenaria, sem cortina ameiada, conservando ainda o adarve, embora parcialmente interrompido. Possui quatro torreões de forma arredondada que protegem o amuramento e duas torres, uma virada a Noroeste, Torre de Menagem, e outra a Sudeste, a da Alcaidaria. Apresenta duas portas torreadas, com arcos góticos: a nordeste fica a Porta da Ravessa ou do Sol (na imagem acima), onde existe a marca oficial da vara e do côvado, a que os industriais do pano se tinham de submeter nos mercados e feiras; a sudoeste está a Porta do Postigo, que foi aumentada no período Manuelino, por novo arco de alvenaria de volta plena decorada com o brasão de armas do donatário da vila, D. Vasco Coutinho.
No parapeito da torre subsiste um antigo relógio de sol. As duas portas estão ligadas pela rua principal medieval, denominada Rua do Castelo, onde funcionou o antigo edifício da Câmara, a Cadeia Comarcã e o Celeiro Comum.

CONVENTO DE SAO PAULO
Séc. XII
O Convento de São Paulo foi erguido a meia encosta da Serra d Ossa pelos monges da ordem de São Paulo Eremita. Alberga actualmente um requintado hotel. Testemunham várias crónicas que o Convento de São Paulo acolheu, durante séculos, figuras célebres como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina de Bragança.
Como antigo Convento Palaciano, detém um dos mais notáveis núcleos de painéis de azulejos do país, com temas bíblicos e do hagiológio cristão da autoria de artistas anónimos de Lisboa (século XVIII). Mais de 54.000 frescos, baixos-relevos em terracota e outras preciosidades como a fonte florentina das quatro estações e a Igreja Velha que justificou a sua classificação de interesse público e monumento nacional. (dec..lei 28/82 de 26 de Fevereiro).

TORRE DE MENAGEM
Fortificação (Séc. XV)
Construção militar palaciana, destinada a substituir a alcaidaria primitiva, é obra do tempo de D. Afonso V, que ordenou a sua feitura nos últimos anos do seu governo, com determinação de uma colecta aplicável sobre os vinhos de Évora. Todavia, a empreitada terá sido concluída já no reinado de D. Manuel, como o parece provar a formosa abóbada do 2º piso.


Gastronomia
- Os produtos regionais são um dos capítulos preferidos dos visitantes da região, com atributos suficientes para satisfazer os mais exigentes. ver mais>>

O Mel
O Mel, produzido nas pastagens naturais das serras e planaltos alentejanos, é altamente apreciado e reconhecido.
O mel produzido em Redondo é um mel de cor clara, variável desde o amarelo transparente até ao ambarino cuja tonalidade é característica da região e decorrente da respectiva composição polínica, isto é, da flora que serve de pasto às abelhas. A cristalização é fina e compacta. É produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica).
Existem variantes: Mel de Rosmaninho; Mel de Soagem; Mel de Eucalipto; Mel de Laranjeira; Mel Multifloral.

O Azeite
O azeite esteve, desde sempre enraizado nos hábitos alimentares do povo de Redondo, podendo dizer-se que toda a alimentação da região era, até há bem pouco tempo, à base de azeite: o ensopado de borrego, as migas, a açorda, a sopa de beldroegas, todos os fritos e variados bolos e biscoitos.
Também na conservação dos alimentos tinha o azeite um papel importante: os enchidos e os queijos guardavam-se, de um ano para o outro em enormes potes de barro cheios de azeite. Ainda hoje se verificam muitos destes usos tradicionais do azeite numa vila, de resto, ligada à fama da finura e excelência do seu azeite desde épocas que se perdem no tempo.
Condições edafo-climáticas muito particulares e solos de elevada aptidão produzem um ambiente natural e privilegiado para o desenvolvimento da oliveira cuja produção tem merecido altas distinções em diversos certames.
São azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor amarelo ouro, por vezes ligeiramente esverdeados. Um produto de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferecem a Natureza, o clima mediterrânico e a cultura romana e árabe que o engenho humano quis transformar numa especialidade sem par.

Os Enchidos
No Alentejo, o grande destino dos porcos das matanças é a preparação dos enchidos, para o que são destinados os melhores pedaços. Era ainda hábito, nas casas de famílias numerosas, matarem dois porcos por ano, aos quais retiravam apenas dois presuntos, ficando a restante carne para os apreciados enchidos. Trata-se também de um produto com uma grande tradição no concelho de Redondo. A qualidade dos nossos enchidos depende bastante mais da qualidade da carne utilizada do que da complicação da receita, podendo dizer-se, simplificando, que apenas lhe basta a massa de pimentão, o sal, alho pisado e um pouco de fumo. Os enchidos mais importantes são os paios (feitos com a carne do lombo, enrolada na membrana que reveste as banhas do porco, e posteriormente apertada com linha em volta), os painhos ou paiolas (para os quais é utilizada a melhor carne magra), as linguiças (chouriços de carne magra entremeada com alguma carne gorda), a cacholeira (feitas com carne gorda temperada com sangue) e as farinheiras.

O Pão
O pão é um alimento de grande consumo com repercussões conhecidas na saúde. No entanto, é raro alguém lembrar-se que, este elemento essencial à nossa alimentação, tem raízes milenárias e acompanhou mesmo quase toda a evolução do ser humano. É um alimento que resulta da cozedura de uma massa feita com farinha trigo, água e sal. Aquando da sua chegada ao Alentejo, já o pão fermentado tinha substituído o pão ázimo. É ainda com este pão milenar que, hoje, no dia a dia, continuamos a partilhar a nossa maneira de ser.
Ainda hoje somos guardadores zelosos desta Epopeia do Pão.
No Redondo o pão de trigo continua a ser o assento do naco de toucinho e da lasca de queijo. Continua a ser utilizado no gaspacho, no ensopado, nas migas e na açorda. Continua a ser alentejano.
Possivelmente, aqui, na planície, a evolução do pão andou de mão dada com o seu uso em sopas. A açorda aparece no pódio primeiro do uso pão. Tem a nossa maneira de ser a virtude da poupança ao usar o panito mesmo depois de duro, em cubos ou falquejado, na condição de substância húmida. Assim, hoje em dia, o pão que deixou de ser de fabrico doméstico, para ter um fabrico mecanizado e muitas vezes altamente industrializado, a fim de responder ao abastecimento dos grandes centros urbanos sobrevive tradicional no nosso concelho e a muitos serve de cartão de visita.

O Vinho
Ao falarmos de Redondo temos, necessariamente, que falar da cultura da vinha e do seu incomparável vinho, que se tem mantido desde os primórdios da humanidade ligado à história e cultura deste povo. Utilizado nas mais diversas circunstâncias da vida, desde a alimentação aos rituais religiosos.
No nosso território, a cultura da vinha é anterior à ocupação romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração agrícola em geral, conheceram um avanço técnico mais significativo. São ainda evidentes as marcas deixadas pelos romanos através de diversos equipamentos ainda hoje conhecidos e alguns correntemente utilizados – é o caso dos "podões e das "talhas" , recipientes usados nas adegas do Alentejo para a fermentação de mostos e conservação, transporte e armazenagem de vinho.
Os valores de insolação, as características edafoclimáticas, os solos mediterrâneos e os saberes humanos, favorecem, na região, a produção de afamados vinhos que aromatizam o ambiente e aguçam os paladares da riquíssima gastronomia alentejana, com a qual mantém uma forte relação de cumplicidade. A região produtora de vinhos alentejana constitui uma das grandes riquezas do nosso país.

Castas Predominantes nos Tintos
Periquita, Aragonez, Trincadeira, Moreto e Alfrocheiro.


Castas Predominantes nos Brancos
Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Tamarez e Arinto;

Características dos Tintos
De cor rubi ou granada, aromas intensos a frutos vermelhos bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes. Adquirem complexidade com a idade

Características dos Brancos
Vinhos frescos e aromáticos.


O Queijo
Aristocrático alimento que, de entradas ou de saídas, na merenda ou simplesmente como conduto de um naco de pão alentejano, tem igualmente fama de bom companheiro não se fazendo rogado a aceitar a companhia de fruta, doce ou mesmo mel.
A tradição deste concelho, impõe-se com queijos de alta qualidade, protegidos por regulamentação que reconhece a Denominação de Origem Protegida (DOP) e a Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Os nossos queijos artesanais, são produzidos segundo técnicas tradicionais que incluem designadamente, as condições de produção de leite, higiene da ordenha, conservação do leite e fabrico do produto. Têm o seu nome regulamentado por legislação própria, que os protege de quaisquer imitações ou falsificações, garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
Comercialmente pode apresentar-se sob a forma de queijo pequeno de pasta dura com peso compreendido entre 60g e 90g, de merendeira de pasta dura com peso compreendido entre 120g e 200g e de merendeira de pasta semi-dura de peso compreendido entre 200g a 300g.

População -À semelhança da faixa interior do país, o concelho de Redondo tem vindo a registar uma quebrano seu efectivo populacional. Uma tendência que se procura inverter...


Cultura e Lazer -.Viva as festividades, tradições e cultura do concelho de Redondo. Em Agosto, de dois em dois anos, percorra inúmeras ruas adornadas com maravilhosas formas coloridas de papel, saídas do trinar das tesouras e da imaginação da população; aperfeiçoe os seus dotes manuais e veja como uma massa disforme de barro ganha formas extraordinárias ao ritmo das mãos experimentadas de um oleiro. Redondo é terra de tradições e artesãos, não perca esta oportunidade e venha experimentar aquilo que de melhor este concelho tem para lhe oferecer.

 
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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
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Concelho de Reguengos de Monsaraz
O Concelho está enquadrado na magnífica planície alentejana e no azul da Albufeira do Alqueva. O Concelho faz parte do Distrito de Évora. É uma zona principalmente agrícola (cereais, olivais e vinha), caracterizada por Verões quentes e longos e Invernos curtos e chuvosos.

Podem-se encontrar aqui numerosos monumentos arqueológicos, principalmente monumentos megalíticos. Para além dos monumentos megalíticos é também obrigatória uma visita à Vila de Monsaraz e deixar-se levar através do tempo.

Este Concelho mantém ainda excelentes condições ambientais, o que lhe permite passar bastante tempo em actividades no exterior, quer seja em passeios pedestres, passeios a cavalo ou a pescar e caçar…

Para além do património histórico temos ainda para lhe oferecer magníficas paisagens e tradições profundamente marcadas pelo artesanato, gastronomia e vinhos. No que respeita ao artesanato é obrigatório fazer uma referência especial a S. Pedro do Corval, o maior centro oleiro de Portugal.

O berço do Concelho
Monsaraz


Desde os tempos pré-históricos, talvez pela sua posição geográfica, na proximidade de um rio (o Guadiana), talvez por estar implantada sobre um cume com excelentes pontos de defesa, que atraiu vários povos.

A grande concentração de monumentos megalíticos nesta zona atesta a ocupação de tempos imemoráveis.

Este primitivo castro pré-histórico foi mais tarde romanizado e ocupado sucessivamente por visigodos, árabes, moçárabes e judeus, até ser definitivamente cristianizado no séc. XIII.

No século VIII, com as invasões muçulmanas, que ocuparam parte da Península Ibérica, Monsaraz cai sob o domínio do Islão.

Em 1167, foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor, numa expedição que partiu de Évora. Poucos anos depois, em 1173, Monsaraz volta novamente a cair em poder dos almóadas, na sequência da derrota de D. Afonso Henriques em Badajoz.

Só mais tarde, em 1232, D. Sancho II, auxiliado pelos templários, reconquista definitivamente Monsaraz, fazendo a sua doação à Ordem do Templo, que fica encarregue da sua defesa e repovoamento.

Neste período de ocupação cristã de Monsaraz, começou-se igualmente a levantar a nova alcáçova, e os cavaleiros templários e o clero secular deram início à edificação dos templos religiosos de Santa Maria do Castelo, de Santiago, da ermida de Santa Catarina, do Hospital do Espírito Santo e da Albergaria para culto e atracção de novas populações.

Em 1319, Monsaraz é erigida à comenda da Ordem de Cristo, recém fundada em Portugal, e fica na dependência de Castro Marim. È nesta altura que começa a ser construído o edifício gótico do primitivo tribunal (e é também nesta altura que se começa a construir a torre de Menagem).

Em 1385 foi invadida pelas tropas do rei castelhano D. João. Foi resgatada, mais tarde, por D. Nuno Álvares Pereira.

Em 1422, por doação do condestável D. Nuno Álvares Pereira ao seu neto D. Fernando, Monsaraz é integrada na Sereníssima Casa de Bragança.

Em 1512, D. Manuel manda reformar o foral de Monsaraz e regula a vida pública do concelho e da vila por diploma jurídico e a confraria da Misericórdia de Monsaraz fica definitivamente instituída na Matriz de Santa Maria da Lagoa.

A vila recebeu, após a restauração de 1640, importantes acrescentamentos tácticos, com o levantamento de uma nova cintura abaluartada, que tornou a vila numa poderosa “cidade inexpugnável”.

As Portas de Monsaraz

Porta da Vila

Esta é a porta mais característica de Monsaraz que na parte interior se encontra insculpida com duas marcas-padrão destinadas ao mercado do pano.


Acesso principal da Vila, cuja robusta estrutura defensiva está protegida por dois cubelos semi-cilíndricos. O de poente, encimado pelo campanil do relógio (provavelmente construído no tempo de D. Pedro II), tem um tecto nervurado e no cimo da cúpula um sino fundido pelos artistas estrangeiros Diogo de Abalde e Domingos de lastra, com inscrição de 1692.

A encimar o fecho gótico do arco da porta, uma lápide comemorativa da consagração do reino, por D. João IV, em 1646, à Imaculada Conceição.

Porta d’Évora

Se percorrermos a vertente Norte de Monsaraz partindo do Sul para o Norte, encontramos primeiro a Porta de Évora, por onde penetrava na Vila a estrada romana que vinha de Moura.

A pol, granítica e flanqueada a Sul por um cubelo defensivo.

Porta d’Alcoba

Para Sul, a cerca rompe-se na porta de cantaria de granito ogival, chamada hoje de Alcoba, sendo no século XVII denominada por “Porta Dalcoba”.

Porta do Buraco

Para Sudoeste encontramos o Postigo ou Porta do Buraco. Protegia a cisterna pública da Vila e por isso os engenheiros franceses que delinearam as fortificações modernas ordenaram o seu entaipamento para proteger o precioso líquido.
Parece ser a Porta mais antiga da cerca.

Principais monumentos em Monsaraz

Ermida de Santa Catarina de Monsaraz
Pelourinho de Monsaraz
Igreja de Nossa Senhora da Lagoa
A Casa da Inquisição
Capela de São José
Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz
Cisterna
Igreja de Santiago
Capela de São Bento ou Ermida de São Bento
Capela de São João Baptista (Cuba)
Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia
Igreja da Misericórdia
Igreja de São Bartolomeu
Ermida de São Lázaro

 



 
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Concelho de Rio Maior
Locais de interesse


Museu Rural e Etnográfico de S. João da Ribeira
A história do museu começa em 1993, quando o Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira assume o encargo de recolher utensílios de labor rural e doméstico, assim como roupas de trabalho e uso domingueiro, com a finalidade de preservar e expor à observação e estudo os objectos do nosso património rural.
Em 1994, o material recolhido é exposto no salão do Centro Cívico, o que motiva a população a doar peças que vão aumentar significativamente o espólio existente até essa data.
O edifício que hoje podemos visitar era um antigo lagar de vinho, degradado, que foi objecto de cuidado restauro subsidiado a nível oficial e particular.
O museu divide-se em três áreas distintas:
A sala principal, que apresenta diversos núcleos com afinidades funcionais (Vinho, Lavoura, Água, Cereais, Matança do Porco, Azeite, Árvore, Sela e Tiro, Sapateiro, Cerâmica, Barbeiro, Ferrador)
A cozinha, onde se pode assistir ao fabrico do pão pelos métodos tradicionais e saboreá-lo no final da visita (mediante marcação).
O quarto, em que tudo foi pensado ao pormenor, desde o colchão da cama, feito com camisas de milho, ao conteúdo das gavetas da cómoda.
Os objectos expostos poderão, assim, ser revistos pelos seus pretéritos utilizadores, e admirados por aqueles que pertencem a gerações mais novas, nascidas e criadas à sombra das tecnologias que lançaram para o esquecimento grande parte destes instrumentos.
As visitas são acompanhadas e devem ser marcadas com antecedência.

Entrada no Museu
Adultos - 1.50 Euros
Idosos e estudantes - 1 Euro

Fabrico do Pão
O pão só se coze mediante encomenda, normalmente para grupos, que podem adquiri-lo no final da visita. Quando existe essa intenção, ela deve ser comunicada no acto da reserva.
Amassadeira - 40 Euros
Pão grande - 1.50 Euros
Brindeiras - 1.00 Euro
Pãezinhos c/ chouriço -1.50 Euros

Horário:
O museu abre mediante marcação

Morada:
Museu Rural e Etnográfico
Largo Padre Francisco Saramago, nº 1
2040-460 S. João da Ribeira

Contactos:
Carlos Duarte, Telem: 962 997 211
Mª. José Sequeira, Telem: 934 779 144
Ou
Gabinete de Turismo
da Câmara Municipal de Rio Maior
Tel. 243 999 890/2
Fax. 243 999 899

Villa Romana
A Villa Romana de Rio Maior é datável do século III / IV e foi descoberta em 1983 pelo Sector de Museus, Património Histórico, Arqueológico e Cultural da Câmara Municipal de Rio Maior. Entre 1992 e 1993, foi aberta uma vala de sondagem abrangendo todo o terreno, para avaliar a potencialidade e grau de integridade dos vestígios arqueológicos.
Em 1995, sob a direcção do Dr. Beleza Moreira, iniciaram-se as escavações deste Sítio.
A Villa romana rústica ou rural funcionava muitas vezes como casa de campo de um importante senhor romano, normalmente um magistrado de uma cidade.
Era uma grande quinta (latifúndio), onde se exploravam todos os recursos disponíveis: produtos agrícolas (cereais, leguminosas, azeite, vinho, etc.); mineração de Ferro e fabrico de utensílios de metal; criação de animais; fabrico de cerâmica; tecelagem; produção de sal (para conserva de alimentos e tratamento de couro), etc.
A produção era depois vendida às cidades romanas como Eburobritium (Óbidos), Collipo (Leiria), Scallabis (Santarém) e ao exército romano.
Até ao momento estamos apenas em presença de uma parte da Pars Urbana da Villa, ou seja, a área onde o proprietário vivia com a sua família, faltando pôr a descoberto outras zonas (áreas de serviço) e ainda localizar o templo, bem como os banhos ou termas.
O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza desta Villa e dos seus proprietários.
Outro elemento constante em todas as salas e corredores postos a descoberto são os fragmentos de estuque pintado que fariam parte da decoração parietal e dos tectos da Villa.
Todas as dependências e áreas de circulação, são pavimentadas com mosaico de estilo geométrico associado a motivos vegetalistas e fitomórficos.
Foram descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas, uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase intacta - a Ninfa Fontenária de Rio Maior.
A Ninfa fontenária representa um corpo feminino em repouso, esculpido em mármore branco, porventura de Estremoz. A mão esquerda está apoiada sobre um vaso que possui um orifício para receber uma canalização, a qual verteria água num recipiente.

Forno Medieval de Alcobertas
Este forno foi descoberto nos anos cinquenta do passado século, quando se procedia à preparação do terreno para a instalação de uma fábrica de cerâmica.
Para a sua implantação foi criada uma plataforma, procedendo ao desaterro e nivelamento de parte da encosta do maciço onde se encontram os "Silos". Nesta, por sua vez, foi escavado o espaço, necessário para a implantação de toda a estrutura (fossa de alimentação, conduta, fornalha e câmara de cozedura).
Subsistem ainda vestígios da conduta, estando o restante em relativo bom estado de conservação. A fornalha é composta por três arcos sobre os quais assenta a Câmara de Cozedura e conferem estabilidade a todo o conjunto.
O espaço entre os arcos foi usado na obtenção de maior área de tabuleiro da Câmara, com a colocação de tijolos entre eles e estes e as paredes, que por sua vez funcionaram de base para obterem os diversos orifícios de passagem de calor existentes.
Possui uma planta sub quadrangular. As paredes foram feitas de barro cru encostado ao terreno, com uma espessura média de 10 cm sendo relativamente finas nos cantos.



Visitas Guiadas
Os Serviços de Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior acompanham grupos em visitas ao Concelho, com marcação prévia. Os grupos podem ser provenientes de estabelecimentos de ensino e formação, empresas, IPSS, associações, particulares, entre outros.
A marcação poderá ser feita por telefone e confirmada por escrito.
Para tal deve enviar o pedido de acompanhamento por e-mail, fax, ou ofício, indicando a proveniência do grupo, o número aproximado de pessoas, o dia, a hora de chegada, o tempo disponível e os locais que pretendem visitar.
Os itinerários e as visitas são efectuados em função das características do grupo a que se destinam (escolaridade, faixa etária, interesses/objectivos).

Locais a visitar:
Salinas (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Villa Romana
Museu Rural e Etnográfico
Dolmen de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Olho d´Água de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Silos de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Chãos (aldeia serrana) (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Gruta de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)
Percursos Pedestres (Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros)

 
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Concelho de Salvaterra de Magos
Locais de interesse

PONTE ROMANA DE MUGE
Construída no período romano, é um importante vestígio da presença daquele povo no concelho.


PONTE DO CAIS DA VALA
É difícil precisar a origem da ponte, contudo podemos inclinar o Séc. XVII, como a data em que se edificou, no reinado de D. João IV.


CONCHEIROS DE MUGE
Descobertos em 1863, os concheiros de Muge constituem o maior Complexo Mesólitico da Europa.


CAPELA DO ANTIGO PAÇO REAL
Ainda hoje este edifício conserva um altar-mor imponente, coberto em talha dourada.


CASA TRADICIONAL DA GLÓRIA DO RIBATEJO
A Casa Tradicional de Glória do Ribatejo foi criada em 1988, é o retrato fiel da cultura gloriana.


FONTE DO ARNEIRO DE SALVATERRA DE MAGOS
Há quem afirme que esta mãe de água da Fonte do Arneiro está localizada junto do Convento de Jericó.


PONTE FERROVIÁRIA RAINHA D. AMÉLIA
Projecto do famoso engenheiro francês Gustave Eiffel, esta ponte férrea data de 1903.


PRAÇA DE TOUROS DE SALVATERRA DE MAGOS
Inaugurada em 1920, ainda hoje é uma das Praças com mais espectáculos tauromáquicos ao longo do ano.


IGREJA MATRIZ DO GRANHO
De construção recente, mas local de grande valor para a população.


CAIS DA VALA E AS EMBARCAÇÕES TRADICIONAIS
Neste pequeno cais, aportavam os reais bergantins, que partiam do Terreiro do Paço, com a família real.

MUSEU ETNOGRÁFICO DE GLÓRIA DO RIBATEJO
A Glória do Ribatejo reúne uma série de tradições muito peculiares. Venha descobri-las no Museu Etnográfico da localidade.


IGREJA DE MUGE
Construída em 1297, esta igreja está intimamente ligada ao nascimento de Muge


BARRAGEM DE MAGOS
Espaço de lazer por excelência, foi construído na década de 30 do século passado.


IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
Símbolo da cultura gloriana, a igreja está umbilicalmente ligada à fundação de Glória do Ribatejo.


IGREJA DA MISERICÓRDIA DE SALVATERRA DE MAGOS
Construída no século XVII, tem na fachada principal um nicho reservado a um dos passos da Paixão de Cristo.


CAPELA DE SÃO MIGUEL ARCANJO

A Capela de S. Miguel Arcanjo foi construída em 1875.


ESTAÇÃO DO CAMINHO-DE-FERRO DE MARINHAIS
Estação inaugurada em 1904, pelo próprio rei D. Carlos, foi um importante passo no desenvolvimento da freguesia de Marinhais


PALÁCIO DA CASA CADAVAL
Há a referenciar nesta residência uma capela dedicada à N. Sr.ª da Glória.


FALCOARIA DO ANTIGO PAÇO REAL
Edifício único na Europa, é o testemunho da passagem da falcoaria Real por Salvaterra de Magos.


NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE ESCAROUPIM
A cultura e a tradição avieira, num anfiteatro natural de beleza ímpar na região.

CELEIRO DA VALA REAL - ESPAÇO CULTURAL
Actualmente é por excelência o espaço cultural do Concelho. Foi construído em 1657.


PALADARES DO CONCELHO

A cozinha típica do Concelho de Salvaterra de Magos, sofreu ao longo dos tempos a influência da Lezíria, da Charneca e do rio Tejo.

Da Lezíria e da Charneca vieram as carnes , o borrego, o cabrito, as aves de bico, o porco, a vaca e as carnes bravas; as sopas, bem condimentadas e ricas em legumes, hortaliças, carnes e enchidos, muitas vezes para ficarem mais saborosas deitavam-lhes um osso de porco.

Do Tejo com o sável, a saboga, o barbo, a fataça, a lampreia e a enguia, faziam-se sopas, açordas, molhatas, assados...

A doçaria é excelente, composta por pudins, biscoitos, arroz doce, broas, tortas e bolos bem amassado, cuja massa fica horas a fermentar...

CARDÁPIO
Torricado de Bacalhau, Tripa e Bucho, Arroz Doce Branco
Molhata, Cozido à Portuguesa, Pudim da Benvinda
Sopa de Ossos, Ensopado de Enguias, Carne da Matança do Porco, Papos de Anjo
Enguias Fritas com Arroz de Feijão, Bolo de Amêndoa
Acompanhar a refeição com vinhos do Concelho e terminá-la com um delicioso licor de Salvaterra.

SUGESTÕES DOCEIRAS
Lagartos, Arroz Doce, Bolo de Mel, Papos de Anjo, Broas, Sonhos, Filhós.



 
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Concelho de Santarem
1- Itinerário do Bairro à Lezíria

Percurso: Santarém, Portela das Padeiras, Quinta do Alexandre Herculano (Azoia de Baixo), Póvoa de Santarém (Quinta da Ribeirinha), Alcanhões (Adega Cooperativa), Vale de Figueira, Estrado do Campo (Ribeira de Santarém), Santarém.


2 - Itinerário Rumo à Serra
Percurso: Tremês, Abrã, Alqueidão do Mato, Murteira, Pé da Pedreira (visita às grutas do Algar do pena, Valverde/Alcanede (Castelo), Tremês.


3 - Itinerário por Terras do Ribatejo
Percurso: Vale de Santarém/Póvoa da isenta, Atalaia/Almoster (Convento de Almoster), Moçarria, Abitureiras, Bairro D. Constanca, Tremês, Santos, Achete, Verdelho, Póvoa de Santarém, Santarém.


Grutas do Algar do Pena

No carso profundo do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, situam-se estas admiráveis grutas, consideradas as maiores do país. A cerca de 40 metros da superfície, a vista expande-se num espectáculo de luz e formas tão variadas quanto invulgares, através da enorme profusão de espeleotemas. No local encontra-se instalado um Centro de Interpretação Subterrâneo. (Visita sujeita a marcação prévia - Tlf.: 244 – 491904- Écoteca/Tlf: 243 999 480- Sede do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros )


Castelo de Alcanede (I.I.P.)
Construção de provável origem árabe, implantada sobre o elevado outeiro. Reconstruído após o terramoto de 1530. Sobre a porta principal, existe uma curiosa escultura de carácter heráldico, figurando três castelos e uma águia dentro de uma cartela limitada por uma moldura de enrolamento.


Quinta da Ribeirinha
Um espaço que integra um agradável restaurante tradicional (instalado num antigo lagar de azeite) e um ponto de venda de produtos típicos da região, desde o artesanato à gastronomia e aos vinhos.


Quinta de Vale de Lobos (I.I.P.)

Local onde viveu o historiador, político e romancista Alexandre Herculano, cuja acção aqui ficou ligada à produção do azeite virgem em Portugal.

Adega Cooperativa de Alcanhões

Produtores dos conhecidos vinhos ribatejanos Cardeal Dom Guilherme, Terras do Paço e Adiafa, onde poderá fazer uma prova e adquirir estes deliciosos néctares.

Complexo Aquático

Equipamento lúdico-desportivo onde poderá usufruir agradáveis momentos de repouso, convívio ou manutenção da sua forma física. Integra piscina coberta, piscina de ondas, escorregas, restaurante e ginásio.


Ribeira de Santarém

Velho burgo ligado ao tráfego fluvial e que, outrora, fez de Santarém a Porta do Ribatejo. Casas, ruelas e becos, além de alguns monumentos (Igreja de St.ª Cruz e Fonte de Palhais), conferem-lhe atractivo. Na margem do Tejo o padrão de Santa Iria perpetua a memória do aparecimento do túmulo da Santa à Rainha Santa Isabel e a D. Dinis.


Convento de Almoster (M.N.)

Edifício gótico fundado no séc. XIII. Magnífico interior revestido a azulejos policromados do séc. XVII. Notável trabalho de talha, pinturas, frescos, altares laterais e soberbas esculturas.

Caneiras
Povoação ribeirinha típica de “avieiros”, com habitações palafíticas erguidas sobre pilares de madeira. A actividade piscatória está patente nos barcos e redes à vista. É famosa a “fataça na telha”, delícia gastronómica preparada segundo os usos dos pescadores locais. Uma visita às Caneiras proporciona um belo passeio pelos campos junto ao Tejo, sendo possível observar, nalgumas épocas do ano, grandes bandos de garças brancas que emprestam o seu colorido à paisagem.


Percurso Fátima
Percurso: Caneiras/Santarém, Portela das Padeiras, Azoia de Baixo, Advagar, Santos e Arneiro das Milhariças.


(mais informação em breve)

 
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Concelho de Santiago do Cacem
Praia e Campo

O concelho de Santiago do Cacém caracteriza-se por uma zona aplanada e baixa, na parte noroeste do concelho, dando mesmo lugar à formação de lagoas, devido à existência de um cordão de dunas e areias de praia.
A estrutura fundiária é constituída principalmente por pequenas explorações com menos de 10 hectares. Predominam as terras limpas, muito férteis nas várzeas da Lagoa de Santo André. A agricultura caracteriza-se pelo cultivo de cereais, vinha e olival, produtos hortícolas e horto-frutícolas. Os efectivos pecuários são essencialmente bovinos e suínos. Ao nível florestal predominam as manchas de pinhal e montado de sobro.
Chegados ao litoral, surgem-nos como estruturas naturais da zona costeira a lagoa de Santo André, o importante sistema lagunar a ela associado e a Maria da Moita. A planície é separada do oceano Atlântico por um cordão dunar de largura variável a sul, nomeadamente na praia da Fonte do Cortiço verifica-se a existência de arribas de altura variável.
A frente de mar no concelho de Santiago do Cacém tem aproximadamente nove km, correspondendo a igual extensão de praias de areia dourada, a saber: praia fluvial da lagoa de Santo André, Monte Velho, Areias Brancas e Fonte do Cortiço. Na lagoa de Santo André pratica-se a pesca artesanal em pequenos barcos tradicionais denominados "bateiras", pela pequena comunidade piscatória aí residente.
As praias para além do uso balnear, são procuradas nas zonas menos utilizadas para este fim, pelos amantes da pesca desportiva. Revestem-se de grande importância a flora e fauna característica desta faixa costeira.
Com a criação da Reserva Natural através de Decreto-Regulamentar n.º 10/2000 de 22 de Agosto, foi reconhecida a importância deste santuário natural. Segundo o Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro, ao delimitar-se uma área destinada à protecção de habitats, da flora e da fauna (Reserva Natural) pretendem-se adoptar medidas "que permitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência das espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente". A recuperação e a conservação ambiental serão certamente, uma realidade num futuro próximo.

Museus e Monumentos

>> Museus

- Museu Municipal de Santiago do Cacém

- Museu do Trabalho Rural de Abela

>> Património

- Património Arqueológico

- Património Arquitectónico Civil

- Património Arquitectónico Militar

- Património Arquitectónico Religioso

- Património Etnográfico - Artesanato

- Património Etnográfico - Festas Tradicionais

- Património Etnográfico - Lendas

- Património Natural - Planície Litoral

- Património Natural - Planície Interior

- Património Natural - Rio e Serra

- Património Natural - Espelhos de Água



 
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Concelho de Serpa
Serpa integra a Região de Turismo Planície Dourada (www.rt-planiciedourada.pt) e os Itinerários de Turismo Cultural "Terras da Moura Encantada" e "Rota do Manuelino", promovidos pelo Programa de Incremento do Turismo Cultural (Direcção-Geral do Turismo) em parceria com a organização internacional "Museu sem Fronteiras". Estes itinerários convidam o público a viajar pelo país para conhecer, nos seus contextos originais, os mais importantes monumentos, conjuntos arquitectónicos, sítios arqueológicos e museus.
O concelho é detentor de um conjunto ímpar de valores naturais mas, até à data, apenas uma parte do seu termo está inserida numa área protegida – o Parque Natural do Vale do Guadiana, criado em 1995.
Com um clima mediterrânico, a tender para o semi-árido, a região tem verões secos e quentes com temperaturas médias de 25º, mas em que a temperatura máxima pode ultrapassar os 40ºC. Os invernos apresentam temperaturas médias de 8º, com temperaturas mínimas frequentemente negativas. A precipitação é fraca e em média não ultrapassa os 400mm, concentrada nos meses de Novembro a Janeiro. A insolação é elevada, com valores médios anuais entre 3000 a 3100 horas.
No que toca às principais acessibilidades, a sede do concelho e dois dos aglomerados de maior dimensão (Vila Nova de S. Bento e Vila Verde de Ficalho) são atravessados no sentido Oeste-Este pelo IP8 (coincidente com a EN260), que divide o concelho praticamente ao meio.
A ligação aos outros concelhos da Margem Esquerda, é feita, para Norte, na direcção de Moura pela EN255, e, para Sul, na direcção de Mértola pela EN265.

Lazer

As terras de Serpa, pela sua pureza ambiental, garantem a tranquilidade do lazer. A interioridade, que as distancia das grandes urbes e zonas industriais, e o baixo índice demográfico, mantiveram-nas como espaços onde a natureza permaneceu quase incólume.
A vastidão transparente dos seus horizontes, o mar ondulante das searas, o silêncio repousante dos "montados", a sua serra salpicada de roxo, branco e amarelo pelas flores do rosmaninho, da esteva e da giesta, os campos de pousio atapetados a perder de vista por malmequeres, o dourado estival dos seus campos, os seus cursos de água, convidam a férias ao ar livre, ao retempero do corpo e do espírito.
Não faltam, pois, propostas para caminhadas e passeios de bicicleta em ambientes naturais Entre muitas outras possibilidades, o roteiro "Planície Dourada – Percursos na Natureza" apresenta duas sugestões de percursos por terras do concelho, a saber: o percurso "Vila Verde de Ficalho", por entre montado, olival, culturas de sequeiro, vegetação ribeirinha e matos mediterrânicos, e o percurso "Cabeceiras de Vale Queimado", marcado pela paisagem de montado disperso e pousios-pastagem e pelo emblemático "Pulo do Lobo".
Para os praticantes da condução "todo-o-terreno" não faltam percursos prenhes de sensações e emoções. Na sua diversidade, as terras ao redor de Serpa oferecem cambiantes de tal modo variadas que tornam possível um quase infindável leque de opções para um descontraído passeio fora de estrada.

António Catarino e Luís Ramos, no livro "Por esses campos fora", sugerem um trio de rotas, ricas na sua diversidade paisagistíca e com um reduzido grau de dificuldade no respeitante à destreza exigida.




Qualquer das sugestões propostas apresenta uma extensão idealizada para não tornar desgastante um percurso que se deseja descontraído e retemperador, afinal, a fórmula desejada para integrar, por exemplo, a "agenda" do fim-de-semana.
Como ocupações desportivas, há a pesca – ao barbo, à boga, ao achegã – nas correntes ou no remanso das águas límpidas dos seus rios. Mas também a caça faz de Serpa um local a reter nos roteiros cinegéticos nacionais: a lebre e a perdiz, na planície sem fim, o coelho, nos matos da serra, e os tordos e as rolas nas famosas "passagens". Para caça maior, podem os praticantes do desporto de Santo Huberto participar em montarias ao javali.
E porque não jogar ténis ou fazer natação nos modernos equipamentos desportivos de Serpa?
E se aproveitasse a visita para conhecer os museus e o antiquíssimo centro histórico de Serpa, resguardado por imponentes muralhas?
O "Guia Turístico da Planície Dourada" propõe um itinerário a pé pelo âmago da urbe, com passagem pelos monumentos e conjuntos patrimoniais mais significativos. Mas outras alternativas são possíveis, sendo certo que não ficará indiferente à sua história milenar, às suas tradições, à serena hospitalidade das suas gentes. Acreditamos que irá despedir-se de Serpa com vontade de voltar.





 
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Concelho de Sines
Em apenas 30 quilómetros de costa, Sines tem praias para todos, das famílias aos aventureiros.


PRAIAS FAMILIARES


As principais praias de Sines têm vigilância permanente durante a época balnear, estão equipadas com os devidos apoios de praia e têm excelente qualidade sanitária. A Praia de Morgavel, a Praia de Vale Figueiros, a Praia Grande do Porto Covo (na foto) e a Praia da Ilha do Pessegueiro, nos últimos anos sempre galardoadas com a Bandeira Azul da Europa, são excelentes quer pelas suas qualidades naturais, quer por permitirem a frequência a toda a população, das crianças aos mais idosos.


PRAINHAS DE PORTO COVO

Não há praias como as praias de Porto Covo, uma das mais belas aldeias do país e, de certeza, uma das costas mais belas. A praia Grande e a praia da Ilha são as mais amplas e acessíveis, mas todo o recorte litoral da freguesia está cheio de prainhas de areia fina e água transparente, separadas por grandes rochedos, que parecem ter sido feitas para criar uma sensação de intimidade e exclusividade. As praias são de todos, mas dá vontade de dizer: escolha a sua! Vieirinha, Oliveirinha, Foz, Burrinho, Samouqueira (na foto), Pequena, Espingardeiro, Búzios, são alguns dos nomes destes tesouros tão pequenos quanto preciosos. Note-se que todas estas praias estão em boas condições sanitárias, mas que em algumas delas o acesso é difícil e não têm vigilância permanente.


PRAIAS NATURISTAS

Uma das pequenas praias de Porto Covo é a praia do Salto. Situada entre o Cerro da Águia e a Cerca Nova, com um ambiente de privacidade e tranquilidade, faz parte desde 2002 do grupo restrito de praias naturistas reconhecidas oficialmente em Portugal.


PRAIAS HISTÓRICAS


As praias de Sines não se limitam a oferecer sol e mar. Oferecem também história e alma.


Praia Vasco da Gama: Integrada no tecido urbano da cidade de Sines e testemunha dos principais eventos da sua história - dos ataques dos corsários ao embarque de D. Miguel para a Inglaterra -, faz parte do rosto de Sines e do coração dos sineenses. Adjacente ao Porto de Pesca, continua charmosa e merece ser visitada, tanto no Verão como no Inverno. A sua marginal é muito usada para passeios e prática de jogging.


Praia de São Torpes: A praia mais concorrida do concelho tem a si ligada a lenda de São Torpes, cujo corpo martirizado terá vindo parar às suas areias no primeiro século da Era Cristã. A jangada de São Torpes, uma curiosidade da arqueologia naval portuguesa, ainda é utilizada na pesca, ainda que de forma muito residual.


Praia da Ilha: O canal da Ilha do Pessegueiro foi usado como porto de abrigo dos Cartagineses e Romanos na difícil subida da costa alentejana. Na Ilha, há a descoberto vestígios de uma fábrica de salga de peixe romana (será de peixe, “piscis”, que deriva o nome da ilha, e não da árvore de fruto). No século XVIII, houve planos para usar a Ilha para um grande porto de mar (ainda são visíveis os blocos que atestam o início da sua construção).


PRAIAS EVASÃO


O cabo de Sines divide o litoral alentejano ao meio. A sul ficam as pequenas praias entrecortadas de rochedos. A norte, ficam quilómetros e quilómetros de areal contínuo, até à península de Tróia. É toda uma outra forma de ser e viver a praia. É o domínio dos grandes espaços, do mar vigoroso. Devido à agitação marítima e aos fundos perigosos, a Costa do Norte de Sines (na foto) não está indicada para banhos, mas pode proporcionar uma experiência gratificante a quem procura isolamento e a pujança dos elementos. Os ricos bancos de peixe nas grutas submarinas são motivos de atracção de mergulhadores e caçadores.


Monumentos de Vasco da Gama

Tendo como pontos de paragem os monumentos ligados à vida de Vasco da Gama em Sines parta à descoberta da zona antiga da cidade.


QUEM FOI VASCO DA GAMA


O navegador Vasco da Gama (ca. 1469-1524), descobridor do Caminho Marítimo para a Índia, é uma das maiores figuras da história portuguesa e mundial. Foi em Sines que ele nasceu e foi o condado de Sines que, até ao fim da vida, quis como galardão pela proeza da Índia. É possível traçar um roteiro na cidade de Sines baseado nos monumentos do Gama. Esse roteiro começa no Castelo (onde passou a infância e poderá ter nascido), passa pela Igreja Matriz (onde foi ordenado), pára na Estátua de Vasco Gama (testemunho do amor de Sines pelo seu filho mais célebre) e termina na Igreja de Nossa Senhora das Salas (que mandou reconstruir, e por cuja santa tinha uma especial devoção).


CASTELO (INFÂNCIA) + CASA DE VASCO DA GAMA


Admitindo que o seu pai, Estêvão, já era alcaide da vila em 1468/1469, o segundo andar da Torre de Menagem pode ser o local de Sines onde o navegador nasceu (o local apontado pela tradição é uma casa na actual Rua Vasco da Gama). Certo é que foi aqui que ele passou a infância e que o monumento está impregnado de memórias e marcas dos Gamas. Mas não era preciso tanto para fazer deste o mais importante monumento de Sines. Construído na primeira metade do século XV, no ponto mais nobre e estratégico da cidade, sobranceiro à baía, o Castelo - fortaleza defensiva - foi a condição colocada pelo rei D. Pedro I para a concessão do foral a Sines, em 1362. Hoje, que já não serve para defender a cidade dos piratas, continua a ser o mais espectacular miradouro para a baía.

Pela sua ligação a Vasco da Gama, a Torre de Menagem do Castelo acolhe, desde 2008, a Casa de Vasco da Gama.


IGREJA MATRIZ (ENTRADA NA ORDEM DE SANTIAGO)


A Igreja Matriz de São Salvador está praticamente encostada à muralha poente do Castelo. É aqui (ou melhor, na construção primitiva do edifício) que, aos 11 ou 12 anos, com três dos seus irmãos, Vasco da Gama recebe a prima tonsura e se torna membro da Ordem de Santiago. No século XVIII, a igreja medieval, já demasiado pequena para a quantidade de crentes que queriam assistir à missa, teve de ser profundamente remodelada, ganhando o aspecto actual, típico do barroco joanino. No interior, ver com atenção o altar-mor com tabernáculo do Santíssimo Sacramento, os azulejos da capela-mor, as imagens de São João Baptista, de Nossa Senhora da Graça, de Santa Catarina e do Senhor Jesus das Almas e o painel no tecto, pintado por Emmerico Nunes.


ESTÁTUA DE VASCO DA GAMA (HOMENAGEM DOS SINEENSES)

Vinte metros a sul da Igreja Matriz, junto à torre poente do Castelo, está situada a estátua de Vasco da Gama. Inaugurada em 1970, ainda por ocasião das comemorações do quinto centenário do nascimento do navegador, era uma reivindicação da população desde pelo menos 1898 (400.º aniversário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia). Com os olhos no Atlântico, num lugar de insuperável beleza, pode dizer-se que a melhor vista de Sines é a do seu filho mais célebre.


IGREJA DE N. S. SALAS (MEMÓRIA DO SEU AMOR POR SINES)


O roteiro de Vasco da Gama termina na zona poente da cidade, na Ermida de Nossa Senhora das Salas “moderna”, que substitui a igreja primitiva mandada construir, no início do século XIV, por Dona Betaça, dama de honor de dona Isabel de Aragão, que ia casar com D. Dinis. Talvez em acção de graças pelo sucesso da viagem à Índia, Vasco da Gama decide mandar reedificar o edifício de raiz, no séc. XVI. Apesar da oposição da Ordem de Santiago, a obra avança, sendo colocado junto ao portal do novo templo, de evidentes traços manuelinos, duas lápides que marcam a posição do navegador: "Esta Casa de Nossa Senhora das Salas mandou fazer o muito magnífico senhor Dom Vasco da Gama”. No interior do templo, olhar atentamente o altar-mor em talha dourada com imagem da Nossa Senhora das Salas (século XVII), o painel de azulejos alusivo à vida de Maria e o retábulo do Senhor do Vencimento. Desde 2006, está disponível para visita o seu rico tesouro.

 

 

 
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Concelho de Sousel

Destaque:

Carta Arqueológica de Sousel
O passado à sua volta
Em 1914 José Leite de Vasconcelos, então Director do actual Museu Nacional de Arqueologia, visitou o concelho de Sousel com o objectivo de realizar escavações nos sítios arqueológicos mais emblemáticos: São Pedro, o “Sousel velho”, a anta da Cabeça da Ovelha e a alcáçova do castelo da vila, no espaço onde hoje se encontra o actual jardim municipal.
É este o único projecto de estudo arqueológico rigorosamente planeado, concretizado, conhecido e publicado que alguma vez teve lugar no concelho de Sousel.
De então para cá apenas o trabalho de inventário do património no âmbito do Plano Director Municipal de Sousel permitiu alguns avanços no conhecimento sobre o passado deste território, permitindo dar a conhecer cinquenta sítios.
Todavia, enquanto outros concelhos assistiam à realização de escavações arqueológicas, recuperando do esquecimento velhas peças e estruturas, em alguns casos devidamente expostas em museus e colecções, Sousel ficava numa espécie de limbo, uma apatia que fazia deste concelho um “buraco negro” no que ao conhecimento do passado diz respeito.

Património Cultural Edificado
Todos os bens arquitectónicos construídos que preservem um significado cultural e civilizacional, são considerados património cultural edificado. Visite o Concelho de Sousel e descubra a diversidade do nosso património – religioso, militar, civil, utilitário e de produção –, sem esquecer outros elementos e conjuntos que, apesar do seu carácter autónomo, encerram em si mesmos um elevado grau simbólico e cultural. (...)

Património Arqueológico

De acordo com o PDM (1995), existem no Concelho de Sousel inúmeros sítios arqueológicos, dos quais destacamos apenas alguns na medida em que o reconhecimento do património arqueológico do Concelho de Sousel tem sido faseado e irregular pela falta de um levantamento arqueológico sistemático. Com vista a colmatar esta lacuna, no fim de 2007, a Câmara Municipal de Sousel iniciou os estudos para a realização da Carta Arqueológica do Concelho (...)

Património Natural
O Concelho de Sousel situa-se na confluência dos Distritos de Portalegre e Évora, numa região marcada pela multiplicidade paisagística. O clima mediterrânico é marcado por uma estação seca bem acentuada (Verão), e pelas estações mais amenas da Primavera e do Outono. Apesar de possuir algumas barragens, os principais recursos hídricos do Concelho têm um caudal pouco volumoso, são eles: a ribeira de Lupe, a ribeira de Sousel, a ribeira do Alcórrego, a ribeira de Almadafe e a ribeira de Ana Loura.(...)


 
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Concelho de Vendas Novas

Origem de Vendas Novas:

A origem provável e o subsequente desenvolvimento de Vendas Novas, devem-se essencialmente a três acontecimentos que tiveram lugar quase simultaneamente.
O primeiro e segundo acontecimento devem-se essencialmente à criação da Posta Sul, por ordem de D.João III, estabelecendo-se uma estação e uma sede da Posta em Aldeia Galega (o actual Montijo). De igual modo, com licença do rei, mandou Luís Afonso, Correio-Mor do Reino abrir um caminho de Aldeia Galega a Montemor, que atravessava uma vasta charneca que o rei utilizava para as suas caçadas reais, de maneira a diminuir o percurso e o tempo das viagens. Nesse caminho, o rei mandou construir uma estalagem, no sítio que hoje é Vendas Novas.
O terceiro acontecimento está ligado à construção, por ordem de D.Teodósio, de duas pousadas, uma em Evoramonte e outra nas Vendas Novas, perto das duas estações, para melhor se deslocar de Lisboa a Vila Viçosa. Terá sido então, a aberta do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção de duas estalagens, (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, em 1930), os três factores determinantes para a origem de Vendas Novas.
Quanto ao nome do povoado terá provavelmente origem nas construções - "Estalagens" ou "Vendas", que por serem de recente construção, eram novas, denominadas pelos viajantes como "as Vendas Novas".
História

Um conjunto de factores – a estrada de acesso a Espanha, Évora e Lisboa, o Palácio Real (actual Escola Prática de Artilharia), o caminho de ferro – estão associados ao crescimento da povoação de Vendas Novas, com apenas 300 anos de existência, de que é reflexo a sua passagem a concelho e a cidade. Refira-se que a povoação mais antiga do concelho é a Landeira, hoje freguesia do concelho, de que existem referências de sua existência nos inícios do Séc. XII.
Vendas Novas foi freguesia do concelho de Montemor-o-Novo até 7 de Setembro de 1962, altura em que passou a concelho após um processo reivindicativo iniciado no final do século XIX.
Em termos patrimoniais, o concelho de Vendas Novas, apesar da sua história ser recente, possui um conjunto de património erudito de que é exemplo o edifício onde se encontra instalada a Escola Prática de Artilharia, antigo Palácio Real, mandado construir pelo rei D. João V, que possui um museu militar. São também referência o Palácio e Capela do Vidigal (séc. XIX), e um conjunto de capelas e igrejas que datam desde o século XVI.

Locais de Interesse Turístico:

Escola Prática de Artilharia, com Museus interior e ao ar livre
Praça da República

Palácio do Vidigal (Séc. XIX)
Estrada Nacional 251-1

Capela do Vidigal (Séc. XIX)
Estrada Nacional 251-1

Capela de S. Fernando/Outeiro de S.to António (Séc. XV)

Palácio Real (Séc. XVIII)
Praça da República

Capela Real (Séc. XVIII)
Praça da República

Capela do Monte Velho da Ajuda (Sécs. XVII-XVIII)

Igreja Paroquial de N.ª Sr.ª da Nazaré (Landeira) (Séc. XV)

Capela de S. Pedro de Bombel

Capela de S. Gabriel (Marconi)

Igreja de S. Domingos Sávio
Rua São Domingos Sávio, 16

Igreja Matriz de Sto. António
Rua Nova Igreja

Moinho de Vento
Av. 25 de Abril

Chafariz Real
Av. 25 de Abril


 
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Viana do Alentejo

O Concelho de Viana do Alentejo é conhecido pela sua riqueza patrimonial. Exemplo disso, são o Santuário mariano de N.ª Sr.ª D'Aires, o Castelo de Viana e a Igreja Matriz do Salvador e ainda de Viana do Alentejo.

CASTELO DE VIANA DO ALENTEJO
Arquitectura militar. Gótica. Monumento típico da arquitectura militar da fase alentejana da reconquista e repovoamento, embora em cota relativamente mais baixa do que os seus congéneres como Portel.

Artesanato
Muitas são as localidades, vilas, cidades ou aldeias, que através dos tempos conseguem manter uma especialização industrial ou artística, que é como que o fácies característico e inconfundível que as torna conhecidas. Alcáçovas também possui a sua indústria própria, especial, única, os chocalhos, através dos quais o seu nome se tem tornado conhecido...

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